Como funciona o resgate de títulos do Tesouro Direto? Entenda aqui!

por Malena Oliveira | 10/06/2019

Como funciona o resgate de títulos do Tesouro Direto? Entenda aqui!


Uma das principais dúvidas em relação aos investimentos em Tesouro Direto diz respeito ao resgate de títulos, ou seja, transformar aquela aplicação novamente em dinheiro.

Nesse sentido, é possível fazer o resgate de títulos do Tesouro Direto antes da data de vencimento. Isso requer, porém, alguns cuidados. Antes do vencimento, o preço do título vai ser o de mercado, o que significa que pode ser maior ou menor do que o que você pagou por ele.

Pensando nisso, elaboramos este artigo para que você saiba melhor como funciona o resgate de títulos do Tesouro Direto. Você vai saber como deve proceder para solicitar o resgate antecipado, o que observar e quais são os riscos e os custos desse procedimento. Confira!

O que é o resgate de títulos do Tesouro Direto?

Quando compramos um título público, ele tem um vencimento. No momento de produção deste artigo, o título de vencimento mais longo é o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050. Essa data — 2050 — indica o ano do vencimento. O de data mais próxima é o Tesouro Prefixado 2022, como informa o site do Tesouro Direto.

Entretanto, nem sempre podemos ou queremos permanecer com a aplicação até o seu vencimento. Nesse caso, é possível solicitar o resgate antecipado.

Se a sua corretora é um agente integrado do Tesouro Direto, basta fazer isso no próprio site da empresa. Caso contrário, acesse o site do Tesouro com a sua conta e faça o pedido por lá.

Como funciona o rendimento do Tesouro Direto no resgate antecipado?

Muita gente pensa que um investimento de renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto, tem um rendimento garantido em qualquer situação, mas não é bem assim. Os títulos de renda fixa têm o retorno contratado no momento da aplicação, desde que você permaneça com ele até o vencimento.

Assim, se você comprou um Tesouro Selic com vencimento em 2025, por exemplo, nessa data receberá o valor investido corrigido pela Selic, descontados os impostos e as taxas.

Se decidir solicitar o resgate antecipado, no entanto, você receberá pelo título o valor de mercado, que oscila de acordo com as condições do mercado.

Isso quer dizer que, no momento do resgate, o preço do título pode estar maior ou menor do que o que você pagou por ele, ou ter rendido mais ou menos do que a variação da Selic no período.

Essa oscilação costuma ser maior para títulos de longo prazo, como o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050. A razão disso é que a previsibilidade para um período tão grande é muito baixa.

Quem sabe como vão estar os juros, a inflação e o crescimento econômico daqui a 30 anos, não é mesmo? Por isso, antes de solicitar o resgate, confira o preço de mercado do título naquele momento e veja se a operação vale a pena.

Quando é possível solicitar o resgate de títulos do Tesouro Direto?

O sistema do Tesouro Direto fica em manutenção diariamente das 5h30 às 9h. Nesse período não é possível fazer a solicitação de resgate. Fora isso, o pedido pode ser feito das 9h30 às 18h em dias úteis, com os preços e as taxas do momento da transação. Das 18h às 5h, os resgates serão liquidados com os preços de abertura do dia útil seguinte.

Aos fins de semana e feriados é permitido solicitar o resgate das 18h às 5h, que também será executado com os preços e as taxas da abertura do primeiro dia útil seguinte.

Assim, nesse período das 18h às 5h, tanto nos dias úteis quanto nos fins de semana, os valores exibidos no site do Tesouro Direto são apenas para referência.

Vale também destacar que só é possível vender os títulos de volta para o próprio governo. Não existe, portanto, um mercado secundário de títulos públicos, em que os investidores negociam os títulos entre si, como acontece com as ações.

Quais são os custos relacionados ao resgate antecipado?

Ao solicitar o resgate antecipado, você vai pagar os custos do investimento, além do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), caso tenha pedido o resgate até 30 dias após a data da aplicação. Confira abaixo os custos envolvidos no resgate de títulos do Tesouro Direto.

IOF

Como dissemos acima, existe cobrança de IOF em títulos públicos, toda vez que se resgata a aplicação em um prazo de até 30 dias. O imposto incide sobre o rendimento apurado.

Se houver prejuízo, portanto, essa cobrança não existe. O rendimento é decrescente, de acordo com o número de dias em que o dinheiro permaneceu aplicado.

Assim, se a diferença entre a data da aplicação e a do resgate for de apenas um dia, a alíquota é de 96% sobre o rendimento, e vai diminuindo até ser zerada com 30 dias.

Taxa de administração

Boa parte das corretoras não cobra taxa de administração sobre investimentos em títulos públicos do Tesouro Direto, mas algumas adotam essa prática. Se for esse o caso, você terá que pagar a taxa proporcional ao período em que o recurso permaneceu aplicado.

Taxa de custódia do Tesouro Direto

A B3 cobra uma taxa de custódia de 0,25% ao ano sobre o valor do título pela guarda do ativo. Essa taxa também será aplicada de forma proporcional quando for feito o resgate antecipado.

Imposto de Renda

O rendimento obtido com a operação está sujeito à incidência de Imposto de Renda com a mesma tabela aplicada aos demais investimentos de renda fixa.

Há uma alíquota mais alta para aplicações de curto prazo, que vai diminuindo conforme o recurso passa mais tempo aplicado. Confira abaixo os prazos e alíquotas:

  • 22,5%, para aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20%, para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
  • 17,5%, para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
  • 15%, para aplicações com prazo acima de 720 dias.

Agora você já sabe como funciona o resgate de títulos do Tesouro Direto e os cuidados que deve ter caso opte pelo resgate antecipado. Coloque tudo na ponta do lápis para saber se a operação vale a pena e, principalmente, para evitar prejuízos.

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