Empréstimo coletivo: conheça o poder do Peer To Peer Lending

por Jorge Vargas Neto

Olá! Eu sou o Jorge, fundador da Biva, e fui convidado pelo pessoal da Magnetis para contar para você sobre uma modalidade de crédito e investimento que pode ser útil a quem precisa ou pretende aplicar o seu dinheiro: o P2P Lending. Ele é uma opção de empréstimo coletivo que ajuda você a honrar obrigações, equilibrar as contas, fazer investimentos e realizar aquele sonho que vem adiando há tempos.

Também conhecido como Peer To Peer Lending (Empréstimo Ponto a Ponto), essa modalidade de crédito tem crescido no mundo todo graças ao seu caráter colaborativo e aos custos reduzidos nas operações. Além disso, tem se mostrado uma excelente oportunidade de investimento para pessoas interessadas em obter retornos mais elevados do que em ativos tradicionais do mercado, como na poupança.

No universo das Fintechs, existe também o segmento de P2P como modalidade de crédito/investimento. A Biva é uma representante desse ramo, fornecendo uma plataforma de intermédio para essa modalidade que conecta pessoas interessadas em empréstimo a taxas mais justas com indivíduos buscando investimentos com maior retorno.

Aliás, na Biva buscamos tornar a aquisição de um empréstimo coletivo mais simples, com ótima rentabilidade para quem aplica e taxas mais justas para quem precisa de capital.

Para você entender melhor sobre o P2P Lending e como participar, vou começar contando um pouquinho da história dessa modalidade e de como eram os empréstimos antes.

Ficou curioso? Então continue lendo e descubra!

Os empréstimos antes do Peer To Peer Lending

Os empréstimos, parecidos com os que conhecemos, tiveram suas origens na Idade Média, embora já existissem transações similares há muito mais tempo.

O sistema de funcionamento dessa modalidade de concessão de crédito, incluindo a obtenção de lucro por parte de uma instituição financeira tradicional, ocorre da seguinte forma: um cliente poupa seu dinheiro e o deposita em um banco por um determinado tempo, obtendo uma margem de remuneração por isso. Essa organização, por sua vez, concede empréstimos usando esse valor para outros indivíduos e empresas, cobrando juros não só pelo tempo concedido até recuperar o montante, mas também pelos riscos envolvidos nessas negociações. Só que os juros são maiores do que o rendimento que ele paga para o primeiro, o que gera uma diferença que se converte no ganho do banco.

O resultado entre o valor pago e os juros recebidos é chamado de spread bancário, no qual já estão embutidos o lucro e os custos do banco, incluindo tributos como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Os empréstimos tradicionais são usados para distintos fins pelos indivíduos que solicitam e recebem crédito, como a quitação de dívidas, a realização de investimentos e até mesmo para abrir negócios. Porém, conforme os bancos se fortalecem e os sistemas financeiros vão sendo dominados por conglomerados, os rumos da economia passam a ser influenciados por eles. Dessa forma, conseguem impactar e ditar os rendimentos e juros nas relações com poupadores e clientes, podendo beneficiar seus lucros.

Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Banco Mundial, em 2014 o Brasil possuía o terceiro maior spread mundial, chegando a 22%. Veja melhor o ranking abaixo:

Países com maiores spreads médios (2014)
Madagáscar47,6%
Malawi31,1%
Brasil22%
Quirguistão19,6%
Tajiquistão19%
Paraguai16,9%
Micronésia15,3%
Congo14,7%

Os dados acima demonstram o quão alta é a diferença entre os rendimentos dos poupadores e os juros obtidos pelos grandes bancos.

A revolução do Peer To Peer Lending

O chamado Peer To Peer Lending faz parte da chamada economia compartilhada (sharing economy), que também é conhecida como economia colaborativa. Ela consiste na prática de se dividir a utilização ou aquisição de serviços e produtos de forma facilitada.

Isso é feito especialmente por meio de aplicativos e soluções tecnológicas que ampliam as possibilidades de interações entre pessoas. Dessa forma, no Peer to Peer, desenvolve-se uma relação mais direta entre as pontas de uma relação de consumo, ou seja, entre quem fornece e quem compra, eliminando intermediários.

