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Rendimento da poupança hoje: como evitar que seu dinheiro perca valor

A poupança é o primeiro contato de muitas pessoas com uma aplicação financeira. Não é à toa que ela é a aplicação mais popular do Brasil. No entanto, o rendimento da poupança é ruim e o dinheiro depositado nela hoje está perdendo valor.

O rendimento da poupança hoje é de 6,16% ao ano. Isto significa que: se você investisse R$ 10.000,00 na poupança hoje, depois de 12 meses teria R$10.616,00.

Mas, se você pretende deixar seu dinheiro na caderneta por menos tempo as notícias também não são animadoras.

Afinal, o rendimento mensal da poupança é igualmente baixa. Além disso, às vezes ela perde até para a inflação.

O rendimento mensal da poupança hoje é de 0,5% + TR (que está zerada).

A partir de agora, vamos explicar como os juros da poupança são calculados e o que faz a caderneta render tão pouco.

Logo, você também vai entender porque a poupança hoje está rendendo abaixo da inflação e quais são as opções de investimentos para quem quer proteger seu patrimônio.

Se você está em busca de rendimentos melhores, chegou ao lugar certo! Aqui você vai ver:

  • como o rendimento da poupança é calculado;
  • como o aniversário da poupança influencia os juros da caderneta;
  • como a inflação afeta o rendimento da poupança;
  • investimento melhor do que a poupança: veja 5 opções.

Caso surja alguma dúvida, fique à vontade para compartilhar nos comentários no fim deste post. Vamos começar?

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Como o rendimento da poupança é calculado?

Primeiramente, saiba que o rendimento da poupança é igual para todos os bancos. Assim, não importa se você tiver poupança da Caixa ou poupança do Itaú, sua rentabilidade sempre será a mesma.

Para deixar mais claro, é indiferente a instituição onde você vai manter seu dinheiro, mas o rendimento da poupança tem duas regras de cálculo, que são as seguintes:

a) para os depósitos feitos em poupança antes de 4 de maio de 2012

O rendimento da poupança antiga é de 0,5% ao mês + taxa referencial, a famosa TR (que hoje está zerada). Assim, a rentabilidade da poupança antiga ao ano é de 6,16%.

b) para os depósitos feitos depois de maio de 2012

A nova regra da poupança diz que ela rende 70% da taxa Selic enquanto ela estiver abaixo de 8,5% ao ano. Atualmente a Selic está em 11,75%, então os depósitos estão rendendo 0,5% ao mês + TR como era na antiga regra.

AnoRendimento da poupança – novaRendimento da poupança – antiga
20226,16%6,16%
20212,99% 6,16%
20202,00%6,16%
20194,34%6,16%
20184,68%6,16%
20176,88%6,99%
20168,34%8,34%
20157,94%7,94%
20147,02%7,02%
20135,67%6,31%
20122,74%6,57%
20117,50%
20106,80%
20097,09%

Quem define a taxa Selic?

Como vimos, o rendimento da poupança depende diretamente da taxa Selic, que é a taxa básica de juros do Brasil.

Tal taxa é definida a cada 45 dias pelo Copom, um comitê de diretores do Banco Central do Brasil.

A Selic hoje está em 12,75% ao ano.

Juros da poupança: como eles são calculados?

É provável que você já tenha ouvido falar sobre o aniversário da poupança, certo? Os juros da poupança são acrescentados ao valor investido a cada 30 dias corridos, no chamado aniversário da poupança.

A partir da abertura da conta é que começa a contagem do tempo para a data de aniversário. E, geralmente aparece no extrato bancário ou no internet banking.

Segundo o Banco Central, a rentabilidade é calculada sobre o menor saldo de cada período de rendimento, contando a partir do aniversário.

Logo, o mecanismo de aniversário da poupança é mais um dos motivos pelos quais seu rendimento é ruim.

Como a inflação afeta a rentabilidade da poupança?

A inflação pode ser definida como o aumento generalizado de preços em um determinado período de tempo.

Os preços dos bens, produtos e serviços sobem de forma consistente e você terá de pagar mais caro para conseguir comprar a mesma quantidade de coisas. Ou seja: seu dinheiro perde valor.

