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Qual a importância da remuneração estratégica nas empresas?

Conforme a tecnologia avança, a importância dos colaboradores para as empresas só aumenta. Pode parecer paradoxal, mas não é. Enquanto as máquinas ocupam as funções operacionais, as pessoas ficam com o que é próprio do ser humano. Por isso, dizer que o capital humano é o principal ativo da organização faz mais sentido do que nunca. E, nesse contexto, a remuneração estratégica ganha ainda mais força.

Não estamos falando apenas de promoções e salários, mas de usar a remuneração, em todas as suas formas, para ajudar a empresa a atingir seus objetivos.

Neste artigo vamos entender melhor o conceito de remuneração estratégica, os tipos que existem e como colocá-la em prática. Acompanhe!

O que é remuneração estratégica?

Sabemos que as pessoas são movidas por recompensas, e isso funciona até nas empresas que não adotam o conceito de remuneração estratégica. Os profissionais trabalham em troca de um salário. Se trabalham de graça, existe outro tipo de recompensa, como se sentir útil à sociedade.

A remuneração estratégica dá um passo além nesse sistema. Ela busca entender o que uma empresa pode oferecer aos seus colaboradores que vai aumentar a produtividade e maximizar os resultados. Para isso, é primordial entender quem são os seus colaboradores e quais são as aspirações deles, ou seja, o que gera valor para esses profissionais.

Qual é a importância da remuneração estratégica para empresas e colaboradores?

Não se trata apenas de um aumento de salário ou uma bonificação, embora ambos possam fazer parte da estratégia de remuneração da sua empresa. Estamos falando de descobrir o que os colaboradores querem e o que vai deixá-los mais satisfeitos e produtivos.

Esses benefícios precisam estar dentro da realidade de mercado, ser financeiramente viáveis para a empresa e ajudar a organização a atingir os resultados esperados.

Isso significa, por exemplo, que você pode descobrir que os colaboradores gostariam de ter o melhor plano de saúde que existe. No entanto, não é economicamente viável para a empresa oferecer esse benefício a todos os colaboradores.

Ainda assim, essa informação pode ser usada de forma estratégica. A organização pode, por exemplo, dar esse benefício a quem tem cargos mais altos ou apresenta um desempenho diferenciado.

Além de ser um sistema de incentivo e recompensa para estimular os colaboradores, a remuneração estratégica é importante para a retenção de talentos. Essa técnica também ajuda a contratar os candidatos com melhor fit cultural.

Quais são os tipos de remuneração estratégica?

Agora que já sabemos o que é a remuneração estratégica e entendemos a sua importância, vamos ver quais são os seus diferentes tipos.

Remuneração funcional

Esse modelo, também conhecido como Plano de Cargos e Salários, é um dos mais tradicionais que existem. Ele parte do princípio de que cargos de liderança e de alta especialização técnica exigem colaboradores mais qualificados e demandam mais responsabilidade.

É comum que boa parte das empresas tenha algum tipo de bonificação para esses cargos. Isso pode ser feito em dinheiro, em benefícios — carro da empresa ou plano de previdência privada, por exemplo — ou os dois. Esse extra serve não apenas para remunerar o colaborador em cargo de chefia, mas como estímulo para que outros queiram alcançar essa posição.

Remuneração por habilidades

É um tipo de remuneração oferecido em troca de algum conhecimento ou habilidade específica do colaborador. É relativamente comum em posições que exigem um alto grau de especialização. Nesses casos, costuma haver poucos profissionais no mercado com as características exigidas.

Muitas vezes eles são profissionais especialistas e não ocupam, necessariamente, cargos de gestão — que costumam ter os maiores salários. Ainda assim, esses colaboradores são estratégicos para a empresa, que precisa encontrar formas de retê-los.

Remuneração por competências

Na remuneração por competência, é feita uma análise prévia do conjunto de competências do colaborador e das funções que ele exerce dentro da empresa. Assim, é possível diferenciar a remuneração dos profissionais.

Imagine duas posições de gerente na mesma empresa. Na primeira delas, a atividade exige competências de liderança, boas relações interpessoais, domínio de ferramentas de gestão, conhecimento técnico de softwares, inglês e espanhol fluentes.

O segundo não precisa falar outros idiomas, vai ter uma equipe bem menor e a exigência para conhecimentos técnicos é limitada. A remuneração por competências permite que a empresa consiga gratificar o primeiro melhor do que o segundo.

Bônus, comissões e premiações

Esse tipo de remuneração sempre foi muito comum em áreas comerciais, na qual o colaborador é remunerado pelas vendas que faz. No entanto, ele também pode ser aplicado a profissionais de todas as áreas, como várias empresas fazem. Muitas vezes isso é atrelado a um sistema de metas individuais ou da equipe.

Bons resultados podem se reverter em bônus, mas também em outros itens, como reconhecimento público, dias de folga, passagens aéreas, pacotes de viagem etc.

Salário indireto

Aqui entra o conjunto de benefícios que a empresa oferece e que ela pode administrar para estimular os colaboradores. São itens que melhoram a qualidade de vida ou que aumentam o poder de compra do colaborador

Confira alguns exemplos:

  • creche para filhos pequenos;
  • vale-alimentação e vale-refeição;
  • plano médico e odontológico;
  • bolsas de estudo;
  • estacionamento gratuito;
  • previdência privada patrocinada;
  • adiantamento de salário;
  • flexibilidade de horário.
Ofereça o benefício que realmente importa para seus colaboradores

Como a remuneração estratégica pode ser colocada em prática?

A remuneração estratégica produz bons resultados quando ela atende aos anseios dos colaboradores e está alinhada aos interesses da empresa. Para colocá-la em prática, o primeiro passo é o mesmo de qualquer mudança que se queira implementar: conhecer a situação atual.

Mapeie a política de remuneração atual da empresa, porque depois será preciso decidir o que manter, o que ajustar e o que descartar. Em seguida, faça duas pesquisas simultaneamente. De um lado, ouça os colaboradores e identifique o que é mais importante para eles. Do outro, entenda onde a empresa quer chegar.

Com essas informações, desenhe um novo modelo de remuneração que, na medida do possível, atenda aos dois lados. Isso precisa ser feito sempre juntamente à área financeira, que vai calcular os impactos econômicos e ver se eles são viáveis.

Ao implementar o novo sistema, comunicação e transparência são fundamentais. O plano deve estar claro para todos: tanto os colaboradores que fazem parte da empresa quanto os que vierem a compor o quadro da organização.

Agora você já sabe o que é remuneração estratégica e entende sua importância para colaboradores e empresa. Aproveite para espalhar esse conhecimento compartilhando este post nas redes sociais!

Julia Ayres

Julia é jornalista por formação, mas apaixonada por marketing digital, performance e educação financeira. Atualmente, lidera as estratégias de marketing para a área de empresas da Magnetis

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