O que eu preciso saber sobre previdência privada nos bancos?

por Mariana Congo | 06/05/2019

O que eu preciso saber sobre previdência privada nos bancos?

Se você quer ter segurança no futuro, sabe o quanto é importante investir desde já. Como já falamos em outros momentos, não é recomendado confiar apenas na previdência social, já que ela pode não sustentar seus custos no futuro.

Nesse aspecto, vemos cada vez mais pessoas aderindo a planos de previdência privada, a fim de uma vida confortável quando se aposentarem. Entretanto, é fundamental analisar se vale a pena contratar planos de previdência privada nos bancos.

O quanto antes você planejar a sua aposentadoria, melhor. Afinal, quanto antes você começar, mais fácil será para poupar e investir dinheiro.

Já que os bancos oferecem diversos planos de previdência privada, veja o que deve ser levado em conta ao avaliar as opções disponíveis no mercado.

O que é previdência privada?

A previdência privada, também chamada de previdência complementar, é uma forma de poupar dinheiro para o futuro. Ela visa complementar o benefício que será pago pelo INSS, visto que a instituição não oferece um valor capaz de manter o padrão de vida do segurado.

Esse tipo de investimento é oferecido por seguradoras e indicado principalmente para a complementação de renda no período da aposentadoria. No entanto, também pode ser usado para outros projetos de longo prazo, como custear os estudos dos filhos.

Ao contratar um plano de previdência privada, você pode escolher o valor da contribuição mensal. Além disso, é possível fazer aportes adicionais, o que é interessante nas ocasiões em que você tem dinheiro extra disponível.

No final do período de contribuição, é possível sacar o valor total ou contar com um benefício mensal. Nesse último caso, há a opção de receber a complementação enquanto estiver vivo ou por uma quantidade específica de anos.

Quais são os principais tipos de plano?

Ao contratar um plano de previdência privada, o primeiro passo é optar pelo PGBL ou pelo VGBL. Veja abaixo que, basicamente, a diferença está na declaração e no pagamento do Imposto de Renda.

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)

Essa modalidade é recomendada para as pessoas que optam pela declaração completa no Imposto de Renda. Assim, o valor contribuído no decorrer do ano pode ser deduzido de sua renda bruta, desde que você invista até o máximo de 12% da renda nesse plano. Isso significa que o que passar desse percentual não poderá ser usado na dedução.

Já que no momento você não pagará Imposto de Renda sobre o valor investido, a cobrança será feita no momento do resgate. Portanto, no futuro, incidirá IR sobre o valor investido e os rendimentos, ou seja, o valor total acumulado.

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)

Caso você queira investir mais de 12% da sua renda em previdência privada, a melhor opção é destinar o percentual a um PGBL e o restante a um VGBL.

Esse último não permite fazer dedução da renda tributável, mas no momento do resgate haverá IR somente sobre os rendimentos — afinal, você já terá feito o pagamento do imposto na época em que o valor foi aplicado.

Além disso, um VGBL também é indicado para quem é isento de declarar Imposto de Renda e para quem utiliza a declaração simplificada.

Quais são os custos desse tipo de investimento?

A taxa de administração incide sobre o valor acumulado para remunerar a instituição pela prestação do serviço.

Se você tem R$ 150 mil investidos em um plano que cobra 2% de taxa de administração, isso significa que você pagará R$ 3 mil por ano. Ou seja, é necessário prestar muita atenção nesse detalhe para não ter prejuízo com o plano escolhido.

A taxa de carregamento na entrada é cobrada sobre as contribuições, com a finalidade de custear despesas administrativas. Isso significa que, se você contribuir com R$ 300 por mês em um plano que cobra 4% de taxa de carregamento de entrada, R$ 12 serão destinados à instituição. Entretanto, há planos que não cobram essa taxa.

Também existe uma taxa de carregamento que é cobrada na saída, ou seja, no momento de sacar o valor aplicado.

Vale a pena investir em previdência privada nos bancos?

Os bancos costumam cobrar taxas de administração e de carregamento elevadas. O problema é que isso pode gerar um impacto financeiro gigantesco com o passar dos anos. Por isso, muitas pessoas preferem contratar planos de previdência privada em corretoras.

Algumas oferecem planos que não cobram taxas de carregamento e disponibilizam uma taxa de administração muito mais amigável.

Como fazer a portabilidade da previdência privada?

Se você chegar à conclusão de que o plano que escolheu não está sendo vantajoso, leve em conta a possibilidade de fazer a portabilidade. Assim, o investimento já realizado poderá ser transferido para outro plano, mesmo que seja em outra instituição.

Isso é muito vantajoso, afinal, sacar o valor acumulado para aplicar em outro plano implicaria no pagamento de impostos. Por isso, basta solicitar a migração para a instituição que administra o seu plano. Ela entrará em contato com a seguradora que você escolheu e efetuará a transferência.

Quais são as taxas de cada banco para investir em previdência privada?

Confira os tópicos abaixo para conhecer os percentuais cobrados pelos grandes bancos.

Itaú

  • Carregamento na entrada: 0% a 3,5%, dependendo do valor investido.
  • Administração: 2,8%.
  • Carregamento na saída: 0% a 3,5%, dependendo do prazo de retirada.

Bradesco

  • Carregamento na entrada: 1,2% a 4,5%, dependendo do valor investido.
  • Administração: 0,8%.
  • Carregamento na saída: 0,3% a 0,5%, dependendo do prazo de retirada.

Santander

  • Carregamento na entrada: 0%.
  • Administração: 0,5% a 2%, dependendo do plano escolhido.
  • Carregamento na saída: 0,38%.

Banco do Brasil

  • Carregamento na entrada: 3,4%.
  • Administração: 3,5%.
  • Carregamento na saída: 0,38%.

Caixa

  • Carregamento na entrada: 0%.
  • Administração: 3%.
  • Carregamento na saída: 0%.

Com a ajuda deste artigo você teve a oportunidade de entender melhor como funcionam os planos de previdência privada nos bancos. No entanto, pode ser que você tenha ficado com outras dúvidas. O que é melhor: previdência privada ou poupança? Será que existem outras alternativas de investimento para a aposentadoria? Será que a previdência privada é um bom investimento?

Essas perguntas são respondidas no artigo “Previdência privada vale a pena? Saiba aqui se esse investimento é para você!”. Que tal acessá-lo agora mesmo para descobrir as respostas? 

Luciano

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais..

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