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Paridade de riscos: o que é e qual sua importância ao investir?

Compor uma carteira de investimentos diversificada envolve mais que escolher diferentes ativos do mercado financeiro. O ideal é adotar estratégias sólidas para tomar as decisões de investimentos — e, entre elas, está a paridade de riscos.

Por meio dessa abordagem, você tem a chance de criar um portfólio alinhado ao seu perfil de risco e aos seus objetivos. Ao mesmo tempo, é importante entender como ela se diferencia de outros métodos de investimentos.

Neste artigo, você descobrirá o que é a paridade de riscos e verá como ela pode ser relevante para a sua jornada enquanto investidor.

Confira!

O que é a paridade de riscos e como ela funciona?

A paridade de risco ou risk parity é uma estratégia de investimentos que utiliza o risco como elemento principal para realizar a alocação de ativos. Nesse caso, a ideia é que cada investimento represente uma parcela igual quanto ao risco geral da carteira.

Em relação ao funcionamento dessa abordagem, vale considerar que o risco de uma carteira é dado pela soma dos riscos de todos os investimentos que a compõem.

Assim, para implementar a paridade de risco, as alocações são feitas de modo que cada oportunidade tenha igual contribuição marginal de risco. Nesse caso, é comum que os investimentos tenham pesos diferentes. 

Vale notar, ainda, que a paridade de riscos é uma estratégia que prevê ajustes constantes no portfólio — de acordo com o comportamento dos investimentos e do mercado. Assim, é natural que ocorram rebalanceamento das posições em função da oscilação e da volatilidade ao longo do tempo.

Logo, se um investimento apresenta mais risco em determinado momento, a tendência é que ele passe a ter um peso menor na carteira, por exemplo.

Quais as principais características dos portfólios sob paridade de riscos?

Um dos pontos mais importantes da paridade de riscos envolve a diversificação de risco da carteira de investimentos.

Na diversificação, cada investimento contribui com um tipo de risco para o portfólio, assim você evita a concentração de recursos. Desse modo, essa abordagem pode te ajudar a ter um nível maior de proteção para sua carteira.

Outra característica importante se relaciona com o foco específico no risco. Afinal, ao adotar a estratégia de paridade de risco, a análise do retorno é menos significativa. Com isso, você evita compor um portfólio excessivamente arriscado.

Ainda, vale ressaltar que essa é uma estratégia considerada avançada. Isso se dá, como você viu, pela necessidade de encontrar as configurações adequadas para que cada investimento contribua da mesma forma para o equilíbrio dos riscos. Logo, essa pode ser uma abordagem para criar uma carteira mais robusta.

Devido a essas questões, a paridade de riscos pode oferecer algumas vantagens. Uma delas é a adequação a cada investidor, considerando o perfil de risco e os objetivos financeiros individuais. 

Por meio desse método, você pode compor uma carteira totalmente alinhada ao seu apetite ao risco. Além disso, como os reajustes acontecem periodicamente, você também evita correr riscos em excesso, em determinados momentos. Em vez disso, há como ter um portfólio dinâmico e que acompanha as características de volatilidade do mercado.

Quais as diferenças para a Teoria Moderna do Portfólio?

Ao conhecer a estratégia de paridade de riscos, é importante entender que ela está, de certo modo, relacionada à Teoria Moderna do Portfólio (TMP). Essa estratégia foi desenvolvida por Harry Markowitz e ajudou a inaugurar o conceito de diversificação de carteira no mercado financeiro.

Na TMP, a intenção é avaliar a relação entre risco e retorno dos investimentos, orientando a alocação de recursos. Nesse caso, a ideia é compor uma carteira que:

  • tenha o mesmo risco, mas maior potencial de retorno que um investimento individual, ou
  • tenha o mesmo potencial de ganhos, mas um risco menor que um investimento específico.

Assim, a TMP busca otimizar a relação entre risco e retorno. Para isso, ela utiliza a chamada matriz de covariância, que considera a volatilidade de cada oportunidade escolhida. Já na paridade de riscos, apenas a volatilidade do investimento no mercado é utilizada como referência. 

Também vale considerar que a paridade de riscos permite o uso de alavancagem e a realização de operações vendidas (short selling), se necessário para o equilíbrio da carteira. Com a TMP, estão previstas apenas alocações simples.

Exemplo prático

Para entender melhor as diferenças entre TMP e paridade de riscos, vamos considerar uma carteira formada pelos principais investimentos:

  • títulos de renda fixa prefixados;
  • títulos de renda fixa atrelados à inflação;
  • títulos de renda fixa pós-fixados;
  • ações do Ibovespa;
  • dólar.

Em um cenário de aumento dos juros, os títulos prefixados e atrelados à inflação passarão por maior volatilidade, devido à marcação a mercado. Ou seja, se eles forem resgatados antecipadamente, podem gerar perdas.

Com isso, eles tendem a apresentar um risco maior — o que levará à diminuição do peso desses títulos na carteira, considerando a paridade de risco.

Agora imagine um momento de oscilação da bolsa de valores, em que as ações se tornam mais voláteis. Nesse caso, os investimentos ligados ao Ibovespa tendem a perder participação no portfólio, pois ficam mais arriscados.

No caso da Teoria Moderna do Portfólio, entretanto, a análise compreenderá a relação ampla de risco e retorno da carteira. Desse modo, os pesos dos ativos e o retorno do portfólio tendem a ser diferentes. 

Por que conhecer o conceito de paridade de riscos ao montar sua carteira?

Até aqui você descobriu quais são as principais características da estratégia de paridade de riscos e como ela funciona. Agora, vale saber que conhecê-la pode ser útil para definir a melhor maneira de montar sua carteira de investimentos.

Afinal, ao compreender como a paridade de riscos funciona e como se diferencia da TMP, você entende o que faz mais sentido para as suas aplicações financeiras. Nesse processo, contar com a gestão profissional pode fazer a diferença. 

Ao escolher a Magnetis, você conta com o apoio de uma equipe especializada e pode construir uma carteira mais estratégica, diversificada e segura. Assim, tem a possibilidade de ficar mais fácil lidar com os riscos e fazer uma gestão de portfólio muito mais eficiente.

Como você viu, a paridade de riscos é uma estratégia que define que todos os investimentos contribuam da mesma forma para a volatilidade da carteira. Como ela é considerada uma evolução da Teoria Moderna do Portfólio, conhecê-la traz uma nova possibilidade para investidores!

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Andressa Siqueira, CFP®
Andressa Siqueira, CFP®

Formada em Economia pela PUC-SP, é especialista em investimentos na Magnetis desde 2019. Possui as certificações CEA pela ANBIMA e de planejadora financeira CFP®, trabalha no mercado financeiro há mais de 8 anos.

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