[Vídeo] Renda variável: onde investir? 12 passos para mudar sua vida financeira

por Malena Oliveira | 26/09/2018

renda variável

Aplicações de renda variável tem como característica serem imprevisíveis, e por isso têm mais potencial de retorno do que aplicações de renda fixa. Você sabe quais são as opções de investimento em renda variável?

No 11º episódio da série "12 passos para mudar a sua vida financeira", eu vou mostrar quais são as principais aplicações de renda variável disponíveis para você. Nessa tarefa, eu conto com a participação especial de Rodrigo Araújo, Head de Produto da BlackRock, a maior gestora de recursos do mundo.

Se este é o seu primeiro vídeo desta série, seja muito bem-vindo! Aproveite para colocar os episódios em dia e continue acompanhando os próximos capítulos. Vamos falar sobre dicas práticas para você investir sem medo!

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Espero que você goste! 😀

Veja aqui a transcrição completa do vídeo:

Em São Paulo, o tempo é imprevisível. O dia começa frio, depois faz um calor do deserto / e você acha que as coisas vão continuar assim até que, do nada...

Sabe, isso às vezes acontece com alguns investimentos também. Tem dias em que o sol brilha forte e todo mundo consegue aproveitar um pouquinho. Mas tem outros dias em que o tempo está “bem feio” e parece que o céu vai cair…

Mas isso não quer dizer que você tenha que manter distância desses investimentos. É como sair de casa em um dia chuvoso: se você tiver um bom guarda-chuva, vai ficar tudo bem.

No vídeo anterior eu apresentei para vocês a família da renda fixa, de investimentos tranquilos e previsíveis.

Agora, eu quero mostrar para você uma outra família, um pouco mais temperamental, digamos assim: a renda variável.

Justamente por ser imprevisível, essa família de aplicações financeiras têm mais potencial de retorno do que a renda fixa. Só que você já aprendeu que não existe retorno sem risco.

O segredo está em aprender como essas aplicações funcionam para dosar os riscos dos seus investimentos de acordo com o seu perfil de investidor. Vamos nessa?

Ações

O tipo mais conhecido de investimento em renda variável é o investimento em ações.

Uma ação nada mais é do que uma parte de uma empresa negociada na bolsa de valores. Ela dá alguns direitos ao investidor que a compra. Esse investidor é chamado de acionista da empresa

Um acionista pode ter, por exemplo, o direito de receber dividendos referentes ao lucro de uma empresa em determinado período.Ele pode também participar de votações para decidir sobre os projetos dessa empresa.Tudo  depende do poder da ação e do número de papéis que ele comprou.

Muitas pessoas imaginam que o mercado de ações só é acessível pra quem tem muito dinheiro, mas não funciona bem assim.

As ações de empresas brasileiras são vendidas em lotes, que podem ser comprados por valores abaixo de mil reais hoje em dia. Para ter acesso, basta ter uma conta em uma corretora de valores.

Fundos de investimento em ações

Se você não quiser ter o trabalho de escolher cada ação que fará parte da sua carteira de investimentos - afinal, isso dá trabalho mesmo -,  você pode optar por investir o seu dinheiro em um fundo de ações.

Nesse caso, o investidor não será acionista- e, portanto, não terá os direitos de um acionista -, mas será cotista de um fundo que compra ações de empresas.

Ou seja: esse investidor terceirizou todo o trabalho de escolher e avaliar as ações das empresas em que ele está investindo.

Os fundos de investimento em ações já selecionam um determinado número de ações para seus cotistas. A vantagem é que é possível ter acesso a um número bem maior de ações a valores relativamente mais baixos.

Para isso, esses fundos cobram algumas taxas: uma delas é a taxa de administração , que incide sobre o valor total aplicado e serve para pagar o gestor do fundo. Outra é a taxa de performance, que alguns fundos cobram caso sua política seja a de ultrapassar o desempenho de um determinado índice.

Os fundos de ações estão sujeitos ao Imposto de Renda de 15% sobre os rendimentos, independente do prazo da aplicação e não tem come-cotas.

Fundos multimercado

Os fundos multimercado como o nome já diz, atuam em mais de um tipo de mercado.  Pode ser renda fixa e renda variável, mercado no Brasil e mercado no exterior, mercado de ações e mercado de câmbio, e assim por diante. Por isso, atenção à letra miúda na hora de investir.

ETFs

Os ETFs são os fundos de índice, ou seja, fundos de investimento que replicam o comportamento de índices.

Suas cotas são negociadas na bolsa de valores , e eles possuem uma taxa de administração mais baixa que a dos fundos de administração comuns.

Isso porque o papel dos ETFs não é bater o mercado, mas sim reproduzir o comportamento do seu índice de referência, não importa para onde esse índice vá.

Vamos ver um exemplo prático?  Para explicar melhor como funciona um ETF, eu pedi a ajuda do Rodrigo Araújo, um executivo da BlackRock, empresa que é referência mundial quando o assunto é ETF.

Imagine que você queira ter um investimento com comportamento semelhante ao do Índice Bovespa, existe um ETF chamado BOVA11 que busca replicar este índice.

Basta comprar as cotas desse ETF que você já está investindo nas empresas que compõem o Ibovespa de uma vez só, sem ter que comprar ação por ação.

Esse é um investimento de fácil acesso e de fácil acompanhamento. Além disso, você já aproveita a diversificação do próprio Ibovespa na sua carteira ao comprar um ETF desse índice.

Investimentos em renda variável costumam ser mais arriscados, pois seu rendimento é imprevisível. O ideal é equilibrá-la com outras aplicações de renda fixa para dar mais segurança à sua carteira.

Por isso, atenção ao seu perfil de investidor e à mecânica de cada aplicação.  Esses são os dois itens essenciais para você se dar bem em qualquer investimento!

Além disso, o prazo do investimento também conta. Como o mercado costuma oscilar bastante, pode ser que o investidor pegue um momento ruim e não consiga aproveitar tão bem os rendimentos desses investimentos se aplicar o dinheiro por um período muito curto.

Sabe aqueles dias em que você cansa de esperar e resolve sair no meio da chuva mesmo, só que logo depois que você chega ao seu destino para de chover?  Pois é. Bastava ter um pouco mais de paciência para chegar sequinho ao seu destino.

Com a renda variável acontece a mesma coisa. O ideal é ter um horizonte de investimentos mais longo para conseguir aproveitar melhor o rendimento dessas aplicações.

Outra coisa bem importante:  A rentabilidade de qualquer investimento é uma informação relevante para analisar o desempenho de uma aplicação até determinado momento, mas ela não deve ser o fator determinante para a sua escolha.  

Isso porque é muito difícil que uma sequência de eventos econômicos se repita exatamente da mesma maneira. Assim, é muito difícil que a rentabilidade de uma aplicação, principalmente se ela for de renda variável, seja igual em diferentes períodos.

É como dirigir um carro. Não dá para guiar olhando para trás.

Agora que você conhece melhor um pouco das duas famílias, a da renda fixa  e a da renda variável, que tal conhecer o seu perfil de investidor? Faça o teste grátis no site da Magnetis e descubra! Leva só alguns minutos!

Vai levar, por exemplo, menos tempo do que eu para decidir o que fazer agora que a chuva estragou meus plan…..

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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