Como exemplos da economia colaborativa, temos plataformas que fazem o intermédio do reaproveitamento de bens de consumo (Mercado Livre, OLX, eBay) e outras que atuam no compartilhamento de veículos (Uber) e de imóveis (Airbnb),

Conceito

O Peer to Peer Lending fornecido por meio de uma plataforma, como a já citada Biva, também é uma modalidade de economia colaborativa, pois envolve a realização de empréstimos entre aqueles que possuem recursos (investidores) e os que necessitam de capital (tomadores de crédito).

Não há o envolvimento tradicional de instituições bancárias no processo, de modo que não há spread na operação, sendo os juros aplicados apenas à remuneração dos investidores.

Como funciona

A empresa que mantém o sistema, basicamente, atua na regulação das relações e aproximação dos interessados em investir e obter crédito.

Por conta do seu modo de funcionamento, que fortalece a desintermediação da concessão de empréstimos, o P2P Lending tem revolucionado o mercado de empréstimos pessoais. Ele possui um caráter coletivo, pois possibilita que inúmeras pessoas ofereçam valores que, juntos, podem constituir a quantia de um empréstimo solicitado.

Além disso, conta com vantagens, como menor custo de aquisição, menos burocracia e mais agilidade no processo. Adiante, você verá melhor sobre os benefícios do Empréstimo Coletivo.

Peer To Peer Lending no Brasil e no mundo

A origem do Peer To Peer Lending remonta a 2004, no Reino Unido, com a criação da Zopa, uma plataforma desse segmento. Devido à crise financeira que assolou o mundo em 2008, o modelo se ampliou por se constituir como uma alternativa aos métodos tradicionais.

A Research and Markets, empresa atua com pesquisa de mercado, estimou que o segmento global de P2P Lending cresceria em uma média anual em um CAGR (Compound Annual Growth Rate, ou Taxa Composta Anual de Crescimento) de 53,06%. Isso no intervalo de cinco anos entre 2016 e 2020.

Atualmente, o Peer To Peer Lending possui muita força nos Estados Unidos, onde, em 2014, foram feitos mais de US$ 8,9 bilhões em empréstimos por meio de plataformas dessa modalidade. Já existe previsão de que esse mercado movimentará cerca de US$ 1 trilhão até 2025.

O segmento não é só forte nos EUA e na Europa, pois também vem ganhando destaque em outros mercados, como na China. Em junho de 2016, os reguladores chineses informaram que esse tipo de empréstimo tinha movimentado cerca de US$ 93,43 bilhões, sendo que havia na época mais de 4 mil provedores no país – em 2011 eram apenas 50.

Empréstimo Coletivo no Brasil

No Brasil, esse mercado ainda está se expandindo gradativamente, tendo a Biva como 1ª solução do tipo a atuar no país estando adequada às normas do Sistema Financeiro Nacional e do Banco Central. Começamos nossas operações em abril de 2015.

As plataformas desse segmento podem ter suas diferenças de acordo com suas empresas proprietárias, mas no geral se parecem. No caso da Biva, ela atua com foco em pequenos e microempreendedores que procuram crédito produtivo (capital de giro) para investirem em seus negócios. Ela atua como uma espécie de correspondente bancário, aproximando as duas pontas (investidores e interessados no empréstimo). Também executa todo o trabalho de aquisição de clientes e avaliação de crédito com base na tecnologia. Essa análise é realizada por meio da consulta de fontes privadas e públicas.

Quando alguém pede um empréstimo e este é aprovado, passando a ser financiado pelos investidores da plataforma, uma instituição financeira que atua em parceria com a Biva origina a operação. Aliás, essa operação é lastreada por títulos, seja de crédito — Cédula de Crédito Bancário (CCB), seja de renda fixa — Recibo de Depósito Bancário (RDB).

Vale destacar que, depois do resultado da análise e do prazo solicitado para pagamento do empréstimo, dá para se determinar a taxa de juros e, consequentemente, a parcela mensal a ser paga.

Quem pode participar

Podem participar das plataformas de Peer To Peer Lending pessoas interessadas em captar recursos, como empreendedores e pessoas buscando refinanciar dívidas, ou em emprestar, obtendo ganhos com as taxas de juros recebidas (investidores). Contudo, cada sistema tem alguns critérios que delimitam melhor quem está apto ou possui maiores chances de conseguir crédito ou emprestar.

