Como avaliar riscos de acordo com seu perfil de investidor

por Mariana Congo

Quando falamos em investimentos de baixo risco, é simplesmente impossível não pensar na poupança. Isso acontece porque a tradicional caderneta é, para muita gente, sinônimo de segurança. Inclusive, há pesquisas que indicam que a maioria dos brasileiros acaba deixando o dinheiro parado na conta-corrente ou na própria poupança por medo de correr riscos. Mas você sabia que existem outras aplicações tão seguras quanto a poupança? É tudo uma questão de analisar os riscos de um investimento para investir sem sustos, de acordo com seu perfil e objetivos.

Ao longo deste artigo, vamos desconstruir falsas noções sobre risco em aplicações financeiras. Para tanto, vamos falar da relação entre perfil de risco e investimentos, um conceito muito importante para quem quer dar os primeiros passos no mercado financeiro.

Como mensurar o risco de uma aplicação financeira?

Risco nada mais é do que a possibilidade de o investidor perder total ou parcialmente o dinheiro que aplicou. Há o risco, também, dos rendimentos de determinada aplicação ficarem abaixo das expectativas do investidor.

Há, por exemplo, o risco de calote ou insolvência da instituição financeira na qual investimos. Nesse quesito, alguns produtos se destacam por contarem com uma proteção. É o que acontece com os títulos públicos. Eles são considerados bastante seguros, já que a possibilidade de calote por parte do governo é mínima.

Não podemos deixar de mencionar alguns títulos privados, mas que contam com uma proteção pública: o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). É o caso da Letra de Crédito Imobiliária (LCI), da Letra de Crédito Agrícola (LCA) e do Certificado de Depósito Bancário (CDB).

O Fundo Garantidor de Créditos é um mecanismo que dá mais segurança aos investimentos de renda fixa, especialmente em títulos de bancos de menor porte, que são distribuídos via corretoras. Funciona assim: você investe o seu dinheiro em um desses títulos e tem a garantia de que, mesmo na pior hipótese, o fundo devolve o que você desembolsou.

Há, porém, um limite para esse benefício: R$ 250 mil por CPF e por conta. Ou seja, tudo que você investiu em LCA, LCI ou CDB, por exemplo, até o valor de R$ 250 mil por conta, será integralmente ressarcido mesmo em caso de quebra da instituição financeira.

Os fundos de investimento contam com outra proteção especial: têm CNPJ próprio e desvinculado da instituição financeira que os originou, de modo que, se o banco ou a corretora quebrarem, os fundos continuam intocados.

Como relacionar perfil de risco e investimentos

Podemos dizer que existem três elementos importantíssimos aos quais o investidor iniciante deve ficar atento: liquidez, risco e retorno. Antes de qualquer outra coisa, precisamos entender que esses três fatores interagem entre si, proporcionando uma enorme diversidade de produtos financeiros.

Normalmente, o elemento que costuma chamar mais a atenção (principalmente do investidor iniciante) é o risco. Por isso, quando procuramos uma corretora, uma gestora ou um banco com a intenção de investir pela primeira vez, a instituição geralmente disponibiliza um questionário com uma série de perguntas justamente com o objetivo de identificar o perfil de risco da pessoa para recomendar aplicações adequadas.

A prática hoje é prevista em lei, mas, mesmo antes disso, muitas instituições já a utilizavam, pois não é interessante para a instituição ter uma série de clientes insatisfeitos com seus serviços, mesmo que essa insatisfação tenha sido ocasionada por decisões equivocadas do correntista. Confira, a seguir, os perfis de investidores e seus riscos - e veja qual se adapta melhor a você.

Conservador

O perfil de risco para investimento do tipo conservador é composto por aquelas pessoas que não gostam de ver uma flutuação muito grande no preço dos títulos e também rejeitam a possibilidade de perdas no patrimônio.

O perfil conservador é interessante para quem investe com um objetivo de curto ou médio prazos, como para um reserva de emergência ou para atingir um objetivo em até dois anos. Outro exemplo: pessoas mais velhas tendem a se encaixar no perfil conservador, pois têm um horizonte menor para recuperar seu patrimônio em caso de perdas no curto prazo.

Para os conservadores são recomendados os títulos de renda fixa, que costumam sofrer uma variação pequena. Como exemplo, podemos citar o Tesouro Direto, que rende algo bem próximo da Selic, a taxa básica de juros. Além disso, são títulos com baixíssimo risco de calote, uma vez que o pagamento é garantido pelo governo.

Outra dica para os investidores conservadores interessados em adquirir títulos públicos é fugir dos bancos. A tendência é que as instituições queiram movimentar seus próprios títulos (CDBs). Com isso, acabam criando um ambiente desfavorável para o investimento no Tesouro Direto, aumentando o valor das taxas de custódia e prejudicando a rentabilidade final.

Arrojado ou moderado

Trata-se do perfil de risco para investimento adequado para quem ainda está longe de se aposentar e não tem muitos gastos no presente. As aplicações misturam diversas categorias de investimentos, como fundos multimercados, títulos públicos prefixados e atrelados à inflação; mas a maior parte da carteira de investimentos continua sendo a renda fixa. Podemos dizer que o investidor moderado aceita correr um risco controlado.

Agressivo

O perfil agressivo é aquele que prioriza a rentabilidade ao máximo, mesmo que isso venha em detrimento da segurança. Geralmente são jovens que já conseguiram conquistar estabilidade e fazer uma boa reserva. Os jovens, naturalmente, terão mais tempo para correr atrás dos prejuízos.

Uma carteira de investimentos agressiva pode incluir aplicações em ações na bolsa de valores, debêntures, commodities e moedas estrangeiras como atores principais. A renda fixa continua a aparecer, porém em menor quantidade.

Por que investir?

Conhecer seu perfil de risco para investimento é muito importante para investir - e investir é muito importante para proteger e ampliar o seu patrimônio ao longo tempo.

Muitas pessoas acabam deixando dinheiro parado por medo dos riscos. O que elas acabam não enxergando é que a chance de perder dinheiro com a aplicação na conta-corrente ou guardando abaixo do colchão é de 100%. Como assim? Na conta-corrente ou em caso o dinheiro não rende, ou seja, seu poder de compra é naturalmente deteriorado pela inflação.

A poupança também não é uma opção melhor, já que rende muito pouco acima da inflação, fazendo com que os ganhos reais sejam pequenos. Além do mais, é possível obter rendimentos bem maiores sem precisar correr um risco maior aplicando o dinheiro em outros tipos de investimentos, basta conhecer o seu perfil de risco!

E aí, já descobriu qual desses perfis é o mais adequado para você? Na Magnetis, você pode fazer um plano de investimentos 100% personalizado sem ter que correr nenhum tipo de risco com o qual você não se sinta confortável. Está esperando o que para fazer um teste?

Mariana Congo é Gerente de Conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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