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Como resgatar investimentos sem perder dinheiro

Para ter sucesso em qualquer investimento, é preciso saber como as aplicações financeiras funcionam. Isso evita enganos e surpresas que podem trazer prejuízos. Um dos pontos que mais merecem atenção – além do seu perfil e dos seus objetivos – é saber como resgatar investimentos sem perder dinheiro.

As regras de resgate de cada investimento variam de acordo com a modalidade da aplicação. Assim, cada investimento terá características diferentes nesse sentido e nem sempre as aplicações serão totalmente comparáveis.

Para ajudar você a escolher as melhores alternativas, explicamos neste post como acontece o resgate dos principais tipos de investimentos. Confira!

Como acontece o resgate de um investimento?

Muitas pessoas que fazem uma aplicação financeira se esquecem de checar as condições de resgate desse investimento. Assim, na hora de sacar o dinheiro, acabam sendo surpreendidas pelo tempo que o resgate pode levar ou, em alguns, pelas taxas cobradas por esse saque.

Isso acontece porque a maioria dos brasileiros só conhece a poupança como investimento. Na caderneta, o saque é processado de forma imediata e não há nenhum prejuízo. Porém, não funciona assim para outros tipos de investimento.

Para entender como funciona o resgate de uma aplicação financeira, primeiro é preciso saber mais sobre a liquidez desse investimento. Liquidez, aliás, é o tempo que um ativo leva para ser transformado em dinheiro.

Em alguns investimentos de renda fixa com prazo de vencimento mais longo, é até possível resgatar o dinheiro antes do prazo. Porém, geralmente há um pedágio para esse resgate que pode comprometer o valor investido. A pessoa que sacar antes da hora pode até perder dinheiro, sem falar que a sua rentabilidade será prejudicada.

Imagine, por exemplo, alguém cujo principal objetivo é formar uma reserva financeira para os momentos de emergência. Pensando nisso, não faz sentido manter o dinheiro aplicado em investimentos com baixa liquidez, uma vez que eles levarão mais tempo para ser resgatados.

Por outro lado, quem investir em uma aplicação com liquidez diária (como um CDB, fundo de investimento ou a própria NuConta) poderá movimentar esses recursos quando quiser, sem prejuízo.

Quais investimentos podem ser resgatados a qualquer momento?

A poupança costuma ser o principal exemplo de aplicação que pode ser resgatada a qualquer momento. No entanto, apesar dessa vantagem, a sua rentabilidade é baixa, o que faz dela uma opção menos interessante, mesmo para quem está começando no mercado.

Para essas pessoas, uma alternativa interessante são os títulos do Tesouro Direto vinculados à Selic, taxa básica de juros da economia nacional. Eles têm liquidez diária e servem muito bem para quem está formando uma reserva de emergência ou ainda para quem está aprendendo sobre investimentos e não quer se envolver logo de início com aplicações mais complexas.

Alguns CDBs (Certificados de Depósito Bancário) também oferecem liquidez diária. Com uma boa pesquisa, é possível encontrar opções com rentabilidades interessantes, principalmente em bancos de pequeno e médio porte.

Resgatar investimentos tem custos?

Sim, podem existir alguns custos na hora do resgate. Ter uma boa noção sobre esses encargos é essencial, já que eles costumam impactar no valor visualizado na tela e aquele efetivamente depositado em conta quando o resgate é feito.

Vamos voltar aos títulos do Tesouro Direto vinculados à Selic, um dos exemplos do tópico anterior. Eles sofrem a cobrança de três tipos de taxas: a de custódia, a de administração e os impostos.

A taxa de custódia é incontornável. Ela remunera a Bolsa de Valores, responsável pelo registro e guarda dos títulos no nome do comprador. Desde janeiro de 2019, essa taxa foi reduzida de 0,30% para 0,25% ao ano, o que torna o Tesouro Direto ainda mais competitivo, principalmente quando comparado com outros investimentos que cobram taxas de investimento, como os fundos de renda fixa.

Já a taxa de administração é cobrada pelo banco ou corretora que administra esses investimentos ou oferece a plataforma para que eles sejam gerenciados. Por fim, temos os impostos. Nesse caso, a dica é usar o tempo a seu favor, uma vez que quanto maior o período de alocação do dinheiro, menores as alíquotas cobradas.

Com 30 dias de investimento, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é zerado. O Imposto de Renda, por sua vez, sofre reduções progressivas. Até 6 meses, a alíquota é de 22,5% sobre os rendimentos. A partir disso, ela vai sendo reduzida, até atingir 15% para valores aplicados há mais de 2 anos.

Regras similares são estendidas a outras formas de investimento, embora existam aquelas isentas da tributação pelo Imposto de Renda (como as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio), do mesmo modo que outras aplicações sofrem uma incidência maior de taxas de administração. Tudo isso afeta tanto a rentabilidade quanto os valores cobrados no momento do resgate.

Como escolher a melhor opção de investimento?

Para escolher um investimento da maneira correta, é preciso que o interessado analise as possibilidades disponíveis e conheça as regras básicas de funcionamento do mercado. Sem isso, a pessoa pode se assustar ao primeiro sinal de oscilação negativa brusca, o que é comum em algumas formas de investimento. Por isso, é preciso compreender também que um investimento quase nunca foca no curto prazo.

Por isso, uma boa decisão de investimento passa pela identificação do perfil de quem está investindo e pela definição de objetivos claros. O perfil vai orientar sobretudo a tolerância dessa pessoa aos riscos, inerentes a toda forma de investimento. Quanto maior esse nível de exposição, mais arrojado o perfil. Por outro lado, quanto menos tolerado, mais conservadoras serão as aplicações.

Quem tem um perfil mais conservador e está investindo para formar uma reserva financeira ou para adquirir um bem cujo valor já é conhecido deve focar nas opções de renda fixa, cuja rentabilidade é mais previsível.

De todo modo, esses objetivos devem estar sempre claros, principalmente porque permitem um controle maior, inclusive sobre a definição do momento ideal de fazer o resgate. Por meio do registro dessas metas em aplicativos e planilhas, torna-se possível tomar decisões mais seguras, como continuar com uma aplicação que apresenta oscilação negativa momentânea ou fazer o saque e arcar com a possibilidade de perdas, o que é mais comum em investimentos de renda variável. Ter esses dados sempre em mãos reduz a chance de equívocos.

Assim, para obter sucesso na hora de investir, é indispensável combinar conhecimento e estudo sobre o mercado com um bom planejamento. Tal combinação permite identificar qual é o momento ideal e como resgatar investimentos sem perder dinheiro.

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Malena Oliveira

Especialista em Finanças Pessoais e membro do Grupo Consultivo de Educação Financeira da Anbima.

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