Tomadores de crédito

Cada sistema pode ter seu próprio perfil de tomador de crédito ideal. Dessa forma, é importante pesquisar bem para encontrar um que tenha o seu como foco. Contudo, vale destacar que o empréstimo coletivo pode ser fornecido tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas para distintos propósitos e fins.

Por exemplo, empreendedores podem obter, nessa modalidade, recursos financeiros que ajudem-no a operar e realizar investimentos em seus negócios. Afinal, por mais que se deseje expandir a empresa, nem sempre dispõe-se dos valores necessários para isso, mesmo que o empreendimento dê bons resultados. Às vezes, até mesmo mantê-lo pode ser um pouco difícil devido a alguma crise ou evento inesperado (incêndio, alta dos preços dos insumos etc.).

O Peer To Peer Lending ajuda a superar limitações impostas por altas taxas de juros e pela burocracia nas organizações bancárias, possibilitando a obtenção de crédito a um custo mais acessível. Além disso, há maiores chances de se ter aprovação do crédito solicitado, o que costuma ser mais difícil nas instituições financeiras tradicionais.

No caso dos empreendedores, o uso do dinheiro também é mais livre, pois vêm na forma de crédito produtivo (voltado para a aplicação em negócios). O empresário é livre para aplicar na aquisição de ativos, refinanciar dívidas etc.

Nesse ponto, vale destacar que as condições do empréstimo são individualizadas e vantajosas, possibilitando ganho de concorrência frente a organizações maiores e robustas. Aliás, no caso da Biva, a ponta tomadora são justamente micro e pequenos empreendedores, tratando-se de crédito produtivo.

Já pessoas físicas podem contar com um crédito mais flexível, simplificado e que não sufoque tanto o orçamento pessoal ou familiar.

Investidores

Quem aplica no Peer To Peer Lending pode obter bons resultados, até maiores do que em algumas opções tradicionais de investimentos. Isso porque, ao pular o intermediário, o P2P permite ao investidor ganhos mais expressivos.

No entanto, pela natureza de um financiamento de dívida, é um tipo de investimento para quem tem maior apetite de risco. Dito isso, é possível reduzir o risco do investimento a partir dos parâmetros e diretrizes de diversificação usados.

Para começar, geralmente é preciso um aporte mínimo. Além disso, o cadastro é simples, pois você precisa preencher apenas alguns dados, fornecer dois documentos e responder a um formulário de adequação de perfil de risco (suitability).

Os riscos para investidores

Investir por meio de uma plataforma de Peer To Peer Lending também tem seus riscos, inclusive de inadimplência por parte de alguns indivíduos e organizações que fazem os empréstimos. Isso porque o retorno de seus investimentos ocorre por meio do pagamento das parcelas dos créditos concedidos.

O risco de aplicar na Biva, por exemplo, pode ser categorizado como alto, podendo até ocorrer a perda de boa parte do valor investido em situações extremas. Portanto, antes de prosseguir com esse processo, é importante ler atentamente os seus Termos e Condições. Neles é possível verificar informações detalhadas a respeito dos riscos de se investir em portfólios da plataforma.

Vale mencionar que, atualmente, qualquer empréstimo concedido pela Biva não está segurado por qualquer órgão governamental, organização privada ou qualquer terceiro. Mesmo que ocorra a aplicação indireta em papéis de renda fixa, por meio de instituições financeiras parceiras da Biva, uma transação dessa modalidade não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Quer entender melhor como é a operacionalização dos investimentos e de proteção do patrimônio do investidor? Então veja aqui todos os detalhes legais e a forma como a Biva lida com casos de inadimplência.


Como minimizar os riscos

Embora haja riscos no Peer To Peer Lending, como há em diversas modalidades de investimentos, existem formas de você minimizá-los de modo a obter boas margens e evitar prejuízos.

Por exemplo, é indicado que você diversifique suas aplicações entre os portfólios apresentados. Aliás, vale destacar que, pelo seu próprio método de funcionamento, a própria plataforma — no caso, a Biva — apresenta diversificação, pois cada portfólio contém, ao menos, 15 empresas. Isso colabora para a diluição redução dos riscos.

Outro fator que também coopera nesse sentido, como já mencionado, é a minuciosa análise de crédito realizada, que envolve, além do cruzamento de dados de diferentes fontes, modelos de diversificação e precificação de riscos e cobrança.

