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Renda variável: conheça os tipos de investimento dessa categoria

como investir na bolsa de valores

Ter sucesso ao investir seu dinheiro depende de boas estratégias e conhecimento. Isso porque existem diversos tipos de investimento no mercado, mas cada um tem uma finalidade. A renda variável, por exemplo, é um desses grupos.

Esse tipo de aplicação costuma ter uma fama distorcida. Alguns acreditam que o investimento de renda variável é um meio de ganhar dinheiro rápido e fácil. No outro extremo, há quem que acredite que essas aplicações sejam extremamente arriscadas.

A verdade é que a renda variável pode fazer parte da carteira da maioria das pessoas. Tudo depende dos objetivos financeiros e das estratégias de diversificação de quem está investindo.

Neste post, você vai entender melhor como funciona a renda variável, as opções disponíveis e como escolher os melhores investimentos para o seu propósito. Vamos começar?

O que é renda variável?

A renda variável se refere a um grupo de investimentos que tem uma característica em comum: a imprevisibilidade dos rendimentos.

Em outras palavras, isso significa que a pessoa que investe em renda variável não tem certeza de quanto terá ao final do processo. É o contrário do que ocorre nos investimentos de renda fixa, em que há certa previsibilidade.

Isso ocorre porque o rendimento dos ativos está ligado a diversos fatores que costumam sofrer oscilações ao longo do tempo. Entre eles, podemos destacar:

  • variações do Produto Interno Bruto (PIB);
  • inflação;
  • taxa de juros;
  • câmbio;
  • cenário político nacional e estrangeiro;
  • políticas econômicas.

Nesse cenário, o que você precisa saber é que outra grande característica desses investimentos é a alta volatilidade. A gente explica melhor!

A volatilidade é uma medida que aponta a frequência e a intensidade em que ocorrem oscilações no preço de um determinado ativo em um período de tempo.

Logo, quanto mais volátil for um ativo, maior será a sua variação. O mercado de renda variável muda a todo instante e isso pode trazer grandes ganhos, mas também esconde alguns riscos.

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Quem deve investir em renda variável?

Muitos acham que a renda variável é recomendada a quem investe há mais tempo e tem experiência no mercado. Entretanto, a verdade é que a renda variável é para todo mundo. Isso mesmo!

Seja você uma pessoa iniciante ou veterana no mundo dos investimentos, é válido saber que essa é uma opção viável e muito interessante.

Acontece que ela ainda é pouco explorada no Brasil, especialmente pelos mais receosos e precavidos. Afinal, colocar o seu dinheiro em ativos sem saber qual será o rendimento pode assustar no início.

Devemos destacar, no entanto, que o nível de riscos em investimentos existente faz com que esses ativos sejam mais indicados para perfis moderados e arrojados.

Aqueles que não toleram a ideia de perder dinheiro e valorizam demais a segurança podem não aproveitar bem essa opção.

Ainda assim, a renda variável deve ser considerada. Isso porque a diversificação na carteira de investimentos dilui o risco e proporciona ganhos superiores aos de uma estratégia focada apenas em renda fixa.

Além disso, a diversificação é uma estratégia importante, já que minimiza os riscos e traz oportunidades de melhorar os resultados.

Portanto, podemos dizer que qualquer pessoa com o objetivo de aumentar seu patrimônio de maneira inteligente pode — e deve — inserir ativos de renda variável em seu planejamento. Só é preciso saber lidar com a possibilidade dos riscos.

Mas com estratégia e conhecimento é possível alcançar ótimos resultados sem comprometer excessivamente a sua segurança, combinado?

Quais são as diferenças entre renda variável e fixa?

Os investimentos são divididos em dois grandes grupos: renda fixa e renda variável. Mas, afinal, qual é a diferença entre esses dois tipos de ativos?

Renda fixa

A característica básica dos investimentos de renda fixa é a possibilidade de saber, com grande poder de precisão, qual será o retorno obtido ainda no momento da aplicação.

Na hora de aplicar o dinheiro em renda fixa, a pessoa já consegue ter uma noção bem aproximada da rentabilidade que será obtida durante o período em que o recurso ficar investido.

Outra característica que merece destaque é a forma de negociação. Os títulos categorizados como renda fixa são emitidos por uma instituição bancária ou pelo Governo.

Assim, os interessados em investir podem adquirir os produtos financeiros de forma direta ou por meio de cotas em fundos de investimentos.

A renda fixa ainda tem uma subdivisão. Nela, os investimentos podem ser pós-fixados, prefixados ou híbridos.

