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Private Banking: tudo o que você deve saber sobre esse segmento

Existem algumas segmentações para clientes do mercado financeiro. Quanto maior é o volume de investimentos, mais especializado e completo será o serviço prestado pelos bancos. O topo dessa segmentação é o private banking.

O private banking é destinado a clientes com um grande patrimônio. Entre seus principais atrativos, estão investimentos exclusivos e com maior remuneração — que são bem-vindos em tempos de juros na mínima histórica.

Por conta disso, a busca pelo segmento vem crescendo. De acordo com dados da Anbima, no acumulado do ano até setembro, o volume financeiro aplicado no segmento cresceu 13% e atingiu R$ 1,2 trilhão. Já são 116,8 mil contas ativas no país.

Quer conhecer mais sobre o segmento e seus diferenciais? Aprenda neste post.

O que é private banking?

O private banking é a segmentação máxima de clientes dos bancos comerciais, como Itaú, Bradesco e Santander, e de investimentos, como XP, Credit Suisse e BTG Pactual.

Por meio de um serviço especializado em gestão de fortunas, ele tem como objetivo reter os clientes mais relevantes para as instituições financeiras.

Os clientes com mais recursos são importantes para as instituições financeiras porque usam mais serviços e, consequentemente, geram mais receitas ao banco.

Além disso, costumam deixar um valor alto em conta-corrente, que é usado pelo banco para captar recursos.

Como funciona o private banking?

O private banking agrega serviços como consultoria de investimentos, tributária e patrimonial. Isso significa que ele trata de diversas esferas da vida, inclusive do plano de sucessão e da aposentadoria.

O cliente private tem à sua disposição serviços da gestora do banco, como uma carteira administrada de aplicações. Nela, um gestor escolhe, compra e vende cada ativo, com o apoio de uma equipe de analistas e economistas.

Ele cuida diretamente da estratégia e do rebalanceamento periódico dos investimentos. O objetivo é criar um portfólio diversificado, adequado aos objetivos e ao perfil de risco do cliente.

Quem pode ser um cliente de private bank?

A atividade de private banking é autorregulada pela entidade que representa os bancos. Para acessar o segmento, é indicado que o cliente aplique pelo menos R$ 1 milhão — a mesma faixa exigida de alguém muito qualificado para investir.

No mercado, a regra mais comum é que os clientes tenham no mínimo R$ 3 milhões aplicados em ativos financeiros. Essa classificação vale para toda uma família: se um cliente private tem esposa e filhos, eles também serão atendidos nesse segmento.

Geralmente os bancos diferenciam seus clientes em três grupos, baseando-se em faixa de renda e patrimônio. Além do private bank, há também varejo e alta renda.

As classificações (incluindo a do private banking) variam entre os bancos, mas o varejo costuma incluir clientes com renda inferior a R$ 8 mil e com investimentos de até R$ 100 mil.

O segmento de alta renda é composto por clientes que ganham mais de R$ 8 mil por mês e que têm mais de R$ 100 mil para investir.

O varejo é caracterizado pelo atendimento em agências comuns. No segmento de alta renda, o atendimento é feito em agências próprias de forma organizada, mediante agendamento e com gerentes mais dedicados.

Dentro de cada classificação podem existir subdivisões. No Itaú, por exemplo, o segmento de alta renda é chamado de Personnalité.

Os clientes do varejo que não se enquadram no Personnalité mas têm uma renda maior podem fazer parte do segmento Uniclass.

A diferença é que o cliente pode passar a ter um limite maior de crédito e produtos diferenciados, além de ser atendido por um gerente específico.

Quais são os diferenciais do atendimento private bank?

No private banking, o cliente é atendido com horário agendado em agências próprias do segmento. Esse atendimento é feito por bankers, gestores de patrimônio qualificados e experientes.

É por meio do banker que o cliente tem acesso a outros produtos e profissionais qualificados como:

  • assessores de investimentos;
  • especialistas em planejamento patrimonial;
  • soluções de crédito (que visam otimizar e manter a liquidez do patrimônio);
  • soluções internacionais (por meio do acesso a escritórios do banco no exterior);
  • assistentes comerciais, que cuidam de operações bancárias cotidianas dos clientes de forma similar a um concierge.

Assim como os bancos digitais, o private banking costuma oferecer atendimento digital para que o cliente resolva as atividades bancárias cotidianas de forma simples e rápida. Geralmente esse atendimento é personalizado.

Quais são as vantagens e desvantagens do private banking?

Uma das principais vantagens de ser um cliente do private banking é poder acessar investimentos disponíveis exclusivamente para essa segmentação.

Além disso, há as mesmas aplicações oferecidas em outros segmentos, mas com taxas de administração menores ou remuneração mais alta.

Entre as desvantagens, há a necessidade de ter um capital alto. O pacote de serviços bancários é mais caro, para compensar os serviços personalizados.

Entretanto, como os bancos têm bastante interesse em manter clientes no segmento, é possível renegociar essas tarifas bancárias ao longo do tempo.

Além disso, existe um potencial conflito de interesses no private banking. Apesar de mais rentável, a oferta dos produtos de investimento ainda é decidida pelo banco, que tem produtos próprios (geralmente fundos de investimentos) e paga comissões ao banker para produtos e serviços indicados ao cliente.

É sempre interessante verificar se existem opções de investimentos mais rentáveis no mercado. Veja também se a instituição financeira trabalha com o modelo de arquitetura aberta, distribuindo produtos de terceiros, assim como gestoras e corretoras independentes.

Pode compensar distribuir investimentos em pelo menos três casas diferentes, para ter acesso a indicações isentas e diversas.

Como obter o serviço de private banking?

Geralmente, quando o cliente atinge determinado nível de recursos, ele é automaticamente convidado a aderir ao private bank.

Além dessa opção, é possível pedir indicações de outros clientes private ou diretamente ao banco, por meio do gerente ou da central de atendimento. Caso o cliente se enquadre no perfil requerido, o banco vai aceitar a sua demanda.

O private banking é uma modalidade que atende às necessidades de quem investe valores mais altos. Ainda não atingiu o nível de patrimônio exigido pela segmentação, mas busca orientações sobre as melhores aplicações financeiras? Então veja o que a consultoria de investimentos pode fazer por você!

Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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