Selic, JBS, inflação: quanto renderam as Carteiras Magnetis no 2° trimestre de 2017

por Luciano Tavares

O segundo trimestre do ano foi marcado pela maior volatilidade na Bolsa, pelas sucessivas reduções dos juros e por uma inflação ainda menor.

Tivemos a chance de ver, na prática, o comportamento das Carteiras Magnetis em um momento estressante para o mercado financeiro. O resultado mostrou que a nossa estratégia de diversificação conseguiu controlar a exposição ao risco das carteiras.

Além disso, através da gestão automatizada dos investimentos, evitamos que os investidores tomassem decisões precipitadas em momento de pânico - como foi o 18 de maio.

Para lembrar um pouco do contexto, neste segundo trimestre passamos pelo seguinte:

  • Circuit breaker na Bolsa, que é a interrupção das operações após queda superior a 10% para proteção dos investidores. Isso aconteceu no dia 18 de maio, em repercussão às primeiras notícias sobre a delação da JBS na Operação Lava Jato, envolvendo o presidente Michel Temer. Desde a crise de 2008 a Bolsa não passava por um circuit breaker, o que mostra o quando o fato foi inesperado e preocupante.
  • Duas reduções da taxa Selic, como o mercado já esperava. Saimos do patamar de 12,25% ao ano para 10,25% ao ano nesse período. As expectativas são de que o ciclo de redução da taxa Selic continue, ainda que em ritmo mais lento que o visto até agora.
  • Queda da inflação. Em junho, inclusive, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a ter deflação - ou seja, ficou negativo. Há 11 anos isso não acontecia. Não há expectativa de continuidade da deflação, mas sim de que os preços continuem em inflação baixa, mesmo depois do aumento dos impostos sobre os combustíveis.

Vamos agora falar sobre a rentabilidade das Carteiras Magnetis nesse período e que o atual contexto indica para o futuro.

Carteiras Magnetis: rentabilidade no 2° trimestre de 2017

No trimestre, as carteiras de renda fixa (risco 1 e 2), acumularam retorno de 2,66%. Acima do Tesouro Selic 2021, que teve rentabilidade de 2,61% no período.

O dado sobre rentabilidade que apresentamos é a mediana dos retornos de todas as carteiras individuais de um mesmo perfil de risco. Algumas carteiras de perfil de risco 2 com patrimônio mais elevado podem ter uma pequena parcela em fundos multimercados e por esse motivo na mediana o resultado dos perfis 1 e 2 foi idêntico.

Resultado do trimestre:

Perfil de risco

Retorno 2° trimestre 2017

Carteira Magnetis 1

2,66%

Carteira Magnetis 2

2,66%

Carteira Magnetis 3

2,26%

Carteira Magnetis 4

1,75%

Carteira Magnetis 5

1,44%

Para todos os valores mostrados, já descontamos todas as taxas e custos, inclusive a taxa de consultoria Magnetis, taxas de administração de fundos e corretagem, etc. (saiba mais sobre custos). Os impostos não foram descontados.

E o desempenho de alguns dos importantes benchmarks do mercado:

Ativo

Retorno 2° trimestre 2017

Poupança

1,08%

100% do CDI

2,54%

Tesouro Selic 2021

2,61%

Ibovespa

-3,21%

Enquanto o Ibovespa teve queda de 3,21% no trimestre, as Carteiras Magnetis que têm maior presença de renda variável (riscos 3, 4 e 5), tiveram resultado positivo. Isso acontece pois, para fins de diversificação, mesmo os portfólios mais arrojados têm uma camada de aplicações em renda fixa para controlar a volatilidade.

Resultado da Magnetis em 12 meses

Na perspectiva de 12 meses, como mostra o gráfico abaixo, fica mais fácil observar a volatilidade dos ativos ao longo do tempo e como a delação da JBS afetou as carteiras de riscos 3, 4 e 5 em maio:

Rentabilidade Magnetis versus Ibovespa e Tesouro Selic no 2 trimestre de 2017

Também é possível verificar a importância de se manter a perspectiva de longo prazo para o retorno da sua carteira de investimentos.

A única certeza que temos no mercado financeiro é que haverá altos e baixos, ou seja, volatilidade. Para lidar com isso é que investimos de maneira diversificada.

Por exemplo: enquanto ações e títulos pré-fixados despencaram depois da delação da JBS, os ativos de renda fixa pós-fixados não sofreram oscilações. Nas Carteiras Magnetis de riscos 3, 4 e 5, a queda dos ETFs e alguns fundos multimercados foi atenuada pela estabilidade dos títulos pós-fixados, demonstrando a proteção que a diversificação oferece.

Os investidores que venderam suas ações ou ETFs no dia 18 de maio levados pela emoção e pelo medo, não conseguiram recuperar seus valores depois. No fim do trimestre, a rentabilidade das carteiras já estavam perto do patamar pré-JBS e continuam a subir agora no início de julho. Por isso é importante mirar no longo prazo.