Os benefícios

Conveniência e comodidade

Como mencionado, o P2P Lending funciona por meio de uma plataforma virtual que une investidores e interessados em obter crédito. Graças a isso, é possível solicitar valores ou oferecer quantias no sistema de qualquer lugar do mundo que tenha uma conexão à web, em qualquer horário.

Isso significa que você não precisa se deslocar até uma agência ou representante da plataforma para pedir um empréstimo, fazer uma aplicação ou mesmo se informar, tampouco perde horas em filas esperando ser atendido.

Além do mais, toda a operação de solicitação ou investimento é feita de forma prática e rápida, ajudando a economizar tempo. Os recursos para o crédito podem ser liberados mais rapidamente que nas instituições tradicionais.

A conveniência também se encontra no controle das aplicações e solicitações, pois é possível analisar no sistema da plataforma a situação desses dois itens. Tal aspecto otimiza a gestão e eleva o controle e a organização das finanças.

Redução da burocracia

A comodidade de poder contratar o empréstimo pela internet já ajuda a reduzir a burocracia, pois documentos e formulários são preenchidos, enviados e validados rapidamente por sistemas e atendentes.

As análises de crédito costumam ser simplificadas e eficientes, pois cruzam dados de múltiplas fontes de forma ágil graças ao suporte tecnológico. Isso também eleva a segurança do processo e da aprovação, além de evitar longos períodos de espera para se saber se solicitação feita foi ou não aprovada.

Redução da taxa de juros e maior economia

Por ser uma modalidade desvinculada de uma intermediadora financeira tradicional, as taxas de juros são consideravelmente mais baixas. Isso porque a operação não fica subordinada ao valor do spread brasileiro, que, como visto anteriormente, é um dos mais altos do mundo. Dessa forma, o custo de toda a transação se torna inferior ao praticado pelos bancos.

No site da Biva, detalhamos as economias de taxa de juros que o P2P permite.

Condições favoráveis para quem investe

Não são só os tomadores de crédito que são beneficiados, pois os investidores, conforme visto antes, também recebem percentuais maiores de retorno em relação às suas aplicações. Porém, vale destacar que ainda é um investimento de maior risco.

Adicione a isso o fato de que toda a avaliação de crédito e ótica de portfólio (pulverizando o risco de inadimplência) feita pela plataforma colabora na elevação da segurança da operação, pulverizando o risco de inadimplência.

Inadimplência menor

Tanto a análise de crédito mais eficaz e segura, quanto a redução dos custos envolvidos na solicitação dos empréstimos, colabora para que os índices de inadimplência sejam baixos. Isso porque os tomadores de crédito empreendedores encontram dificuldades menores para quitarem os valores das parcelas, que não são tão onerados por juros e taxas como em bancos. Devido a isso, os riscos da operação são mitigados.

Tal aspecto colabora para que permaneçam como bons pagadores, mantendo suas reputações positivas na plataforma. Desse modo, no futuro, poderão solicitar novos empréstimos mais facilmente, evitando restrições por conta de inadimplências anteriores.

Possibilidade de diversificar a carteira de investimentos

O Empréstimo Coletivo é uma opção rentável para quem quer aplicar, além de colaborar na diversificação da carteira de ativos. Somado a isso, é possível escolher diferentes portfólios para conceder os valores que serão usados como empréstimos, ampliando ainda mais o número de investimentos.

Impacto social

Quem investe no Peer To Peer Lending colabora não só para que pessoas comuns organizem sua vida financeira, mas também no fomento à atividade empreendedora, fornecendo crédito a um custo mais acessível para que empresários possam investir em seus negócios.

Dessa forma, ajuda a impulsionar empresas e a própria economia, gerando um ganho social maior e até mesmo ajudando na geração de empregos. Isso porque muitas companhias podem usar os valores recebidos para expandirem suas operações, o que exige, geralmente, a contratação de mais funcionários.

Ficou com alguma dúvida sobre o funcionamento e outras características do Empréstimo Coletivo? Saiba mais sobre a Biva.

Daniel Jannuzzi é economista e consultor de investimentos da Magnetis

Jorge Vargas Neto é fundador e CEO da Biva Serviços Financeiros