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Entenda a rentabilidade do Tesouro Direto e como calculá-la

Está pensando em sair da poupança, mas não sabe onde aplicar o dinheiro? Observando a rentabilidade do Tesouro Direto, dá pra ver que ele pode ser o primeiro passo rumo a uma carteira mais satisfatória.

Além de oferecer ganhos maiores do que a poupança, o programa de compra de títulos públicos é uma das aplicações mais seguras do mercado. E os títulos são acessíveis: é possível aplicar a partir de R$ 30. Apesar de a taxa Selic na mínima histórica fazer com que a aplicação renda menos, recentemente houve um aumento na rentabilidade dos títulos.

Mesmo assim, com a taxa básica de juros em 2,25% ao ano, é importante saber como é calculada a rentabilidade do Tesouro Direto. Além disso, é necessário entender no que se baseia a remuneração de cada título. Assim, é possível escolher o mais adequado aos seus objetivos e perfil de risco.

Acompanhe este post e veja tudo o que você precisa saber o assunto!

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é o programa de compra e venda online de títulos emitidos pelo Tesouro Nacional. Foi criado em 2002, e seu objetivo é tornar as aplicações financeiras mais acessíveis para Pessoas Físicas.

Em troca de emprestar dinheiro ao governo, quem aplica recebe o valor de volta acrescido de juros.

Como funciona o Tesouro Direto?

Para saber quais são as taxas oferecidas no Tesouro Direto, basta acessar o site ou o aplicativo do programa. Pelo site também é possível encontrar as taxas de compra e venda do dia, que são usadas no caso de venda antecipada dos títulos.

No momento da compra de títulos pelo site, caso as taxas sejam alteradas, quem investe recebe uma notificação. Dessa forma, a pessoa pode decidir se quer continuar a compra mesmo com a alteração.

Saldos e extratos podem ser consultados pelo próprio site do programa. Basta se cadastrar com login e senha.

Quais são as diferenças entre os títulos oferecidos?

Os títulos públicos são ativos de renda fixa. Ou seja, é possível saber as condições de rendimento na hora da compra do ativo, mas não necessariamente sua rentabilidade final.

Existem três tipos de títulos do Tesouro Direto, que funcionam de maneira bem diferente e têm riscos distintos. É importante conhecê-los para saber qual é o mais indicado para você.

No caso de títulos prefixados e indexados à inflação, é possível escolher entre títulos sem e com pagamento de juros semestrais. Eles são indicados para quem não quer esperar até o vencimento do título para receber os rendimentos proporcionados pela aplicação.

Veja abaixo quais são os títulos oferecidos.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado oferece uma taxa de remuneração fixa, que já é conhecida no momento da compra.

Costuma ser indicado para investimentos com prazo determinado, como a troca do carro em três anos. Isso porque mantém a mesma remuneração para quem investe, mesmo que os juros caiam neste período. Portanto, o ideal é comprá-lo quando há expectativa de queda da Selic.

Quanto mais longo o prazo de vencimento do título, maior é sua taxa de retorno. Contudo, também é maior o seu risco, já que está exposto a oscilações da inflação.

Tesouro atrelado à inflação

Considerado um título híbrido, o Tesouro IPCA+ remunera quem investe com uma taxa fixa mais a variação do índice de preços no período de aplicação.

É recomendado para objetivos de médio e longo prazo, como a aposentadoria. Isso porque a aplicação no título permite manter o poder de compra do dinheiro ao longo dos anos.

Tesouro indexado à Taxa Selic

O Tesouro Selic acompanha o movimento da taxa básica de juros. É indicado para montar a reserva de emergência por conta da liquidez imediata e do menor risco de perda de rendimento em caso de venda antecipada.

É indicado adquirir o Tesouro Selic caso precise do dinheiro no curto prazo, em momento indefinido e em ocasiões de expectativa de alta da Selic.

Quais são as taxas e tributos?

No investimento em títulos do Tesouro Direto são cobrados taxas e tributos. Veja abaixo quais são os custos envolvidos.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre o rendimento da aplicação. Contudo, é cobrado apenas caso o título público seja vendido em até 30 dias após a compra. Depois de 30 dias, o investimento fica isento do tributo.

