Onde investir R$ 500 mil? Entenda como fazer uma boa escolha

por Malena Oliveira | 08/05/2019

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Escolher quais investimentos são melhores para você não é uma tarefa simples. Afinal, já gastamos muito do nosso tempo e energia para ganhar dinheiro, então é uma grande responsabilidade decidir como aplicá-lo.

Para te ajudar nisso, vamos mostrar onde você pode investir R$500 mil, oferecendo várias opções para você poder escolher de acordo com o seu perfil. E mais: você também vai saber como transformar esse montante em R$ 1 milhão.

O que preciso saber antes de decidir onde investir R$ 500 mil?

Vamos imaginar que você queira comprar uma casa nova. Você chegaria para o corretor de imóveis e diria: mostre o melhor imóvel do mercado que existe para comprar? Provavelmente não!

Antes de indicar um imóvel, o corretor tentaria entender quem é você, quais são seus gostos e suas necessidades. É casado? Tem filhos? Quantas pessoas vão morar no imóvel? Prefere casa ou apartamento? Precisa de garagem? Assim, não existe a melhor casa, mas aquela que está de acordo com o seu perfil e que atende às suas necessidades.

Com os investimentos é a mesma coisa. Existem duas variáveis importantes para definir o seu perfil de investidor, e elas estão correlacionadas: o quanto você espera ganhar e o risco que está disposto a correr. Assim, é preciso avaliar algumas questões. Confira!

Prazo da aplicação

Para quando você vai precisar desse dinheiro? Se tiver que resgatar o dinheiro em um curto espaço de tempo, não deve escolher aplicações de alto risco. Não existe uma definição “oficial” do que é curto prazo, mas, em geral, considera-se períodos menores de dois anos.

Então, se você vai precisar do dinheiro, por exemplo, para dar entrada em um imóvel daqui a seis meses, não pode correr o risco de não ter o recurso na data certa.

Objetivo

Saber qual é o seu objetivo com aquele investimento é outra informação importante. Se a meta é, por exemplo, deixar o dinheiro seguro para abrir um negócio dali a um ano, aplicações de alto risco não são uma boa opção.

Agora, se a ideia é ter uma renda mensal na aposentadoria, dali a 30 anos, é possível — e até recomendável — fazer aplicações que ofereçam uma rentabilidade maior.

É por isso que você deve sempre estar ciente dos seus objetivos antes de traçar um plano de investimentos. Dessa forma, tudo fica mais estruturado para que você realmente alcance o que deseja.

Tolerância ao risco

Como você se sentiria ao ver que o saldo das suas aplicações diminuiu? Em aplicações mais arriscadas, isso é perfeitamente possível. A possibilidade de ter um rendimento maior quase sempre vem acompanhada de mais risco. Assim, no curto prazo, não é raro haver variações negativas.

Algumas pessoas se sentem confortáveis com isso, pois entendem que fizeram uma aplicação de longo prazo e que perdas momentâneas são naturais. Já outras ficam extremamente incomodadas e tendem a querer sair da aplicação, mesmo com prejuízo.

Capacidade de assumir risco

Essa é uma questão que nem sempre está sob nosso controle. Você pode ter tolerância ao risco, mas não ter capacidade para tomá-lo.​

Imagine que você seja solteiro, tenha uma boa renda e more com seus pais, que têm uma situação financeira confortável. O dinheiro que você ganha é só seu e, se perder uma parte dos seus investimentos, o impacto é pequeno.

Agora suponha que você seja casado, tenha dois filhos e ainda pais que dependem de sua ajuda financeira. Nesse caso, a sua capacidade de assumir risco é menor do que no primeiro caso, certo?

Portanto, para saber onde investir R$ 500 mil, o primeiro passo é compreender quem você é e definir objetivos e prazos.

Onde investir R$ 500 mil?

Cada aplicação delas tem suas próprias regras e riscos. Veja a seguir.

Renda fixa

Investimentos de renda fixa são aqueles em que o rendimento é conhecido no momento da aplicação. Existem duas formas de rendimento da renda fixa: a pós-fixada e a prefixada. Na pós-fixada, a rentabilidade está atrelada a algum indicador, como a Selic (taxa básica de juros do país).

A renda fixa pós-fixada é considerada um investimento de baixo risco. É mais interessante quando há expectativa de que aquele índice de referência vai subir. Fundos de investimento DI e o título público Tesouro Selic (LFT) são exemplos de aplicações de renda fixa pós-fixada.

Já na renda fixa prefixada, o rendimento é determinado no momento da aplicação, independentemente de qualquer índice. Fundos de investimento prefixados e o título público Tesouro Prefixado (LTN) são algumas das opções em renda fixa prefixada.