Assim, este fenômeno é traduzido pela rentabilidade real dos investimentos de renda fixa. Assim, quanto maior a inflação, mais espremido fica o retorno dessas aplicações.

Veja na tabela a seguir o rendimento mensal da poupança comparado ao IPCA, o índice que mede a inflação oficial no Brasil.

mês/anoRendimento mensal da poupançaInflação (IPCA)
abr/20220,50%
mar/20220,50%1,62%
fev/20220,50%1,01%
jan/20220,50%0,54%
dez/20210,59%0,73%
nov/20210,44%0,95%
out/20210,36%1,25%
set/20210,35%1,16%
ago/20210,30%0,87%
jul/20210,24%0,96%
jun/20210,24%0,53%
mai/20210,20%0,83%
abr/20210,15%0,93%
Tabela de rendimento mensal da poupança.

Investimento melhor do que a poupança: veja 5 opções

Antes de mais nada, é importante dizer que a poupança não rende tanto quanto outras aplicações de renda fixa que também são seguras. Veja algumas opções a seguir:

1 – Tesouro Direto

Com o Tesouro Direto, mesmo quem não tem muito dinheiro para começar a investir consegue encontrar opções de investimentos seguros.

É possível ter uma prova disso com os títulos públicos do Tesouro Direto, que permitem aplicações a partir de R$ 30.

Então, a lógica por trás desses títulos é bastante simples: para se manter funcionando, o Estado precisa de recursos que vão além daqueles arrecadados com a cobrança de impostos.

Por isso, ele emite papéis para captar dinheiro e qualquer pessoa pode investir alguma quantia.

Em contrapartida, há o pagamento de juros dentro do prazo estipulado pelo título. Ou seja, quem investe no Tesouro Direto está emprestando dinheiro ao Estado.

2 – LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos pelos bancos.

Os títulos citados acima são usados para financiar, respectivamente, o setor imobiliário e o agronegócio.

A grande vantagem desses investimentos é isenção do Imposto de Renda (IR), além da cobertura do FGC.

Por outro lado, essas letras de crédito costumam ter prazos de vencimento mais longos.

As taxas de retorno variam de acordo com o banco que emitiu o título. Logo, é necessário fazer comparações entre diferentes títulos e bancos, em busca da melhor rentabilidade.

3 – Fundos DI

Os fundos DI são fundos de investimento que investem pelos menos 80% da carteira em títulos públicos, ativos de baixo risco e em cotas de outros fundos de renda fixa.

Isso quer dizer que: a rentabilidade desses fundos busca acompanhar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa muito próxima da Selic.

Os riscos para quem investe em fundos DI são relativamente pequenos, já que o dinheiro é aplicado em ativos de baixíssimo risco.

Não há cobertura do FGC. No entanto, em caso de quebra do banco, o dinheiro fica protegido.

Isso porque, do ponto de vista jurídico, os investimentos dos fundos não fazem parte do patrimônio da instituição.

4 – CDB

A lógica dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) é parecida com a do Tesouro Direto.

No entanto, quem capta os recursos são bancos, que utilizam o dinheiro para emprestá-lo a outros clientes.

Os CDBs também são cobertos pelo FGC, dentro do limite de R$ 250 mil por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão por CPF.

5 – Nuconta

A Nuconta é um conta digital sem tarifas disponibilizada pela Nubank. Ela também funciona como um investimento de baixo risco, já que todo o dinheiro depositado é aplicado em títulos públicos em nome da empresa.

Não há cobrança de taxas, mas incidem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IR sobre os rendimentos, que são próximos aos do CDI.

4 conceitos básicos para fazer investimentos melhores que a poupança

É provável que você já tenha pesquisado sobre alternativas de aplicações financeiras melhores do que a poupança. Porém, deve ter se deparado com siglas e expressões que não são muito amigáveis.

Mas, não desanime! Aqui está um guia rápido para entender o que significam os nomes mais comuns no mundo dos investimentos.

1 – CDI e taxa DI

Quando se fala em investimentos, a sigla CDI está por toda parte. Ela significa Certificado de Depósito Interbancário.