Nos pós-fixados, o rendimento é atrelado a um indicador da economia, como CDI ou Selic. Já nos prefixados, a rentabilidade será baseada em um rendimento fixo. No caso dos híbridos, uma parte do rendimento é fixa e a outra é atrelada a um índice variável.

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Renda variável

Já a renda variável tem como principal característica a impossibilidade de saber, antecipadamente, qual será o rendimento alcançado na aplicação financeira.

De forma geral, grande parte dos investimentos que compõem a renda variável são negociados na Bolsa de Valores.

Assim, o preço pode variar com base em diversos aspectos. Podem ser considerados não só os riscos associados à aplicação, mas também as oscilações relacionadas com instabilidades econômicas e/ou políticas.

Entre os tipos de investimentos que se enquadram na categoria de renda variável, vale destacar as ações, fundos de ações, derivativos, commodities e fundos imobiliários.

Onde investir em renda variável?

Se você decidiu investir em renda variável, já sabe onde isso deve ser feito? Caso ainda não tenha ideia de como começar, não se preocupe!

Em síntese, existem duas opções à sua disposição: investir na Bolsa de Valores ou por meio de fundos de investimentos. Toda pessoa que investe tem esses dois caminhos a seguir e, claro, precisa conhecer suas particularidades. Vamos conferir?

Investindo na Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores é o mercado em que se negociam as ações. Ela mexe com imaginário das pessoas que se cansaram dos baixos rendimentos da Poupança, mas gera muitas dúvidas em quem está iniciando sua trajetória no mundo dos investimentos.

Nesse ambiente de negociação, é possível vender e comprar os títulos emitidos por empresas de capital público, privado ou misto. Para que isso seja possível, você conta com o auxílio de uma corretora e de analistas de investimento.

Investindo em Fundo de Investimento

O Fundo de Investimento é uma opção formada por diversos produtos financeiros. Trata-se de uma excelente opção para quem deseja diversificar sua carteira, já que pode conter opções em renda variável e fixa.

Para que você entenda melhor, basta imaginar um condomínio. Cada morador tem a sua cota (o apartamento), paga uma taxa mensal de administração e segue regras, não é mesmo?

Portanto, essa é uma forma simples de fazer investimentos complexos. Afinal, os gestores são profissionais capacitados e acostumados a lidar com essas aplicações.

Você nem precisa ser um especialista para alcançar grandes resultados. Só é importante conhecer os principais fundos de investimentos dos bancos no Brasil.

Quais são as vantagens e desvantagens da renda variável?

Uma premissa básica do universo dos investimentos é que não existe tudo ou nada. Toda opção traz vantagens e desvantagens e compreender essas situações é essencial para que você tome decisões conscientes e produtivas.

Mas, afinal, quais são os pontos positivos e negativos da renda variável? Confira!

As vantagens

Investir em renda variável traz benefícios que merecem ser destacados. Em primeiro lugar, o prazo de investimento é extremamente flexível. Você pode aplicar no longo prazo ou no curto prazo, e até mesmo no Day Trade — que dura apenas um dia.

Os rendimentos são bem melhores do que na renda fixa e as operações de compra e venda são feitas totalmente online. Com um smartphone ou computador já é possível acompanhar seus ativos e realizar transações, mesmo sem ter muito dinheiro para investir.

Não podemos nos esquecer de que a compra de ações pode dar a você direitos societários da empresa. Sim, as ações ordinárias concedem o benefício de votar nas assembleias gerais.

Além disso, os proventos podem ser recebidos por meio de dividendos, aluguéis ou Juros Sobre Capital Próprio (JCP) — excelentes a quem deseja viver de renda.

As desvantagens

Apesar das vantagens apresentadas, a renda variável envolve riscos. Não se pode investir nesses ativos sem levar em consideração as oscilações existentes, especialmente no curto prazo.

Outro fator a ser avaliado são os custos da operação. A depender do volume de investimento e da corretora escolhida, eles podem ser elevados. Daí a importância de pesquisar bem antes de abrir a sua conta em uma instituição.

Quais são os tipos de investimento em renda variável?

Depois de tudo o que foi apresentado, é hora de conhecer melhor os tipos de investimento em renda variável.

Antes disso, porém, precisamos destacar que a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) concluiu em um levantamento que mais da metade da população não conhece e não utiliza produtos de investimento. Entre os que já investem, 89% ainda aplicam dinheiro na Poupança.

O que se conclui com isso é que o brasileiro tem pouca consciência de que é protagonista de sua situação financeira. Uma pequena parcela da população tem o hábito de poupar e, ainda assim, não aproveita bem as oportunidades à disposição.