Também é interessante comparar o desempenho de um índice individual (Ibovespa) com o das carteiras diversificadas.

A queda do Ibovespa (linha vermelha) foi muito mais acentuada e brusca do que a queda das carteiras riscos 3, 4 e 5 no dia 18 de maio. As carteiras também se recuperaram mais rapidamente do que o índice sozinho, pois estão diversificadas dentre diversos tipos de ativos, inclusive renda fixa.

Leia também: 4 dúvidas e preocupações sobre investimentos depois da delação da JBS

Em resumo, este foi o resultado em 12 meses:

Perfil de risco

Retorno 12 meses

Carteira Magnetis 1

13,44%

Carteira Magnetis 2

13,57%

Carteira Magnetis 3

15,92%

Carteira Magnetis 4

17,25%

Carteira Magnetis 5

18,37%

E o desempenho de alguns dos importantes benchmarks do mercado:

Ativo

Retorno 12 meses

Poupança

7,22%

100% do CDI

12,86%

Tesouro Selic 2021

12,73%

Ibovespa

23,33%

Perspectiva para os próximos trimestres

Em termos do cenário político, a incerteza que teve como estopim a delação da JBS permanece até hoje. A Câmara dos Deputados irá votar no início de agosto se a denúncia contra o presidente por corrupção passiva segue para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Por outro lado, os diversos cenários relacionados a esse tema político já estão sendo observados e precificados pelo mercado. Em outras palavras: um dia parecido com 18 de maio, em que houve circuit breaker, só acontecerá se novos fatos totalmente inesperados vierem à tona.

Sobre a queda dos juros, esta é uma realidade e vai continuar.

Para o fim de 2017, o mercado está trabalhando com taxas de juros no patamar de 8,10% ao ano, a partir dos dados do mercado secundário da Anbima.

A respeito desse tema, fizemos um outro artigo falando sobre como investir em um cenário de juros em queda. Muitas pessoas acreditam que agora é a hora de aplicar em prefixados, mas esses títulos só trarão um retorno acima do esperado se os juros caírem mais que a expectativa.

A diminuição dos juros também acaba assustando muitos investidores, que já tinham se acostumado a ter rentabilidade de dois dígitos no ano e de pelo menos 1% ao mês. Esse cenário acabou por enquanto. Mas fica cada vez mais importante falar de rentabilidade real, ou seja, rentabilidade acima da inflação.

Os juros só estão caindo pois também houve queda da inflação. Se olharmos quanto o investimento rendeu acima da inflação, as carteiras de riscos 1 e 2 ficaram ainda melhores no segundo trimestre do que no primeiro trimestre. Fica claro que, em termos reais, o investidor de renda fixa não está perdendo dinheiro, pelo contrário, está colhendo um desempenho ainda melhor.

A inflação do segundo trimestre foi de apenas 0,22% e no primeiro trimestre de 0,96% - uns dos menores patamares da história. Apesar do aumento dos impostos sobre os combustíveis, os analistas de mercado não esperam que ocorra um grande impacto inflacionário.

As carteiras com renda variável tiveram uma performance baixa no trimestre, mas também estão em recuperação. Vale lembrar que as carteiras de riscos 3, 4 e 5 são indicadas somente para investidores que têm objetivos de médio ou longo prazos e que altos e baixos no curto prazo estão dentro do cenário já projetado pela Magnetis.

Rentabilidade acima da inflação

Ativo

Primeiro trimestre

Segundo trimestre

Tesouro Selic 2021

2,06%

2,39%

Magnetis risco 1

2,17%

2,44%

Magnetis risco 2

2,25%

2,44%

Magnetis risco 3

3,52%

2,03%

Magnetis risco 4

4,37%

1,52%

Magnetis risco 5

5,21%

1,22%

Como sempre dizemos, se o objetivo para o investimento do cliente não mudou, não há motivo para mexer no rumo da carteira de investimentos por causa de momentos de volatilidade.

Independentemente do contexto, os clientes Magnetis sabem que nossos algoritmos e equipe de gestão monitoram o mercado diariamente e estão preparados para lidar com qualquer cenário.

Isso é possível pois nossa estratégia entrega uma diversificação completa para cada perfil de cliente já a partir de R$ 10 mil.

E se você é novo por aqui, deixo o convite para você fazer uma simulação de investimentos gratuita no nosso site. Nossos especialistas em investimentos estão prontos para te ajudar se aparecer qualquer dúvida.

Luciano

Luciano Tavares é fundador e CEO da Magnetis. Administrador de carteiras credenciado pela CVM e planejador financeiro CFP ®, tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

Aviso legal: Resultados passados não são garantia de resultados futuros. O investidor precisa sempre levar isso em consideração em suas decisões de investimento.

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Magnetis: rentabilidade no 1° trimestre de 2017

Rentabilidade das Carteiras Magnetis em 2016​