Compreenda as diferenças entre RDB e CDB

por Fernando Reis

Quem procura formas de investimento mais rentáveis para ir além da poupança, certamente já se deparou ou, pelo menos, ouviu falar de CDB (Certificado de Depósito Bancário). O CDB é o título de renda fixa mais comum emitido pelos bancos. Mas você também já ouviu falar no RDB (Recibo de Depósito Bancário)? Em meio a essa sopa de letrinhas, você sabe qual a finalidade, as vantagens e as diferenças entre CDB e RDB?

Pensando nisso, acompanhe o post, entenda todos os detalhes e veja qual destes investimentos se encaixa melhor em seu perfil!

O que é o CDB?

Os CDBs são certificados emitidos pelos bancos para captação de recursos. É uma forma de um banco conseguir dinheiro por meio da emissão de títulos. Em outras palavras, ao contratar um CDB, você estará “emprestando” seu dinheiro à instituição financeira e será remunerado com juros de acordo com o prazo estabelecido.

Eles são títulos de renda fixa indicados principalmente para perfis de investimento conservadores. De qualquer maneira, o CDB é um tipo de investimento básico que pode compor a carteira de qualquer tipo de investidor, claro, sempre avaliando rendimento e liquidez.

Os riscos de colocar seu dinheiro em CDBs são baixíssimos, e caso aconteça de a instituição financeira que o emitiu quebrar, valores de até R$ 250 mil são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), espécie de “seguro” para os investidores.

Vale destacar que para aplicações iniciadas após 22 de dezembro de 2017, passa a valer a nova regra do FGC em que mantém-se o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição, mas passa a existir um teto global para cobertura de até R$ 1 milhão. Ou seja, se um investidor tiver R$ 2 milhões aplicados em diferentes instituições dentro do limite de R$ 250 mil por cada uma, na verdade só estará coberta em R$ 1 milhão, considerando tanto o capital investido quanto os rendimentos.

Qual é o rendimento de um CDB?

Vários fatores influenciam na rentabilidade desses títulos, que, diferentemente da poupança, não têm taxas estabelecidas por lei, fazendo com que cada banco tenha a liberdade de negociar a remuneração oferecida.

O primeiro quesito a ser levado em conta é se o CDB é prefixado ou pós-fixado. Os títulos prefixados permitem aos compradores saberem no momento da operação qual será a remuneração ao final do período estabelecido em contrato. Se um CDB prefixado promete 10% de rendimento, não importa o que aconteça, esse será o valor pago.

Já com os pós-fixados só é possível saber exatamente qual será o rendimento ao final do período, mas a regra é estabelecida desde o início. A remuneração de um CDB geralmente é atrelada à taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Por exemplo: CDB que rende 90% do CDI. Para não complicar muito, basta ter em mente que o CDI regula o valor dos empréstimos entre bancos e quase sempre é um valor similar à Selic, taxa básica de juros da economia. Existem também os CDBs atrelados à inflação, que são pouco usuais.

Quais são os impostos cobrados?

CDBs pagam Imposto de Renda (IR) sobre o rendimento e, eventualmente, IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). As alíquotas do IR são regressivas, ou seja, quanto maior o valor, maior ela será e o IOF é cobrado em aplicações resgatadas em menos de 30 dias.

Onde comprar?

É possível contratar CDBs diretamente dos bancos, muitas vezes por meio do Internet Banking. A maioria deles exige apenas um valor mínimo inicial. Mas também é possível comprar por meio de corretoras que fazem a intermediação entre o investidor e o emissor do título, no caso os bancos. Geralmente as corretoras distribuem CDBs de bancos menores, que não tem uma rede tão extensa quanto a de grandes bancos.

O que é RDB?

Os RDBs funcionam basicamente do mesmo modo que os CDBs. Ambos são seguros, oferecem uma boa rentabilidade e pagam os mesmos impostos. A grande diferença está na liquidez. Por liquidez, entende-se a possibilidade de transformar o investimento em dinheiro de forma rápida.

Enquanto os CDBs podem ter liquidez antes do vencimento (por exemplo: existem CDBs com liquidez diária, ou seja, o dinheiro aplicado pode ser resgatado a qualquer momento), os RDBs não podem ser convertidos em dinheiro antes do final do prazo. O RDB é inegociável e intransferível. O CDB, por outro lado, pode ter liquidez e também ser negociado no mercado secundário, onde é possível vendê-lo a outro investidor. Os RDBs são mais raros de se achar e muitos bancos sequer oferecem esses títulos aos clientes. Acaba sendo mais fácil encontrá-los em cooperativas de crédito, que são autorizadas a emiti-los, ao contrário do que acontece com os CDBs. Além disso, os valores mínimos para investimentos costumam ser maiores.

Como escolher entre CDBs e RDBs?

Diante de tantas similaridades, a principal questão que deve ser colocada na hora de escolher entre essas duas opções de investimento é o objetivo a ser alcançado e a necessidade de liquidez.

Assim, é importante ter clareza de qual será o destino do dinheiro aplicado. Se existe a perspectiva de que ele vai ser utilizado no curto prazo, opte pelo CDB. Por outro lado, se é possível deixar o montante investido por um longo período, a sua escolha deve ser o RDB, com o qual é possível, inclusive, obter uma rentabilidade melhor. Em vários casos, é preciso escolher entre liquidez ou rentabilidade.

Por fim, quando for contratar um RDB, é importante estar atento a todas às condições do negócio e, de maneira nenhuma, colocar todo o seu dinheiro nesse tipo de investimento, porque pode ser bem difícil fazer o resgate no caso de uma emergência, por exemplo.

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Fernando Reis é administrador e Analista de Marketing de Conteúdo da Magnetis.

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