O rendimento da poupança hoje é ruim. Veja o que rende mais!

por Luciano Tavares, CFP® | 18/09/2019

rendimento da poupança: entenda como os juros são calculados

A caderneta de poupança é o primeiro contato de muitas pessoas com o mundo dos investimentos. Não é à toa que ela é a aplicação mais popular do Brasil. No entanto, o rendimento da poupança é bem menor que o de outras aplicações.

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O rendimento da poupança hoje é de 3,85% ao ano. Ou seja: se você investir R$ 100 na poupança hoje, sem dúvida sacará R$ 103,85 no ano que vem. Já o rendimento mensal da caderneta fica em 0,32%.

A partir de agora, vamos explicar como esse cálculo é feito e quais opções de investimentos rendem mais.

Se você está em busca de ter rendimentos melhores, chegou ao lugar certo! Aqui, você vai ver mais detalhes sobre:

  • qual é o rendimento mensal da poupança?
  • juros da poupança: como eles são calculados após a nova regra?
  • qual é o valor da taxa Selic hoje?
  • como a inflação afeta a rentabilidade da poupança;
  • simulador de poupança: saiba se você está perdendo dinheiro na caderneta;
  • investimento melhor do que a poupança: veja 5 opções.

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Se você tiver alguma dúvida, fique à vontade para compartilhar nos comentários, no fim deste post. Então, vamos começar?

Qual é o rendimento da poupança hoje?

O rendimento da poupança é o igual para todos os bancos. Assim, não importa se você tiver poupança da Caixa ou poupança do Itaú, a rentabilidade sempre será a mesma.

De acordo com a nova regra de cálculo da poupança – que veremos mais adiante -, o rendimento da caderneta hoje é de 70% da Selic.

A Selic, por sua vez, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), um conselho de diretores do Banco Central. A Selic hoje está em 5,5% ao ano, sendo 0,45% ao mês.

A rentabilidade da poupança está diretamente relacionada à Selic. Assim, ela aumenta quando essa taxa fica mais alta e diminui quando ela cai.

No entanto, há um teto para a rentabilidade da poupança. A seguir, veremos mais detalhes sobre isso.

Juros da poupança: como eles são calculados?

Para entender quanto rende a poupança hoje, primeiro é preciso entender como calcular os juros da caderneta.

Em 2012, o governo mudou a forma como os juros da poupança são calculados.

Todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendiam 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial, a chamada TR (taxa de que hoje está zerada). Em 2018, por exemplo, a poupança antiga rendeu 6,16%.

A partir de 4 de maio de 2012, a nova regra de cálculo da poupança passou a valer para depósitos feitos daquela data em diante. Ela diz o seguinte:

Rendimento da Poupança: nova regra

  • Quando a taxa de juros estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será fixo: 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR).
  • Quando a taxa de juros estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR.

Desde setembro de 2017, quando a Selic caiu para 8,25% ao ano, a nova regra de cálculo da poupança foi acionada pela segunda vez desde sua criação.

A partir daquele momento, o rendimento da poupança ficou cada vez mais espremido, acompanhando a queda da Selic.

Assim, o rendimento da poupança hoje é de 70% da Selic, mais a TR (que está zerada). Em 2018, o rendimento da poupança nova foi de 4,68%.

Aniversário da poupança: o que significa?

Os juros da poupança são incorporados ao valor investido na caderneta a cada 30 dias corridos, no chamado aniversário da poupança.

Essa data começa a ser contada a partir da abertura da conta e geralmente aparece no extrato bancário ou no internet banking.

Segundo o Banco Central, a rentabilidade é calculada sobre o menor saldo de cada período de rendimento, contando a partir do aniversário.

Logo, o mecanismo de aniversário da poupança é mais um dos motivos pelos quais seu rendimento é ruim.

Vamos ver a seguir como a Selic afeta a rentabilidade da poupança, na prática.

Qual é o valor da taxa Selic hoje?

No meio de setembro de 2019, o Banco Central decidiu cortar a taxa Selic para 5,5% ao ano. Esse é o menor juro da história do Brasil em 33 anos. Mas como ele afeta o rendimento da poupança?

Conforme anunciado no dia 18 de setembro de 2019, a Selic será de 5,5% ao ano. Essa decisão do BC veio de acordo com o esperado pelo mercado.

Como a inflação afeta a rentabilidade da poupança?

A inflação pode ser definida como o aumento generalizado de preços em um determinado período de tempo.

Os preços dos bens, produtos e serviços sobem de forma consistente e você terá de pagar mais caro para conseguir comprar a mesma quantidade de coisas. Ou seja: seu dinheiro perde valor. Esse fenômeno também na rentabilidade dos seus investimentos.