O CDI é um título emitido por uma instituição financeira, como um banco ou uma corretora, para tomar dinheiro emprestado de outra instituição.

A partir dos juros cobrados nesses empréstimos entre instituições financeiras, é obtida a taxa DI, que você vê quando vai investir.

Em resumo: a taxa DI é uma média dos empréstimos feitos entre os bancos. Como eles costumam negociar títulos públicos entre si, essa taxa costuma ficar um pouco abaixo da Selic.

Assim, quando um banco oferece um título para um investidor, ele promete uma rentabilidade que tem como referência a taxa DI.

Essa taxa é geralmente expressa em porcentagem (%) do CDI: 100% do CDI, 90% do CDI, e assim por diante. Quanto menor for essa porcentagem, menos renderá a aplicação.

2 – Renda fixa

É o mercado do investimentos cuja rentabilidade é possível prever no momento em que o investidor faz uma aplicação.

Essa previsão pode ser feita no momento da compra, os investimentos mais seguros de renda fixa são aqueles com rendimento pós fixado.

Diferentemente do mercado de investimentos de renda variável, cujo desempenho depende de uma série de fatores envolvendo a situação da economia local, nacional e até mesmo internacional.

Mas, é preciso ficar em alerta, as renda fixas prefixadas e híbridas são investimentos com alta volatilidade por sua marcação a mercado.

3 – Diversificação dos investimentos

Uma carteira de investimentos diversificada é um conjunto de aplicações financeiras que leva em conta seu perfil e seus objetivos financeiros.

Longe de escolher aplicações aleatoriamente, a diversificação dos investimentos leva em conta teorias consagradas.

Assim, o objetivo é equilibrar aplicações em um determinado porcentual dentro de um portfólio de investimentos, que varia conforme o perfil de cada pessoa.

4 – Fintech

Em primeiro lugar, as fintechs são empresas financeiras com um forte braço tecnológico cuja finalidade é facilitar o acesso a serviços financeiros.

E, quando falamos das fintechs de investimento, elas tornaram mais acessível um processo que antes era burocrático e só valia a pena para quem tinha um grande volume de recursos para administrar.

Hoje, com apenas alguns cliques, é possível investir e acompanhar o desempenho de suas aplicações. Tudo isso 100% online, sem você precisar sair de casa.

Onde investir para não depender do rendimento da poupança?

O mercado financeiro brasileiro é um dos mais sofisticados do mundo, porém a maior parte da população não investe o seu dinheiro.A falta de educação financeira torna cuidar do dinheiro uma atividade extremamente desgastante e complexa em algumas situações.

Além disso, não são poucos os casos de pessoas que foram enganadas pelos seus bancos, fazendo aplicações com taxas caras e baixo retorno.

Por isso, o conhecimento é o primeiro passo para colocar o dinheiro trabalhar para você por meio do poder dos juros compostos.

Mas calma! Não precisa ficar triste se você não souber por onde começar. Existem empresas que fazem todo o trabalho duro por você com transparência e a um custo bem acessível. A Magnetis, por exemplo, é uma dessas empresas.

A Magnetis é uma gestora de recursos que, por meio do serviço de consultoria online de investimentos, ajuda você a encontrar o melhor caminho para aplicar o seu dinheiro. Tudo isso de forma simples, automatizada e sem burocracia. Você não precisa nem sair de casa!

Tornamos o ato de investir algo descomplicado e seguro, pois buscamos sempre as melhores aplicações para o seu perfil. Fazemos um teste rápido e gratuito para identificar quais são os seus objetivos.

Com base nessas informações, oferecemos uma seleção de investimentos diversificados com o intuito de melhorar sua rentabilidade com o menor risco.

Em resumo: o resultado desse esforço é um crescimento patrimonial consistente com o melhor custo-benefício para você!

Agora que você sabe por que o rendimento da poupança é ruim, que tal fazer investimentos melhores? Clique aqui e seja um cliente Magnetis.

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Luciano Tavares, CFP®
Luciano Tavares, CFP®

CEO e Founder da Magnetis, acredita na tecnologia como solução para melhorar e democratizar a gestão de investimentos. Administrador de carteiras credenciado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e planejador financeiro CFP®, Luciano tem mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro.

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