[Vídeo] Renda fixa: onde investir? 12 passos para mudar sua vida financeira

por Malena Oliveira

A poupança ainda é preferência nacional quando o assunto é aplicar dinheiro. O que infelizmente muita gente não sabe é que existem outras opções igualmente seguras, fáceis de acessar e que rendem mais.

No 10º episódio da série "12 passos para mudar a sua vida financeira", eu vou mostrar quais são as principais aplicações de renda fixa disponíveis para você. Nessa tarefa, eu conto com o apoio da BlackRock, a maior gestora de recursos do mundo.

Se este é o seu primeiro vídeo desta série, seja muito bem-vindo! Aproveite para colocar os episódios em dia e continue acompanhando os próximos capítulos. Vamos falar sobre dicas práticas para você investir sem medo!

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Espero que você goste! 😀

Veja aqui a transcrição completa do vídeo:

Já pensou se você pudesse prever o futuro?   E se houvesse uma maneira de saber hoje qual será o resultado das decisões que você ainda vai tomar?

Na maior parte das coisas da vida, isso “ainda não é possível”. Mas eu vou te mostrar que alguns investimentos permitem essa comodidade.  Estamos falando da renda fixa. É sobre ela que vamos falar hoje. Vem comigo?

Na renda fixa, as aplicações são indexadas a alguma taxa. Esse valor indica a forma como qualquer quantia aplicada nesse investimento vai render. É só multiplicar a taxa pelo prazo e pelo valor investido e pronto! Alguns investimentos são pré-fixados, ou seja, o índice apresentado já permite saber qual será, de fato, “o resultado final da aplicação”.

Outras aplicações são pós-fixadas e dependem do resultado de outros números (“chamados de índices”) para que seu rendimento seja calculado. Exemplos de índices: a taxa Selic o CDI ou outros indicadores da economia como a inflação.  Nesse caso, é “um pouco mais difícil” dizer exatamente quais vai ser o resultado da aplicação, mas dá para ter uma boa ideia, pois você sabe qual é a regra do cálculo. Na família da renda fixa existem membros “para todos os gostos”. Agora, nós vamos conhecer os mais famosos deles!

Poupança

A poupança é a renda fixa “queridinha” dos brasileiros porque é fácil de aplicar e de resgatar. Está ali sempre à mão, ainda que tenha um rendimento “bem pequeno”.

Quando a Selic está acima de oito e meio por cento ao ano, a poupança rende meio por cento ao mês (essa é a parte prefixada), mais a Taxa Referencial (TR), sendo esta a parte pós-fixada. E quando a Selic estiver abaixo de oito e meio por cento ao ano, a poupança rende setenta por cento da Selic ao mês, mais a TR. A maior vantagem da poupança é que ela não tem nenhuma taxa ou imposto.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma plataforma do governo para negociar títulos públicos e uma das maiores vantagens é que dá para investir a partir de trinta reais. Assim, os títulos públicos são super acessíveis para “qualquer pessoa”.

Um dos mais populares é o Tesouro IPCA. Ele é mais indicado para quem quer investir no longo prazo. Como para “a aposentadoria”. Outra aplicação bastante famosa é o Tesouro Selic. O rendimento varia de acordo com a taxa de juros e é mais útil para quem não sabe exatamente quais vai precisar resgatar.

Os títulos do Tesouro Direto são até “mais seguros do que a poupança”, pois é o próprio Tesouro Nacional que garante que o investidor vai receber o seu dinheiro. Para investir você precisa abrir uma conta em uma corretora e o site do Tesouro já traz uma lista das corretoras habilitadas. É só entrar lá e escolher a sua.

Esses investimentos estão sujeitos ao Imposto de Renda regressivo. De uma forma bem resumida, isso quer dizer que quanto mais tempo você deixar o dinheiro aplicado, menos imposto vai pagar.

Títulos privados

Os títulos privados funcionam com a mesma lógica dos títulos públicos,só que são emitidos por instituições privadas. Os mais conhecidos são o CDB, a LCI, e a LCA. Eles são emitidos pelos bancos, que captam o dinheiro do investidor e usam em empréstimos para outras pessoas.Uma parte dos juros que o banco recebe desses empréstimos volta como rentabilidade para o investidor. Sacou?  

A maioria dos títulos privados também tem Imposto de Renda.As exceções são justamente a LCI e a LCA. Mas cuidado! Não é só porque não tem Imposto de Renda que vai render melhor! Você precisa comparar bem.

O segredo é olhar a rentabilidade líquida desses investimentos. Se você quiser saber mais sobre esse assunto, acesse  o blog da Magnetis. agora, você também deve estar se perguntando sobre a segurança desses investimentos, já que eles não são garantidos pelo governo.

Aí, existe a garantia do FGC, um fundo formado por todos os bancos para assegurar que os investidores tenham o seu dinheiro de volta caso algum deles vá à falência.

Fundos de renda fixa

Existem mais de 14 mil fundos de investimento no Brasil, cada um com a sua estratégia.

Os fundos que são de renda fixa investem a maior parte de seu patrimônio em “aplicações conservadoras”.  O Imposto de Renda é o regressivo.

E os fundos de renda fixa também estão sujeitos a cobrança do come-cotas,  que funciona como uma espécie de antecipação do Imposto de Renda. Em relação aos custos, a mais comum é a taxa de administração, cobrada pela instituição gestora do fundo. Bom, hoje eu falei sobre a renda fixa. Viu como existe um mundo de possibilidades?

No próximo vídeo, nós vamos passear um pouco por outro mundo, o da renda variável. Então, fique de olho, inscreva-se aqui no canal e veja todas as nossas dicas para você investir no que importa!

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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