Conheça 10 rentabilidades que dependem da taxa Selic

por Luiza Caricati | 06/02/2020

rentabilidades que dependem da taxa selic
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A atual taxa básica de juros é a menor da história do Brasil, o que traz um impacto direto no mercado financeiro por vários aspectos. Um deles é a relação das rentabilidades que dependem da taxa Selic.

Essas rentabilidades vêm dos investimentos de renda fixa, nos quais as regras de rentabilidade são previstas.

Entre os principais produtos da modalidade, estão a poupança, títulos públicos, CDI, CDBs, LCs, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures.

Veja como funciona cada um desses investimentos e como eles são impactados pela taxa Selic!

Poupança

A poupança é o investimento mais popular entre os brasileiros. Contudo, a caderneta também é uma das aplicações menos rentáveis atualmente.

O cálculo do rendimento desse tipo de investimento está diretamente atrelado à taxa básica de juros desde 2012. Caso a Selic seja maior ou igual a 8,5% ao ano, a poupança terá rendimento de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).

Caso a Selic fique abaixo de 8,5%, a aplicação vai render 70% do valor da Selic vigente em cada período.

Hoje em dia, o rendimento da poupança é ruim e perde até para a inflação. Ou seja, quem aplica na caderneta perde poder de compra ao longo do tempo.

Títulos públicos

Os títulos públicos são a forma de o governo captar dinheiro no mercado para financiar o seu déficit fiscal. Essas aplicações são oferecidas por meio do programa Tesouro Direto.

O Tesouro Selic tem rentabilidade diretamente associada à Selic. Ou seja, seu rendimento cai quando a taxa de juros é menor, e vice-versa.

É considerado o título mais seguro do mercado, já que permite resgate do dinheiro a qualquer momento, sem risco de perda do valor. Por conta disso, é comumente utilizado em reservas de emergência.

CDI

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é um título privado emitido e utilizado apenas entre os bancos, em empréstimos de um dia.

Essas operações têm como objetivo evitar que saques não programados sejam maiores do que o valor depositado diariamente pelos clientes — o que evita oscilações nos caixas dos bancos.

A taxa de remuneração desse título serve como referência para a remuneração dos produtos de renda fixa oferecidos pelas instituições financeiras, como os CDBs, LCIs, LCAs e LCs.

O valor desse título é baseado na taxa de juros básica e, em geral, fica próximo à Selic — cerca de 0,10 ponto porcentual abaixo.

Ou seja, quando a Selic cai, o rendimento do título fica menor e, como consequência, os rendimentos em produtos de renda fixa também diminuem.

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CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por bancos com o intuito de captar recursos para financiar suas próprias operações.

O dinheiro corrigido é devolvido a quem aplica no vencimento do contrato, mas alguns CDBs têm liquidez diária (ou seja, é possível resgatar o dinheiro a qualquer momento).

A aplicação é garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores de até R$ 250 mil por CPF. O CDB pós-fixado tem rentabilidade diretamente ligada ao CDI. Ou seja, quando a Selic cai, seu rendimento fica menor.

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCI e LCA) são títulos de renda fixa. Sua emissão é feita por bancos e eles funcionam de forma semelhante ao CDB — com algumas diferenças:

  • a LCI tem como objetivo financiar o mercado imobiliário, enquanto a LCA dá crédito para o agronegócio;
  • são isentas de Imposto de Renda;
  • não têm liquidez diária, ou seja, é necessário carregar o título até o vencimento.

Garantidos pelo FGC no limite de R$ 250 mil por CPF, a rentabilidade desses títulos fica próxima do CDI. Ou seja, é proporcional à taxa Selic. Quando a Selic cai, o rendimento dos títulos diminui.

LC

A Letra de Câmbio (LC) é emitida por financeiras e tem como objetivo custear as atividades desse tipo de instituição, que é especializada em conceder crédito.

A aplicação é garantida pelo FGC no caso de valores de até R$ 250 mil por CPF. Não tem liquidez diária, como o Tesouro Selic e alguns CDBs. Isso significa que quem aplica precisa carregar o título até o seu vencimento.

Sua rentabilidade é atrelada ao CDI. Ou seja, quando a Selic cai, seu rendimento diminui.

CRI e CRA

O Certificado de Recebíveis Imobiliários e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRI e CRA), assim como a LCI e LCA, são títulos de renda fixa que financiam negócios no setor imobiliário e o agronegócio.

Mas, diferentemente das letras de crédito, não são emitidos por bancos, mas por empresas securitizadoras.

Além disso, não contam com a garantia do FGC. Quem aplica deve carregar o título até o vencimento ou tentar revendê-lo no mercado secundário.

A rentabilidade do CRI e CRA é equivalente a um percentual do CDI. Ou seja, acompanha o movimento da Selic.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por bancos para financiar atividades de uma empresa. Podem ser emitidos para aumento de capital, financiamento de projetos ou apenas para pagar dívidas.

Existem diferentes categorias de debêntures, entre elas as incentivadas, que financiam projetos de infraestrutura e são isentas de IR e IOF.

A rentabilidade dos títulos é equivalente a um porcentual do CDI. Ou seja, acompanha as oscilações da Selic de perto.

Agora que você já sabe quais rentabilidades dependem da taxa Selic, pode entender melhor como a diversificação de investimentos pode te ajudar na hora de investir bem. Para descobrir como uma consultoria de investimentos pode ajudar, leia nosso Guia completo sobre o assunto!

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