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Rendimento de 1% ao mês: qual tipo de investimento tem esse retorno?

Existe algum tipo de investimento que entregue o rendimento de 1% ao mês? Temos recebido muitas dúvidas sobre esse assunto e vamos esclarecer as principais delas neste post.

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Uma das perguntas mais curiosas sobre esse assunto foi enviada para o nosso CEO, Luciano Tavares. Acompanhe:

Rendimento de 1%: como encontrar

Diante de tanta objetividade, não podemos deixar de ser objetivos na resposta.

Essa dúvida, portanto, acabou virando tema de um bate-papo ao vivo no canal da Magnetis no Youtube, que você vê aqui abaixo.

Rendimento de 1% ao mês existe?

Para que uma aplicação renda 1% ao mês, ela precisa oferecer rentabilidade de pelo menos 12,7% ao ano.

É por isso que hoje em dia, o rendimento de 1% ao mês na renda fixa não existe mais. E já faz algum tempo.

Entre 2014 e 2017, quando a taxa Selic estava acima de 10% ao ano, era possível ter um rendimento como esse nas aplicações mais seguras.

No entanto, ela era uma ilusão: como a inflação também estava mais alta, ela corroía boa parte dos ganhos. Veja no gráfico a seguir:

Selic e inflação: rentabilidade real dos investimentos em renda fixa

Repare na região entre a linha da inflação, em vermelho, e a linha da Selic, em azul. Essa região demarca o chamado rendimento real de um investimento com rentabilidade de 100% da Selic.

Assim, uma aplicação como o Tesouro Selic, por exemplo, não tinha rentabilidade de 1% ao mês. Esse rendimento, descontando a inflação, ficava entre 3% e 4% ao ano. Ou seja: entre 0,2% e 0,3% ao mês.

Atualmente, com a queda da Selic, uma aplicação com as mesmas características tem um rendimento bruto de 0,3% ao mês. Porém, quando descontamos a inflação, a rentabilidade real fica bem próxima de zero.

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Como surgiu a ideia da rentabilidade de 1% ao mês?

O mito do ganho de 1% ao mês entrou na mente das pessoas quando a Selic estava na casa dos 14,25% ao ano, lá em 2015. Você se lembra?

Naquela época, a inflação chegou a bater os 10% –  os dois dígitos não eram alcançados desde os anos 1990 (!). Muita gente resgatou a memória dos tempos de inflação descontrolada pré-Plano Real.

Em 2015, o investidor que aplicava em renda fixa obtinha facilmente um retorno de 1% ao mês (ou até mais do que isso) por causa dos juros altos. No entanto, a inflação alta deixava o ganho real do investidor um pouco mais apertado.

Porém, com a crise econômica no Brasil, a inflação caiu até que bem rápido após o pico dos 10% no final de 2015. A taxa de juros foi reduzida para acompanhar esse movimento.

Foi assim que a Selic passou do patamar dos 14% ao ano em 2016 para os atuais 4,5% ao ano no fim de 2019. E o Banco Central já afirmou que ela vai permanecer nesse patamar por um bom tempo.

Ainda vale a pena investir em renda fixa?

Essa é a dúvida de 10 entre 10 pessoas que vieram dos tempos da Selic mais alta. A renda fixa, independente do perfil de investidor, sempre fará parte de qualquer carteira de investimentos.

Ela é o colchão que permite mais segurança em tempos de instabilidade, tal como em anos de eleição ou de grandes mudanças no cenário econômico.

Pensar no longo prazo é a diferença

Vamos supor que você tenha aplicado o seu dinheiro em uma carteira de investimentos que esteja sendo afetada por acontecimentos recentes do cenário econômico.

Nos últimos seis meses, ela apresentou um retorno negativo, até menor do que a poupança. O que você faz?

  • Vende seus investimentos e volta para aplicações que você considera mais seguras
  • Entende que é um momento passageiro e que, no longo prazo, sua carteira pode oferecer um retorno melhor

Se a primeira opção for o seu caso, existe aí um problema. Você pode ter investido em um produto que não está adequado aos seus objetivos financeiros, às suas necessidades de capital, ou simplesmente você não tolera ver a performance de sua carteira menor que a de outros investimentos.