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O risco das aplicações em renda fixa prefixada varia conforme o investimento. No caso do Tesouro Prefixado, por exemplo, o título, na data do seu vencimento, vai pagar R$ 1.000. Por isso, você vai comprá-lo por menos de R$ 1.000 e o seu rendimento será a diferença entre o que você pagou e os R$ 1.000 que vai receber por ele.

A questão é que, se vender o título antes da data de vencimento, ele vai estar sendo negociado por menos de R$ 1.000 e pode, inclusive, valer menos do que foi pago por ele.

Renda variável

Na renda variável, o rendimento não é conhecido de antemão. O principal exemplo é o mercado de ações. A cotação das ações varia a cada momento, dependendo de uma série de fatores, como os resultados daquela empresa ou o crescimento da economia do país.

Assim, a bolsa de valores oferece tanto uma possibilidade de obter lucros bem maiores do que a renda fixa, quanto o risco de perdas no curto prazo.

Fundos multimercados

Os fundos de investimento multimercados são aqueles que investem em diferentes tipos de aplicação, como renda fixa, ação, moedas e títulos ligados à inflação. As regras para isso estarão especificados no regulamento do fundo.

A grande vantagem é que é possível adaptar a estratégia de acordo com o momento do mercado, podendo obter ganhos em qualquer cenário. Isso, porém, depende muito da habilidade do gestor do fundo.

Quanto teria ganhado se tivesse investido R$ 500 mil há 10 anos?

Para entender como os retornos são diferentes, vamos imaginar que você investiu R$ 500 mil em 1º de abril de 2009 e ver quanto você teria na mesma data em 2019.

No caso da poupança, você chegaria à data final com R$ 984.715,30. Se tivesse aplicado o dinheiro em um investimento com rendimento igual ao da taxa Selic, já teria R$ 1.307.386,17. Ambos os valores podem ser consultados na calculadora do Banco Central.

Por fim, se tivesse investido numa carteira de ações similar ao Ibovespa (índice mais tradicional da bolsa de valores brasileira), teria R$ 1.152.453,41.

A “vitória” da renda fixa se justifica pelo fato de que tivemos uma longa fase de juros altos no país, que já não é mais a realidade e tende a não se repetir nos próximos anos.

Como transformar R$ 500 mil em R$ 1 milhão?

Investindo R$ 500 mil, é possível chegar ao primeiro milhão fazendo escolhas inteligentes. Vamos projetar como seria isso de acordo com cada perfil de risco.

Perfil de risco 1

É aquele que prefere não correr riscos e está confortável com um retorno mais baixo.

Ainda assim, é possível chegar a R$ 1 milhão em 9 anos, em um cenário realista (50% de chance de que se concretize), aplicando em fundos de investimento de baixo risco e títulos de crédito privado.

Perfil de risco 2

Ele está disposto a aceitar pequenas perdas no curto prazo em troca de obter um ganho ligeiramente acima da média no longo prazo.

Conseguiria chegar ao primeiro milhão em 9 anos com uma carteira composta majoritariamente por títulos de crédito privado, uma parcela menor em fundos multimercados e mantendo uma quantia menor em fundos de investimento de baixo risco.

Perfil de risco 3

Aqui, o prazo projetado para chegar a R$ 1 milhão cai para 8 anos. O risco também aumenta, já que a pessoa está disposta a aceitar perdas moderadas no curto prazo para obter um ganho acima da média no longo prazo.

Além dos títulos de crédito privado e dos fundos de investimento multimercados, já se recomenda ter parte do dinheiro aplicado em ações, mantendo uma pequena parcela em fundos de investimento de baixo risco.

Perfil de risco 4

A estimativa para chegar a R$ 1 milhão novamente é menor neste caso: 7 anos. Esse perfil está buscando um retorno alto no longo prazo e pode tolerar perdas no curto prazo. Os investimentos que vão compor a carteira desse cliente são os mesmos do perfil 3, mas com uma parcela maior aplicada em ações.

Perfil de risco 5

Esse indivíduo conseguiria atingir o primeiro milhão em 5 anos, numa projeção realista. É o mais disposto a correr riscos, já que está buscando maximizar seus retornos no longo prazo e pode tolerar perdas significativas no curto prazo. Novamente, a mudança aqui vai ser a fatia dos recursos aplicada em ações, que é maior do que nos demais perfis.

Assim, vimos onde investir 500 mil reais, quais são os riscos e as possibilidades de ganho e como fazer para chegar a R$ 1 milhão. Agora, aproveite para fazer uma simulação personalizada e saiba como aplicar seu dinheiro da melhor forma para você.

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