A taxa de juros, que está no mesmo patamar em 33 anos, torna mais espremida a rentabilidade real dos investimentos em renda fixa. Veja a diferença no gráfico a seguir:

Selic e inflação: veja a relação entre esses indicadores

Assim, não somente a poupança, mas outras aplicações de renda fixa estão indo para o divã, com muitas pessoas se perguntando onde investir com a queda dos juros.

Simulador de poupança: você está perdendo dinheiro?

Quem investiu R$ 100 na poupança em 1 de janeiro de 2018, chegou a 1 de janeiro de 2019 com R$ 104,68, um retorno de 4,68% – segundo a Calculadora do Cidadão, recurso disponível na página do Banco Central.

Agora, vamos pensar no futuro: suponha que você tenha R$ 1 mil para investir hoje e que vá fazer aplicações adicionais de R$ 100 todo mês.

Como ficaria o rendimento em 30 anos? Você pode fazer os seus próprios cálculos usando o nosso simulador de poupança.

Calculadora da Poupança Magnetis: Faça a sua simulação

(clique na imagem e simule o rendimento da poupança na Calculadora da Magnetis)

Investimento melhor do que a poupança: veja 5 opções

Embora atualmente a poupança supere a inflação, ela não rende tanto quanto outras aplicações de renda fixa que também são seguras. Veja algumas opções a seguir:

1 – Tesouro Direto

Mesmo quem não tem muito dinheiro para começar a investir consegue encontrar opções de investimentos seguros.

Prova disso são os títulos públicos do Tesouro Direto, que permitem aplicações a partir de R$ 30.

A lógica por trás desses títulos é bastante simples: para se manter funcionando, o Estado precisa de recursos que vão além daqueles arrecadados com a cobrança de impostos.

Por isso, ele emite papéis para captar dinheiro e qualquer pessoa pode investir alguma quantia.

Em troca, há o pagamento de juros dentro do prazo estipulado pelo título. Ou seja, quem investe no Tesouro Direto está emprestando dinheiro ao Estado.

2 – LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos pelos bancos.

Esses títulos são usados para financiar, respectivamente, o setor imobiliário e o agronegócio.

A grande vantagem desses investimentos é isenção do Imposto de Renda (IR), além da cobertura do FGC.

curso de investimento

Por outro lado, essas letras de crédito costumam ter prazos de vencimento mais longos.

As taxas de retorno variam de acordo com o banco que emitiu o título. Logo, é necessário fazer comparações entre diferentes títulos e bancos, em busca da melhor rentabilidade.

3 – Fundos DI

Os fundos DI são fundos de investimento que investem pelos menos 80% da carteira em títulos públicos, ativos de baixo risco e em cotas de outros fundos de renda fixa.

A rentabilidade desses fundos busca acompanhar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa muito próxima da Selic.

Os riscos para quem investe em fundos DI são relativamente pequenos, já que o dinheiro é aplicado em ativos de baixíssimo risco.

Não há cobertura do FGC. No entanto, em caso de quebra do banco, o dinheiro fica protegido.

Isso porque, do ponto de vista jurídico, os investimentos dos fundos não fazem parte do patrimônio da instituição.

4 – CDB

A lógica dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) é parecida com a do Tesouro Direto.

No entanto, quem capta os recursos são bancos, que utilizam o dinheiro para emprestá-lo a outros clientes.

Os CDBs também são cobertos pelo FGC, dentro do limite de R$ 250 mil por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão por CPF.

5 – Nuconta

A Nuconta é um conta digital sem tarifas disponibilizada pela Nubank. Ela também funciona como um investimento de baixo risco, já que todo o dinheiro depositado é aplicado em títulos públicos em nome da empresa.

Não há cobrança de taxas, mas incidem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IR sobre os rendimentos, que são próximos aos do CDI.

Comparação de investimentos: poupança x outras aplicações

Veja abaixo uma comparação de rentabilidade da poupança com alguns investimentos em renda fixa. A simulação foi feita considerando a Selic em 5,5% ao ano e TR zerada.

Premissas e critérios utilizados na simulação:

  • Selic: 5,5% ao ano;
  • TR: 0% ao ano;
  • Imposto de Renda: tabela regressiva (alíquota de 22,5% ao ano para até 6 meses, 20% ao ano de 6 a 12 meses, 17,5% ao ano de 12 a 24 meses, 15% ao ano acima de 24 meses);
  • Os valores obtidos acima já estão totalmente líquidos, descontados de Imposto de Renda e taxas de administração e custódia (exceto a poupança, que é isenta de Imposto de Renda);
  • Para Tesouro Direto, consideramos investimentos em corretoras que não cobram taxas além da taxa de custódia de 0,25% ao ano;
  • A Carteira Diversificada é composta por 80% de ativos de renda fixa e 20% de fundos multimercado. O custo médio é de 0,68% ao ano;
  • Foi assumido o mesmo valor para a taxa DI e a Selic, mas vale destacar que no mercado existe uma pequena diferença entre as duas taxas.

