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Entenda como funciona o rendimento da Previdência Privada

Muitas pessoas pensam que basta ter um plano complementar à aposentadoria recebida pelo INSS para garantir um futuro tranquilo. Mas não é só isso. Escolher a previdência certa é fundamental para você conseguir realizar os seus sonhos no longo prazo. Então, que tal investigar a questão a fundo e entender melhor como funciona o rendimento da Previdência Privada

Antes de tudo é importante lembrar que, sem monitoramento periódico, quem investe em um plano de previdência não garante a reserva necessária à aposentadoria. Mas caso o fundo não atinja sua expectativa, é possível realizar a portabilidade ou analisar se outro tipo de investimento oferece uma rentabilidade melhor para os seus objetivos.

Acompanhe este post e veja tudo o que você deve saber sobre o rendimento da previdência privada!

Como funciona o rendimento de um plano de Previdência Privada?

O rendimento do plano de previdência pode ser similar ao de aplicações de renda fixa ou de renda variável. Isso vai depender, é claro, do tipo escolhido.

Por lei, um fundo de previdência pode aplicar até 70% do seu patrimônio em ativos de renda variável, como ações. Quanto maior o percentual aplicado em renda variável, maior é o risco do fundo e, consequentemente, sua possível rentabilidade.

Mas aqui vai um alerta: um fundo que aplica mais em ações é indicado a quem tem perfil mais arrojado. Já um fundo de renda fixa deve ser a opção de quem tem um estilo mais conservador e/ou está mais perto da aposentadoria.

Se o fundo aplica a maior parte dos seus recursos em renda fixa, o retorno deve ficar próximo ao do CDI. A taxa segue de perto a Selic e é usada como referência nos rendimentos dessas aplicações.

Hoje em dia a Selic está na mínima histórica, com o valor de 3% ao ano. Ou seja, recentemente, a rentabilidade dos fundos conservadores de previdência privada vem diminuindo. Nesse cenário, fique atento, pois é necessário acompanhar bem de perto a taxa de rendimento.

Compare a rentabilidade entre os planos

Os planos de previdência privada têm composições diferentes dependendo da instituição que os oferta. E isso não é apenas em relação ao percentual de ativos em renda variável, mas também da escolha desses ativos.

Por isso, uma boa maneira de entender se o rendimento da sua previdência está de acordo com as suas expectativas é fazer um comparativo dos planos.

Você pode verificar este tipo de informação em ferramentas de comparação de fundos, onde é necessário saber apenas o CNPJ dos fundos que você deseja comparar ou o nome deles.

É interessante avaliar o retorno acumulado nos últimos 6 meses, 1 ano e na série histórica. E, caso a rentabilidade não seja satisfatória, pode ser o momento de pensar em uma portabilidade para um plano mais vantajoso.

Qual é a comparação da rentabilidade com outros investimentos?

Assim como outros tipos de investimentos de longo prazo, um plano de Previdência Privada sofre o efeito dos juros compostos. Quem investe escolhe quanto quer contribuir e a periodicidade da contribuição. Portanto, quanto maior e mais frequente, maior será a reserva na aposentadoria.

Na comparação entre um plano de previdência e outras aplicações, é preciso considerar como cada aplicação é tributada. Em geral, as de renda fixa seguem a tabela regressiva do IR, na qual a alíquota do tributo diminui quanto maior o tempo do investimento. Já aplicações de até 180 dias têm alíquota de 22,5%, que diminui gradativamente até chegar a 15% — em investimentos acima de 721 dias.

No caso da previdência, essa alíquota pode chegar a 10% depois de 10 anos de investimento. No caso da escolha pela tabela progressiva, o imposto pode ser 0 ou 7,5% dependendo do valor a ser resgatado.

Ações

O investimento em ações costuma ser mais rentável do que um plano de previdência (que só pode investir até 70% em ações). A tributação de ações também é mais favorável: vendas de ações que não excederem R$ 20 mil em um mês são isentas de IR. Caso ultrapassem esse valor, a alíquota que incide sobre a operação é de 15%.

Fundos de investimento

Um fundo de previdência pode ter rentabilidade similar a fundos de renda fixa ou multimercado. Diferentemente dessas opções, entretanto, o plano de previdência não tem a incidência de come-cotas, mecanismo que antecipa o pagamento do IR. Isso afeta a rentabilidade da aplicação e deve ser considerado na pesquisa sobre a melhor alternativa à aposentadoria.