A alíquota do tributo sobre o rendimento se reduz ao longo do período. Caso a aplicação seja vendida um dia após a compra, a alíquota será de 96%, e assim sucessivamente, até chegar a zero no 30º dia.

Taxa de custódia

A cada seis meses, a B3 cobra uma taxa pela custódia dos títulos, equivalente a 0,25% do valor investido por ano.

Imposto de Renda

A incidência de IR nos títulos do Tesouro Direto segue a tabela regressiva. Ou seja, quanto maior o tempo de investimento, menor a alíquota cobrada no vencimento ou no resgate antecipado do título.

A cobrança do tributo incide apenas sobre os rendimentos e é equivalente a 22,5% nos primeiros 180 dias da aplicação. Entre 181 dias e 360 dias, cai para 20% e, entre 361 a 720 dias, para 17,5%. Já para investimentos maiores do que 720 dias, a alíquota é de 15%.

Em títulos com juros semestrais, incide sobre o primeiro cupom a alíquota de 22,5%, no segundo 20%, e assim sucessivamente.

Taxa de administração

A taxa de administração serve para remunerar a instituição financeira por intermediar as transações com o Tesouro Nacional. Mas a maioria das corretoras já não cobra essa taxa em aplicações no Tesouro Direto.

Com valor que pode chegar a até 2% ao mês, a taxa de administração diminui o rendimento da aplicação. Por isso é recomendável que quem investe busque corretoras que não cobrem essa taxa no investimento. 

Como é a rentabilidade do Tesouro Direto?

Já sabemos que aplicar no Tesouro Direto em 2020 pode ser uma boa oportunidade. Mas é preciso entender sua dinâmica. A rentabilidade do Tesouro Direto não muda apenas quando a Selic muda. Ela também varia conforme o tipo de título escolhido e data de venda da aplicação financeira.

A remuneração dos títulos públicos pode ser prefixada e pós-fixada. Caso seja prefixada, o retorno é fixo desde o momento da compra até a data de vencimento do título. Já se for pós-fixada, como é o caso dos títulos indexados à inflação e à Selic, a remuneração é definida com base nesse indexador. Ou seja, pode variar ao longo dos anos até o dia do vencimento.

Mas, tanto no Tesouro Selic quanto no IPCA, a rentabilidade só muda se o título não for levado até o vencimento. Ou seja, se for vendido de forma antecipada. Caso contrário, mesmo que o título sofra variações de preço ao longo do tempo, ele vai pagar a taxa definida no momento da compra.

Isso porque esses títulos sofrem a chamada marcação a mercado. Ou seja, seu preço vai sendo atualizado conforme a demanda e a mudança do cenário econômico. Caso seja vendida antes do tempo, a aplicação tem o seu preço de mercado atual. Esse valor pode ser maior ou menor do que o que foi acordado no momento da compra.

Títulos com menor prazo de vencimento tendem a ser menos arriscados, pois costumam sofrer menos com variações de preços. Contudo, oferecem maior risco para quem investe, já que não permitem travar as condições e taxas por muito tempo. Ou seja, quem investe pode não conseguir aplicar no título novamente naquelas condições.

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Como calcular?

Existem ferramentas, como esta calculadora do Tesouro Direto, que permitem simular a rentabilidade dos títulos com diversos valores aplicados e em diferentes prazos.

Mas, para realizar a simulação, é necessário saber algumas informações básicas. Se você quer entender melhor como é calculada a rentabilidade da aplicação, siga os passos abaixo.

Divida o rendimento anual por 12

É sempre recomendável saber qual é a rentabilidade mensal das aplicações para compará-las de forma mais efetiva, principalmente com a poupança, cujo rendimento é mensal.

No Tesouro Direto, cada tipo de título tem uma rentabilidade mensal diferente. Por exemplo:

  • um Tesouro Prefixado com vencimento em 2023 paga hoje 4,87% ao ano, ou seja, 0,40% ao mês, já livre de taxas e impostos;
  • no Tesouro IPCA+ 2026, o rendimento é atualmente de 5,73% ao ano, ou seja, 0,47% ao mês;
  • o Tesouro Selic 2026 tem atualmente uma rentabilidade líquida de 4,94% ao ano, ou seja, 0,41% ao mês.