Essa cultura só será superada com conhecimento, concorda? Então, veja a seguir as opções para investir em renda variável!

Ações

As ações são os ativos mais conhecidos dentro da renda variável. Nesse caso, você compra ou vende um percentual do capital social de uma empresa que opera na Bolsa de Valores — o que dá direito à participação nos resultados.

Quando uma empresa decide emitir ações e colocá-las à venda, ela pretende arrecadar dinheiro para potencializar seu crescimento. Com isso, existem as ações ordinárias (que dão direito ao voto) e as ações preferenciais (dão direito ao recebimento de dividendos e reembolso de capital).

Esse tipo de investimento tem um potencial de rentabilidade bem interessante. Apesar do risco existente, os ganhos são atrativos e você pode iniciar mesmo sem ter um grande capital disponível.

Fundos de Ações

Os Fundos de Ações são uma opção para quem deseja investir na Bolsa de Valores, mas não quer comprar ações de forma direta e de uma determinada empresa.

Em resumo, estamos falando de uma carteira de investimentos composta por ativos de renda variável, como ações à vista e certificados de depósitos de ações. Ao investir em um Fundo, você adquire uma cota e não o título.

Obviamente, seus resultados dependerão do desempenho dos ativos que compõem a carteira, que é administrada por um gestor especializado e uma equipe profissional.

Fundos Imobiliários

Você sabia que é possível investir em imóveis sem comprá-los? Pode parecer confuso, mas é isso que os Fundos Imobiliários (FIIs) proporcionam.

Esse é o método mais fácil, rápido e acessível de se investir no setor imobiliário. Na prática, você se une a outras pessoas e adquire cotas de grandes empreendimentos, como hotéis, shoppings e salas comerciais.

Assim, terá o direito de receber aluguéis proporcionais ao capital investido. Então, mesmo não tendo muito dinheiro para aplicar, é possível investir em imóveis de uma forma segura e vantajosa.

Derivativos

Os derivativos são pouco conhecidos. Tratam-se de instrumentos financeiros que têm um preço de mercado atrelado a outro bem ou instrumento financeiro.

Achou confuso? Imagine que você resolva comprar um contrato de dólar do mercado futuro. Nesse caso, o que você adquire não é a moeda em si, mas o direito à sua oscilação. Por isso dizemos que seu valor varia de acordo com outro ativo ou objeto.

Dentro dessa classificação, podemos encontrar as opções e os contratos futuros de dólar ou de juros, por exemplo. A essência é sempre a mesma: um rendimento que depende do comportamento de outro produto.

Commodities

As commoditiesnada mais são que matérias-primas fundamentais e com baixo índice de industrialização. Elas podem ser estocadas em grandes quantidades e têm um alto valor de mercado, como o petróleo, o ouro e o etanol.

Não é difícil concluir que essa é uma excelente opção ao público brasileiro. Afinal, nosso país é um dos maiores exportadores desses insumos!

Vale lembrar que eles são comercializados na Bolsa de Valores e que dependem de uma boa corretora. Além disso, os valores oscilam de acordo com a oferta e a procura, exigindo estratégia de quem deseja investir.

Produtos agrícolas

Por fim, você também pode investir em produtos agrícolas, como arroz, soja, laranja, café e boi gordo. Por serem essenciais à economia nacional, esses ativos trazem grandes oportunidades.

Mas como isso funciona? Pense em um produtor de laranja que plantou muitos hectares e espera vender cada saca a R$ 50. Entre o plantio e a colheita, muita coisa pode acontecer — um aumento do valor para R$ 80 ou uma queda para R$ 30, por exemplo.

Para evitar perdas, ele emite contratos de venda no valor de R$ 50. Dessa maneira, quando chegar o momento de colher e vender as laranjas, o produtor receberá o equivalente ao contrato. A pessoa que investe arca com o risco da operação, mas pode ganhar muito com a alavancagem.

Como os indexadores impactam no investimento em renda variável?

Nos investimentos em renda fixa, os indexadores utilizados servem como base de definição da rentabilidade da aplicação.

A renda variável, por sua vez, reúne um grupo de investimentos que não tem tanta previsibilidade. Os ativos são chamados de variáveis, pois não podem ter uma rentabilidade predefinida.

Na renda fixa, o rendimento está associado aos indexadores e taxas preestabelecidos entre as partes. Por exemplo, no caso do CDB — um investimento de renda fixa —, ele pode estar atrelado ao indexador DI, IPCA, juros, juros prefixados, entre outros.