LCI e LCA

Fundos de previdência que aplicam a maior parte dos seus recursos em renda fixa tendem a ter rentabilidade similar à de títulos de crédito privado. No caso da LCI e LCA, há uma vantagem: esses títulos são isentos de Imposto de Renda. Porém, isso não significa que serão mais rentáveis. Por isso, é sempre aconselhável calcular o rendimento líquido de cada investimento, ou seja, retirar da conta os tributos e taxas.

Tesouro Direto

O rendimento da Previdência Privada pode ser semelhante ao de títulos do Tesouro Direto. O que vai fazer a diferença é o custo do plano. 

A tributação é um ponto desfavorável aos títulos do Tesouro Direto. Em prazos maiores de 10 anos, sobre os títulos incide alíquota de 15% do IR. Já em fundo de previdência do tipo VGBL a alíquota é menor e corresponde a 10%.

Como calcular os impostos e taxas de administração?

Além dos rendimentos, é necessário incluir impostos e taxas de administração na conta antes de optar por um plano ou outro. Ambos afetam a rentabilidade e fazem a diferença na hora de comparar aplicações. Veja abaixo quais são os tributos e custos de um plano de previdência.

VGBL e PGBL

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) permite deduzir do Imposto de Renda, todo ano, até 12% da renda bruta. A alternativa só vale para quem faz a declaração pelo modo completo. Apesar do alívio financeiro dado ao longo dos anos, no momento dos saques dos valores a tributação recai sobre todo o valor investido. É diferente do Plano Vida Benefício Livre (VGBL), no qual recai apenas sobre o rendimento. 

Depois de feita a adesão a um dos planos — VGBL ou PGBL —, não é possível migrar para outro. A portabilidade de plano de previdência só vale aos que são do mesmo tipo, ou seja, de PGBL para PGBL e de VGBL para VGBL.

Tabela regressiva e progressiva

Em relação à tributação dos planos de previdência é necessário considerar a tabela do plano: regressiva ou progressiva. Elas são importantes porque, caso você deseje sacar os valores antes do tempo, a alíquota do imposto pode ser menor ou maior, conforme o tipo.

Caso a opção seja pela tabela progressiva, é possível migrar para a regressiva. Contudo, quem decide pela regressiva não pode migrar para a progressiva.

Na progressiva, mais presente em PGBL, quanto maior o valor do resgate, maior será a alíquota do imposto. Quem saca até R$ 22.847,75 por ano é isento do imposto. Já para quem quiser resgatar acima de R$ 55.976,16 ao ano a alíquota incidente sobre a operação é de 27,5%. É a opção mais indicada para quem não tem certeza se precisará resgatar o dinheiro antes do tempo.

Já na regressiva, comum em VGBL, quanto maior o tempo de investimento, menor será a alíquota cobrada. A alíquota varia de 35% (2 anos) a 10% (mais de 10 anos).

Taxa de administração

Assim como outros fundos de investimento, o plano de Previdência Privada cobra uma taxa de administração, que remunera o trabalho do gestor do fundo.

Portanto, verifique se o valor está de acordo com a média cobrada pelo mercado. Algumas instituições chegam a cobrar 2% de taxa de administração, enquanto outras têm uma taxa de 0,6%. Afinal, a diferença entre essas taxas podem fazer muita diferença quando se fala em um investimento de longo prazo.

Taxa de carregamento

Até pouco tempo era de praxe que uma seguradora cobrasse uma taxa de carregamento. Essa tarifa pode incidir sobre todos os aportes mensais, como forma de cobrir custos operacionais. Também pode ser cobrada em resgate de valores ou na portabilidade de plano.

Por exemplo, quem aportasse R$ 100 por mês, perdia R$ 2 caso essa taxa fosse de 2%. No longo prazo, é um valor relevante. Atualmente muitas seguradoras já deixaram de cobrar esse valor adicional. Mas é importante ficar atento a esta taxa na hora da contratação.

Está em dúvida sobre qual alternativa é a mais adequada à sua necessidade? Você não precisa necessariamente escolher apenas uma. Na Magnetis, é possível criar um plano de previdência diversificado. Os planos têm taxa zero de carregamento e apenas 0,6% de taxa de administração anual.

Agora que você já entende como funciona o rendimento da previdência privada, siga a Magnetis nas redes sociais para aprender mais sobre outros tipos de investimento. Estamos no Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn e YouTube!

Julia Ayres

Julia é jornalista por formação, mas apaixonada por marketing digital, performance e educação financeira. Atualmente, lidera as estratégias de marketing para a área de empresas da Magnetis

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