Nesse caso, você precisa dar um passo para trás e revisar suas aplicações financeiras. Talvez você não esteja investindo de acordo com o seu perfil de investidor, não esteja com uma reserva de emergência adequada, ou ainda não tenha feito um planejamento financeiro que atenda suas necessidades.

Conhecendo melhor esses detalhes sobre você mesmo, fica muito mais fácil decidir quais são os melhores tipos de investimento para o seu perfil.

Outra questão que as pessoas têm feito bastante é se vale a pena fazer investimentos pré fixados neste momento de juros mais baixos. Afinal, há no mercado opções de CDBs e títulos do Tesouro Direto com vencimento nos próximos cinco a dez anos que prometem pagar taxas acima de 12% ao ano. Ou seja, mais de 1% ao mês.

Aqui na Magnetis preferimos os investimentos pós-fixados justamente porque não sabemos o que vai acontecer com a taxa de juros no futuro.

Quem pode dizer, com absoluta certeza, que a Selic vai subir ou cair X% nos próximos cinco ou dez anos? É uma estimativa. E justamente porque ela pode não se concretizar, esses investimentos são um pouco mais arriscados.

Poupança x carteira diversificada

Muitas pessoas têm questionado o fato de algumas aplicações apresentarem, neste momento, um rendimento menor do que a poupança.

Vamos refletir um pouco:

  • Faz sentido comparar o rendimento de diferentes aplicações financeiras, que possuem diferentes níveis de risco?
  • Um investimento que pode render muito mais do que a poupança no longo prazo deixa de valer tanto assim quanto apresenta um desempenho além do esperado no curto prazo?

Aqui vai um exemplo prático:  suponha que você tenha R$ 1 mil para investir hoje e que vá fazer aplicações adicionais de R$ 100 todo mês durante 30 anos. Ao final desse período, você terá R$ 106.474,08 na poupança.

Mas ainda não acabamos! Uma carteira diversificada de baixo risco, um investimento com a mesma segurança, renderia R$ 115.897,41 nos mesmos parâmetros.

A diferença é de R$ 9.423,33 em 30 anos. São R$ 314,11 perdidos a cada ano que o dinheiro permanece investido na poupança (!).

Calculadora da Poupança Magnetis: Faça a sua simulação

Agora é a sua vez: faça a sua simulação na Calculadora da Poupança Magnetis

Agora me diga você: vale a pena abrir mão desse retorno no longo prazo por receio de uma instabilidade temporária?

Diversificação: a receita para investir com o melhor rendimento

Já notou que sempre falamos que o ideal é que você mantenha uma carteira de investimentos, e não apenas um tipo de aplicação financeira?

Essa técnica de investimentos é chamada de diversificação e ela é importante para aumentar as suas chances de bons rendimentos, principalmente diante de momentos turbulentos.

Em uma carteira de investimentos, cada aplicação financeira tem a sua função: uma servirá como proteção, outra servirá para buscar um retorno um pouco maior, outra protegerá contra determinado tipo de risco, e assim por diante. Todas, no entanto, sempre respeitarão o seu perfil de investidor e a sua tolerância ao risco.

Aqui na Magnetis, adotamos uma metodologia consagrada no mercado financeiro para montar carteiras inteligentes de investimento de forma totalmente automatizada.

Nosso algoritmo busca sempre a melhor rentabilidade e o menor risco para cada perfil de investidor. O resultado é uma carteira ajustada a seus objetivos, com o menor custo-benefício.

Quer entender como funciona? Faça grátis o seu plano de investimentos e comece hoje mesmo a melhorar a sua vida financeira!

Não se esqueça de deixar aqui embaixo o seu comentário ou compartilhar a sua experiência sobre esse tema!

Daniel Jannuzzi, CFP®

Daniel Jannuzzi, CFP® é economista e Consultor de Investimentos na Magnetis

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