Em todos os casos, a rentabilidade mensal serve apenas como referência. É necessário considerar, por exemplo, o efeito dos juros compostos, que elevam o rendimento mensal.

Considere o valor da Selic

Antes de aplicar no Tesouro Direto, é necessário saber o valor da Selic, já que a rentabilidade oferecida pelos títulos se baseia nessa taxa.

Quanto menor for a taxa básica de juros, menor será a rentabilidade dos títulos públicos, e vice-versa. É possível saber qual é a taxa Selic anual no site do Banco Central.

Some a taxa fixa ao valor do IPCA

Nos títulos públicos indexados ao IPCA, é paga uma taxa fixa mais a variação do índice inflacionário. Portanto, para ter uma estimativa da rentabilidade do título, é necessário somá-las e monitorar as expectativas para o índice de preços.

Para obter a rentabilidade real de um título prefixado e do Tesouro Selic, é necessário descontar a inflação do período de investimento.

Como investir no Tesouro Direto?

O passo a passo para investir no Tesouro Direto é simples. Basta ter CPF e abrir uma conta em uma corretora. Esse cadastro inclui alguns dados pessoais e pode ser feito totalmente online.

Depois de aberta a conta, é necessário transferir dinheiro de uma conta bancária para a da corretora via TED. Depois, basta começar a aplicar.

Os resgates podem ser feitos a qualquer momento, pois os títulos têm liquidez diária. O governo garante a recompra dos papéis, e o dinheiro cairá em sua conta após um dia útil.

A compra de títulos públicos pelo Tesouro Direto pode ser feita das 9h30 às 17h, de segunda a sexta-feira. Se ultrapassar esse horário, a compra será concluída apenas no dia útil seguinte.

Corretoras costumam oferecer a possibilidade de agendar compras de forma automática, com valor e periodicidade definidos.

Para quem é recomendado esse tipo de investimento?

O investimento no Tesouro Direto é indicado para quase todos os perfis de risco. Contudo, é ainda mais recomendado para quem se enquadra nos perfis a seguir.

Quem tem dinheiro guardado na poupança

No Tesouro Direto, não é necessário se preocupar com o mês de aniversário da aplicação, como na poupança. Quem compra o Tesouro Selic pode resgatar o título a qualquer momento sem perda do rendimento.

Além disso, os títulos oferecem retornos maiores do que o da caderneta. Isso porque costumam render 100% da Selic. Quando a taxa básica de juros está abaixo de 8,5%, aplicações na poupança rendem apenas 70% do valor da Selic. 

Quem planeja aumentar ou criar uma reserva de emergência

Os títulos Tesouro Selic costumam ser os mais indicados para a formação ou a ampliação da reserva de emergência. Isso porque eles não têm desempenho negativo e podem ser sacados a qualquer momento, diferentemente de outros ativos de renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs.

Quem ainda está se organizando para começar a investir

Existem produtos de renda fixa que podem pagar retornos melhores do que os do Tesouro Direto. São opções como CDBs, LCIs, LCAs e também as debêntures.

Contudo, há quem não conheça muito sobre essas aplicações financeiras e queira investir inicialmente em algo mais simples e seguro. O Tesouro Direto atende a essas necessidades, principalmente por conta de sua liquidez diária ou imediata.

Ainda que você já saiba como funcionam as várias opções de investimento, o Tesouro Direto é recomendável em uma carteira de investimentos diversificada. Isso vale para desde o conservador ao arrojado.

É seguro investir no Tesouro Direto?

O Tesouro Nacional pode ser considerado o mais seguro emissor da economia. Isso porque o governo é visto como a maior instituição financeira de um país. Caso ele quebre, significa que antes dele toda a economia quebrou, inclusive os bancos. Por isso, ele é considerado tão seguro quanto a poupança.

Os títulos do Tesouro Nacional são uma boa opção de investimento, já que eles oferecem segurança e um rendimento melhor que o da poupança. Agora que você sabe como funciona a rentabilidade do Tesouro Direto, veja como declará-lo no Imposto de Renda.

Mariana Congo

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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