Risco e retorno: aprenda a avaliar seus investimentos

por Fernando Reis | 16/10/2017

Risco e retorno: saiba como avaliar seus investimentos

Se você busca um novo investimento, provavelmente já encontrou várias opções com propostas de alta rentabilidade. Porém, deve ter se perguntado “será que a relação entre risco e retorno desse investimento vale a pena?”.

Bem, se ainda não levantou esta questão, já está mais do que na hora!

Como regra, investimentos que possuem maior possibilidade de retorno sempre possuem um risco proporcional. Porém, um bom investidor não deve pensar apenas em um dos fatores isoladamente, mas sim na relação entre risco e retorno. Evitar uma aplicação arriscada pode ser bom, mas talvez o retorno oferecido não valha tanto a pena. Ou, ao buscar um investimento com alta rentabilidade, pode ser que o risco de perda seja alto demais.

Entender melhor a relação entre essas duas variáveis é a chave para ter uma carteira de investimentos mais rentável, especialmente no médio e longo prazo.

Por isso, resolvemos falar desses conceitos e mostrar como você pode aplicar melhor o seu dinheiro. Acompanhe!

Por que a relação entre risco e retorno é importante

Como acabamos de mencionar, é difícil aumentar seu rendimento de forma mais agressiva sem arriscar parte do seu capital. A grande questão aqui é “por quê?”. Um bom investimento poderia progredir indefinidamente, mantendo sua proporção entre risco e retorno? A resposta é “não”.

Em geral, isso acontece porque quando um investimento possui risco muito baixo, não há uma grande obrigação de manter o retorno alto para mantê-lo atrativo. Digamos que um produto seja de fácil acesso em muitas lojas próximas a você. A alta concorrência entre os comerciantes e ausência de um diferencial costuma obrigá-los a manter a suas margens de lucro mais baixas. A poupança, por exemplo, serve muito mais como uma conta para depósitos do que como forma de investimento.

Por outro lado, fundos com risco elevado precisam de uma taxa de retorno mais alta para manter a aplicação atrativa. Digamos que você tenha 50% de chance de perder R$ 100 em um investimento. Porém, os outros 50% envolvem um lucro de R$ 1 mil. Com uma taxa de retorno x risco tão favorável, você poderá fica muito mais inclinado a colocar seu dinheiro lá.

Claro, há outras formas de risco envolvidas, sendo que algumas não podem ser bem mensuradas. Por exemplo: há vários setores de mercado que possuem um alto risco atrelado. Variações na taxa de juros, riscos de mercado, de crédito e de liquidez fazem parte do dia a dia de qualquer investidor.

Qual a relação entre risco e volatilidade?

Você certamente já ouviu falar do termo “volatilidade” em vários lugares. De fato, ele é um componente muito forte do risco de um investimento, mas também pode contribuir para sua rentabilidade.

De forma simples, uma aplicação mais volátil é aquela que possui alta taxa de variação na sua rentabilidade ao longo do tempo. É o caso de um ativo da Bolsa que começa o dia com um lucro de 50% e termina com um prejuízo de -30%. São números fantasiosos, mas servem para exemplificar a situação.

Logicamente, a taxa de retorno x risco desse ativo é bem ampla. Dependendo do momento em que você aplica seu capital e quando resolve vender suas ações, você pode obter um grande lucro. Por outro lado pode ser que, a qualquer momento, o ativo entre em uma baixa, perdendo completamente seu valor.

Vejamos outro exemplo mais simples: você começa uma aplicação de R$ 1 mil em uma empresa na Bolsa. Nos primeiros dois meses, sua valorização está em 25%, o que te dá bastante confiança. Porém, como você escolheu um ativo com alta volatilidade, as ações caem no mês seguinte e ficam 10% abaixo do valor inicial. Talvez você se recuse a vender suas ações no prejuízo, mas as quedas continuam e a empresa vai à falência.
Seus R$ 1 mil iniciais mal valem alguma coisa graças à volatilidade.

Como equilibrar retorno x risco?

Essa é, provavelmente, a pergunta mais importante aqui. Afinal, como você pode dizer se o retorno de um investimento está com uma boa proporção diante do risco? Bem, não há uma resposta fechada, mas temos alguns critérios que você pode seguir:

1. Faça um estudo de mercado

Apesar da natureza inconstante de muitas aplicações (acabamos de falar sobre volatilidade, não é?), há muitas formas de tentar inferir a tendência de uma aplicação a gerar mais lucro — ou, pelo menos, não cair no prejuízo.

Por exemplo, a tendência histórica de um ativo. Se ele está em um momento de alta e não demonstra sinais de que vai cair, pode ser uma boa hora para começar a investir. Se, pelo contrário, há algum indicativo de que seu valor pode diminuir logo, é melhor vender suas ações rapidamente.

Claro, há sempre a chance de que sua previsão não se confirme. Nenhuma possibilidade é verdadeira até que os fatos ocorram. Mas trabalhar com os casos mais prováveis dará a você uma boa margem de segurança.

2. Considere seu perfil

A relação retorno x risco que você busca geralmente é um reflexo do seu perfil de investimento. Os mais conservadores dão prioridade para os menores riscos, pois não querem perder suas aplicações do nada. Já os mais arrojados aceitam arriscar parte do seu dinheiro se, no fim das contas, os lucros forem bem altos.

Ao buscar um especialista para auxiliar você no processo de investimento, tente determinar junto a eles o tipo de perfil que mais lhe agrada. É provável que você comece com algo mais modesto até ganhar mais segurança, passando para investimentos mais variados entre alto e baixo risco.

Ninguém disse que você deve colocar todos os seus ovos numa mesma cesta, não é mesmo?

3. Diversifique seus investimentos

Um erro muito comum para novos investidores é não abandonar um investimento quando ele começa a gerar prejuízo. É verdade que o mercado dá voltas e aquele mesmo ativo pode subir de valor. Mas se essa não é a tendência atual, não espere que ela mude só porque você precisa.

Uma forma eficiente de ter diversificação em seus investimentos é através de uma carteira diversificada. Desta forma, além de diversificar as aplicações em categorias de ativos como renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA, LC) e renda variável (ações, ETFs) , você também diversifica dentre diferentes tipos de ativos. Assim você consegue controlar a exposição do seu portfólio de investimentos a diferentes tipos de riscos, como o risco de mercado (variação dos preços) e risco de crédito (calote do emissor). 

Agora que você entende melhor como avaliar a relação entre risco e retorno de um investimento, pode tomar decisões bem mais lucrativas. Quer continuar acompanhando nossos conteúdos? Então siga-nos no Facebook, Twitter, LinkedIn e no YouTube para ficar sempre por dentro de nossas novidades.

Fernando Reis é administrador e Analista de Marketing de Conteúdo da Magnetis.

 

 

Avaliar o post