Na renda variável isso não acontece. Imagine as ações, que são os ativos mais conhecidos do mercado de investimentos. Nelas, o rendimento é totalmente imprevisível e está associado a fatores como conjuntura política e economia.

O que mais você deve saber antes de investir em ativos de renda variável?

Você deve ter percebido que a renda variável é bem diferente da renda fixa. Aqui, o risco não é uma opção, mas uma realidade. Por isso, quem tem o perfil mais conservador costuma evitar essas aplicações.

A verdade é que, quanto maior o risco, maior será a possibilidade de ganhos. Mas, de fato, essa inconstância pode gerar estresse e ansiedade em muitas pessoas.

De forma geral, os especialistas recomendam opções de investimento em renda fixa especialmente àquelas pessoas que querem diversificar e estão em busca de resultados no longo prazo.

Os produtos financeiros de renda variável podem compor a carteira até mesmo de perfis mais conservadores, desde que consideradas as particularidades, objetivos e recursos disponíveis.

Entretanto, isso não é tudo o que você precisa saber sobre a renda variável. Além de todas as informações apresentadas, é imprescindível entender outros detalhes. Acompanhe!

Obrigatoriedade de declaração no Imposto de Renda

Sim, todo contribuinte precisa declarar seus investimentos em renda variável no Imposto de Renda.

Ainda que não esteja enquadrado nos casos de obrigatoriedade de entrega da DIRPF, é um dever declarar as operações na Bolsa de Valores e no mercado futuro, por exemplo.

O Imposto de Renda é um tributo que recai sobre salários, investimentos e bens do brasileiro e dos estrangeiros que residem no país.

Logo, o contribuinte que não cumprir com as suas obrigações pode ter o seu CPF cancelado. Isso traz diversas consequências à sua rotina, inclusive restrições de crédito junto ao mercado.

Até mesmo o atraso na entrega da declaração pode gerar problemas, sabia? A Receita Federal cobra multa de 1% ao mês ou fração incidente sobre o imposto devido — observado o mínimo de R$ 165,74 e o máximo de 20% do tributo devido.

Diversificação como estratégia para o sucesso

Por mais atrativas que sejam as rentabilidades oferecidas pela renda variável, não é prudente colocar todo o seu dinheiro nesse tipo de ativo.

Como não há garantia de retorno, a melhor estratégia é diversificar a sua carteira e também contar com opções em renda fixa — principalmente para fazer uma reserva de emergência.

A regra básica e ideia central da diversificação de investimentos é distribuir os recursos financeiros entre diferentes ativos. Com isso, quem investe reduz o risco de perder dinheiro e aumenta as chances de ter bons resultados.

E aqui, vale considerar uma dica importante: quando se trata de investimentos, não existe certo ou errado. Existem análises e planejamentos que devem ser desenhados com base nas particularidades de cada pessoa.

Além disso, cada carteira de investimentos deve ser composta com base nos objetivos financeiros e nas necessidades de cada pessoa. Quanto mais você dilui o risco de a sua carteira ser afetada por um determinado fator, mais resiliente ela se torna.

Capital necessário para começar a investir

Você não precisa ter muito dinheiro disponível para começar a investir em renda variável. Atualmente, com as fintechs e consultorias de investimento online, essas operações se tornaram muito mais acessíveis. Elas são excelentes opções a quem deseja viver de renda e conquistar seus objetivos financeiros.

Como investir em renda variável em 2020?

As suas escolhas financeiras devem partir da análise dos recursos disponíveis a investir, dos seus objetivos pessoais e da situação de mercado.

O ano de 2020 tem sido atípico em diversos aspectos, sobretudo por conta da pandemia do novo coronavírus. Por isso, antes de escolher um produto financeiro é interessante estudar o mercado e entender onde você pode encontrar as melhores oportunidades.

Optar pela diversificação é o ponto-chave que vai ajudar a melhorar os resultados alcançados — diluindo os riscos e trazendo ganhos no longo prazo. Por isso, componha a sua carteira de forma diversificada e considere a renda variável como uma alternativa viável ao aumentar o seu capital.

A renda variável pode até gerar medo em algumas pessoas que investem, mas, com conhecimento e preparo, você viu que ela pode trazer ganhos e contribuir com os resultados em diferentes estratégias de investimentos. Nesse sentido, vale a pena conferir este webinar exclusiva da Magnetis com dicas de como investir na bolsa sem perder dinheiro. Aproveite!

análise de investimentos
Malena Oliveira

Especialista em Finanças Pessoais e membro do Grupo Consultivo de Educação Financeira da Anbima.

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