Entenda os planos de previdência privada e saiba como escolher o seu!

por Malena Oliveira | 15/03/2019

Conhece os tipos de previdência privada? Confira tudo que você precisa saber!

Ter um futuro tranquilo é o objetivo da maioria das pessoas. Isso inclui ter dinheiro suficiente para bancar o seu estilo de vida quando chegar a hora de se aposentar.

Por esse motivo, é crescente o interesse das pessoas em entender os planos de previdência privada que existem no mercado.

Um plano de previdência privada é um tipo de investimento focado no longo prazo. Ele é uma aplicação diferenciada pois:

  • não tem come-cotas, diferente dos fundos de investimentos tradicionais;
  • as aplicações em alguns planos de previdência podem ser deduzidas da declaração de IR;
  • é possível indicar os herdeiros dos recursos na contratação do plano;
  • o Imposto de Renda pode chegar a 10% após 10 anos de investimento.

Entender como funcionam os planos de previdência privada é fundamental para saber se esse investimento vale a pena ou não para a sua realidade.

A partir de agora, vamos entender os detalhes essenciais para escolher a melhor previdência privada para você.

Como funciona a previdência privada?

Os planos de previdência privada são mecanismos que permitem poupar recursos para complementar a aposentadoria. Eles são oferecidos por bancos e seguradoras, sendo supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Esses planos preveem qual deve ser o aporte mensal necessário para garantir a renda desejada por um determinado número de anos. Essas projeções são feitas com base em estatísticas que consideram, principalmente, a expectativa de vida da pessoa.

Qual a diferença entre a previdência privada e a previdência pública?

Os planos de previdência privada convivem de forma paralela com o sistema público de aposentadorias e pensões, o INSS.

A principal diferença entre a previdência privada e previdência pública é que a primeira é resultado de uma iniciativa particular e individual. Já a segunda é fornecida pelo governo.

Hoje, todo trabalhador com carteira assinada precisa contribuir com parte do seu salário para a previdência social. Porém, esses recursos são usados para custear o salário de quem já está aposentado.

O risco é claro: no futuro, pode não haver pessoas que contribuam o suficiente para garantir uma aposentadoria confortável para quem está no mercado hoje.

Já a previdência privada é um investimento que a pessoa faz em seu próprio futuro financeiro. Os recursos ficam aplicados por todo o período em que ela está poupando, o chamado período de acumulação.

Assim, quem faz um plano de previdência privada investe na própria aposentadoria, enquanto quem conta com o INSS pode não ter como bancar o próprio custo de vida no futuro.

Quais as vantagens da previdência privada?

São muitas as vantagens de contratar um plano de previdência privada, mesmo que apenas para complementar a aposentadoria do INSS.

A primeira dela diz respeito ao próprio dinheiro poupado. Sabemos hoje que o sistema de aposentadoria pública não é sustentável e que haverá mudanças. Porém, quem tem um plano de previdência privada já garante algum conforto em seu futuro.

Outra questão é o teto da remuneração paga pelo INSS. Em 2018, era R$ 5.645,80. Com isso, quem está no mercado de trabalho e recebe além do teto pode ter de reduzir o seu custo de vida ao depender apenas da aposentadoria pública.

Por fim, cabe mencionar que a previdência privada ajuda na sucessão patrimonial em caso de morte do titular. Os herdeiros são definidos no momento da contratação do plano, evitando dores de cabeça no futuro.

Quais são os principais tipos de previdência privada?

A previdência privada costuma ser dividida, em um primeiro momento, em dois grandes grupos:

  • sistema aberto: qualquer pessoa pode fazer a contratação de um plano por meio de um banco ou seguradora;
  • sistema fechado: composto por fundos de pensão, é restrito aos colaboradores de determinada instituição, pública ou privada. Não raro, essa instituição também contribui para a aposentadoria dessas pessoas.

Neste post, vamos nos concentrar nos planos abertos, pois qualquer pessoa pode contratar. As duas modalidades nesse caso são:

  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre);
  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

As diferenças entre ambos se concentram, principalmente, na forma como o Imposto de Renda incide sobre os investimentos e quais abatimentos são permitidos.

No PGBL, o valor pago como contribuição ao plano pode ser deduzido da declaração de Imposto de Renda, desde que não ultrapasse os 12% da renda bruta anual. Porém, a partir do momento em que o dinheiro é sacado, o imposto deve ser pago sobre o valor total.

Já no VGBL, não é possível abater do IR os valores referentes às contribuições. Entretanto, no momento do resgate, o imposto incidirá apenas sobre os rendimentos.

Quais as diferenças entre seguro de vida e previdência privada?

No momento da contratação, é importante não confundir a finalidade de um seguro de vida com um plano de previdência privada.

A previdência privada tem como objetivo garantir uma renda para a aposentadoria. Já os seguros protegem a pessoa ou sua família em caso de morte, doença ou invalidez.

A maneira como os valores são pagos também é diferente. Na previdência, o valor final depende das contribuições feitas. Em um seguro, a indenização fica estabelecida no momento da contratação da apólice.

Como declarar previdência privada no Imposto de Renda da?

Na definição sobre os tipos de previdência privada, vimos que uma parte da diferença entre PGBL e VGBL está na forma como as contribuições podem ser ou não declaradas no IR.

Por permitir o abate dos valores depositados, o PGBL é indicado para quem tem renda maior e faz a declaração completa. Já o VGBL é alternativa para quem tem renda menor e presta contas ao Leão por meio de formulários simplificados ou é isento.

Outra escolha que precisa ser feita e que também impacta o IR a ser pago é a tabela de contribuição.

A tabela progressiva segue os mesmos números que incidem sobre os salários, indo da isenção até o máximo de 27,5%.

A tabela regressiva incentiva quem deixa o dinheiro mais tempo investido. Ela começa em 35% nos dois primeiros anos de contribuição e cai 5% a cada dois anos, até atingir 10% nos prazos superiores a dez anos.

Agora você já sabe como funciona a previdência privada e as diferenças entre os principais tipos de plano. O próximo passo é avaliar seus objetivos e considerar também essa forma de investimento.

Se você quiser saber mais sobre como funcionam os planos de previdência privada, Acesse o guia gratuito sobre como ter uma aposentadoria tranquila.

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