Rentabilidade real: como descontar a inflação dos seus investimentos

por Malena Oliveira | 27/03/2019

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Todos os tipos de investimento estão sujeitos a uma prova de fogo: a rentabilidade real. Afinal, é ela que vai mostrar quanto as aplicações estão rendendo, descontando a inflação.

Neste post, você vai entender como calcular a rentabilidade real de um investimento, de modo a fazer comparações da forma mais correta.

Você vai exemplos de como saber qual é o rendimento real da poupança, do Tesouro Direto e de outras aplicações. Assim, saberá como escolher as melhores alternativas para você. Vamos começar?

O que significa rentabilidade real de um investimento?

Quando falamos que determinada aplicação financeira rendeu 10% no último ano, quase sempre estamos nos referindo à sua rentabilidade nominal — isto é, à sua taxa de retorno bruta, antes de qualquer tipo de desconto.

No entanto, é preciso descontar os custos e impostos que incidem sobre os rendimentos, pois o que realmente interessa é a rentabilidade líquida de uma aplicação.

Outro ponto bastante importante é a rentabilidade real. Como mencionamos, trata-se do rendimento de um investimento, descontando a inflação.

Já explicamos em outro post aqui no blog qual é o impacto da inflação sobre as suas aplicações financeiras. Mas recapitulando, a inflação faz o seu dinheiro perder o poder de compra com o passar do tempo.

Você já deve ter ouvido falar que ela representa um aumento geral no nível de preços da economia em um determinado período de tempo.

Isso significa que, quando há inflação, uma mesma quantidade de dinheiro passa a comprar menos produtos e serviços do que em um momento anterior. 

Por esse motivo, quanto maior for o tempo pelo qual você pretende investir, mais você deve prestar atenção na inflação.

Outro ponto importante: como o objetivo principal de quem investe é preservar ou aumentar o seu patrimônio financeiro, é necessário buscar investimentos que pelo menos garantam a manutenção do poder de compra dos recursos aplicados.

Assim, a rentabilidade de um bom investimento deve, no mínimo, recuperar o valor perdido para a inflação.

Mas aqui vai uma boa notícia: existem aplicações que já levam esse fator em conta. Antes de conhecer as alternativas, vamos entender melhor como calcular a rentabilidade real de um investimento.

Como calcular o rendimento real de um investimento?

Quando pensam na rentabilidade real, muitas pessoas acabam fazendo um cálculo simplificado para encontrar essa taxa: elas apenas subtraem o valor da inflação do resultado de um investimento.

Porém, esse procedimento não é correto. A fórmula certa para calcular a rentabilidade real é a seguinte:

Para facilitar a sua compreensão, aqui vai um exemplo. Imagine que você tenha feito um investimento cujo rendimento foi de 10% em um ano.

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Considerando que, naquele mesmo período, a inflação foi de 6%, como ficaria a rentabilidade real do seu investimento? Veja a seguir:

Dessa forma, sabemos que o rendimento real do seu investimento foi de apenas 3,77%. O restante foi comprometido pela inflação do período.

Como proteger os seus investimentos da inflação?

Como vimos acima, a inflação pode ter um impacto considerável sobre o resultado de uma aplicação financeira. Logo, é necessário encontrar um mecanismo para proteger o seu dinheiro desse efeito corrosivo.

Mas existem alternativas que podem ajudar e muito a manter o poder de compra do seu dinheiro. As principais delas são:

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ (antiga NTNB-Principal) é um dos títulos públicos negociados na plataforma do Tesouro Direto.

Sua rentabilidade é composta por uma taxa prefixada, mais um percentual que varia conforme a inflação acumulada no período.

Imagine, por exemplo, um título que pague uma taxa de 4% ao ano, mais a variação do IPCA. Isso significa que, ao longo do período em que o seu dinheiro estiver investindo, sua remuneração será proporcional a essa taxa.

O Tesouro IPCA é um dos investimentos mais seguros do mercado e permite aplicações a partir de R$ 30. Para investir, basta abrir uma conta em uma corretora.

Títulos de renda fixa com rendimento acima de 100% do CDI

O CDI é uma taxa bastante próxima da Selic, a taxa básica de juros do país. Como o objetivo da Selic é regular a inflação, ela geralmente está acima desse indicador.

Dessa forma, um investimento que tenha rentabilidade próxima ou acima da Selic e o CDI já estará ganhando da inflação em alguma medida.

É por isso que títulos de renda fixa (como CDBs, LCIs e LCAs) que tenham rendimento próximo ou acima de 100% do CDI já conseguem, de alguma forma, evitar a perda do poder de compra do seu dinheiro.

Carteira diversificada

Uma carteira diversificada é um conjunto de investimentos que uma pessoa faz com um objetivo: pode ser comprar a casa própria, trocar de carro ou viver de renda na aposentadoria.

Como esse tipo de investimento é mais apropriado para quem tem objetivos de longo prazo, deve incluir alguma estratégia que proteja o capital investido contra a inflação.

Os fundos de investimento são a forma mais popular do mercado de investir em uma carteira diversificada. Para investir em algum que forneça a proteção contra a inflação, basta selecionar algum que deixe esse objetivo claro em sua estratégia.

Além dos fundos, também existem consultorias de investimento que montam carteiras personalizadas de acordo com o seu perfil e os seus objetivos.

E não é preciso ter muito dinheiro para começar. As fintechs popularizaram esse serviço e, hoje em dia, é possível investir com pouco dinheiro de forma 100% online.

Resumindo, a rentabilidade real de um investimento é a verdadeira medida de quanto você está ganhando. Quer saber mais sobre como aumentar essa rentabilidade? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos e entenda como esse serviço pode ajudar você a alcançar os seus objetivos!

(Post originalmente publicado em outubro de 2017)

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