Com a queda dos juros, fica ainda mais importante buscar a diversificação dos seus investimentos. 

Hoje em dia já existem consultorias de investimentos online, como a própria Magnetis, que oferece praticidade e por um custo baixo.

4 conceitos básicos para fazer investimentos melhores

Se você se preocupa com seus investimentos, já deve ter pesquisado sobre alternativas de aplicações financeiras melhores do que a poupança. Porém, deve ter se deparado com siglas e expressões que não são muito amigáveis.

Mas não desanime! Aqui está um guia rápido para entender o que significam os nomes mais comuns no mundo dos investimentos.

1 – CDI e taxa DI

Quando se fala em investimentos, a sigla CDI está por toda parte. Ela significa Certificado de Depósito Interbancário.

O CDI é um título emitido por uma instituição financeira, como um banco ou uma corretora, para tomar dinheiro emprestado de outra instituição.

A partir dos juros cobrados nesses empréstimos entre instituições financeiras, é obtida a taxa DI, que você vê quando vai investir.

A taxa DI é uma média dos empréstimos feitos entre os bancos. Como eles costumam negociar títulos públicos entre si, essa taxa costuma ficar um pouco abaixo da Selic.

Quando um banco oferece um título para um investidor, ele promete uma rentabilidade que tem como referência a taxa DI.

Essa taxa é geralmente expressa em porcentagem (%) do CDI: 100% do CDI, 90% do CDI, e assim por diante. Quanto menor for essa porcentagem, menos renderá a aplicação.

2 – Renda fixa

É o mercado do investimentos cuja rentabilidade é possível prever no momento em que o investidor faz uma aplicação.

Essa previsão pode ser feita no momento da compra, seja por indicadores como a inflação ou a taxa de juros, seja por uma taxa prefixada.

É diferente do mercado de investimentos de renda variável, cujo desempenho depende de uma série de fatores envolvendo a situação da economia local, nacional e até mesmo internacional.

3 – Diversificação dos investimentos

Uma carteira de investimentos diversificada é um conjunto de aplicações financeiras que leva em conta seu perfil e seus objetivos financeiros.

Longe de escolher aplicações aleatoriamente, a diversificação dos investimentos leva em conta teorias consagradas.

O objetivo é equilibrar aplicações em um determinado porcentual dentro de um portfólio de investimentos, que varia conforme o perfil de cada pessoa.

4 – Fintech

As fintechs são empresas financeiras com um forte braço tecnológico cuja finalidade é facilitar o acesso a serviços financeiros.

No caso das fintechs de investimento – como é o caso da Magnetis -, elas tornaram mais acessível um processo que antes era burocrático e só valia a pena para quem tinha um grande volume de recursos para administrar.

Hoje, com apenas alguns cliques, é possível investir e acompanhar o desempenho de suas aplicações. Tudo isso 100% online, sem você precisar sair de casa.

Como fazer os melhores investimentos?

O mercado financeiro brasileiro é um dos mais sofisticados do mundo, porém a maior parte da população não investe o seu dinheiro.

A falta de educação financeira torna cuidar do dinheiro uma atividade extremamente desgastante e complexa em algumas situações.

Além disso, não são poucos os casos de pessoas que foram enganadas pelos seus bancos, fazendo aplicações com taxas caras e baixo retorno.

Por isso, o conhecimento é o primeiro passo para colocar o dinheiro trabalhar para você por meio do poder dos juros compostos.

Mas calma! Não precisa ficar triste se você não souber por onde começar. Existem empresas que fazem todo o trabalho duro por você com transparência e a um custo bem acessível. A Magnetis, por exemplo, é uma dessas empresas.

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A Magnetis é uma gestora de recursos que, por meio do serviço de consultoria online de investimentos, ajuda você a encontrar o melhor caminho para aplicar o seu dinheiro. Tudo isso de forma simples, automatizada e sem burocracia. Você não precisa nem sair de casa!

Tornamos o ato de investir algo descomplicado e seguro, pois buscamos sempre as melhores aplicações para o seu perfil. Fazemos um teste rápido e gratuito para identificar quais são os seus objetivos.

Com base nessas informações, oferecemos uma seleção de investimentos diversificados com o intuito de melhorar sua rentabilidade com o menor risco.

O resultado desse esforço é o melhor rendimento com o melhor custo-benefício para você! Monte o seu plano grátis e entenda como funciona!

Quer entender ainda mais sobre o rendimento da poupança? Baixe grátis o guia Desmistificando a poupança: por que outros investimentos podem ser melhores. Ah, se tiver alguma dúvida, deixe aqui nos comentários!

(Post atualizado em 18/09/2019. Originalmente publicado em 2015)

O rendimento da poupança hoje é ruim. Veja o que rende mais!
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