Entenda como gerenciar os riscos em investimentos

por Malena Oliveira

Todo investimento tem seus riscos, mesmo aplicações tão seguras como a poupança e o Tesouro Direto. Na hora de investir, muitas pessoas olham apenas para o rendimento de uma determinada aplicação financeira e esquecem de questionar o quanto ela é arriscada ou mesmo se está de acordo com seu perfil de investidor.

Sabia que é possível melhorar seus ganhos gerenciando de forma mais adequada os riscos dos seus investimentos? É exatamente sobre isso que vamos falar neste post.

Existe uma relação entre risco e retorno que você deve manter sempre em mente na hora de tomar uma decisão sobre onde aplicar o seu dinheiro: quanto maior for o retorno que um investimento oferece, mais arriscada essa aplicação tende a ser.

A partir de agora, vamos entender todos os detalhes sobre essa relação, quais são os diferentes tipos de riscos dos investimentos e o que você precisa fazer para investir de acordo com o seu perfil. Vamos começar?

1. O que é risco em investimentos?

O risco de um investimento é a possibilidade de que o rendimento projetado não se concretize.

Toda expectativa relacionada a um evento futuro está sujeita a imprevistos. Isso vale para tudo na vida.

Quando se trata de aplicações financeiras, esses imprevistos podem estar vinculados a condições de mercado que, por sua vez, são influenciadas por uma série de fatores: políticos, climáticos, tecnológicos, e assim por diante.

Os imprevistos também podem estar relacionados a condições da própria organização que emitiu uma aplicação financeira: no caso de ações, a empresa que as ofertou ao mercado pode falir; no caso de um título como um CDB, por exemplo, o banco que o vendeu pode não pagar o rendimento que prometeu, e assim por diante.

Mas existem mecanismos de proteção no mercado brasileiro, dos quais falaremos mais adiante neste post.

O ponto é que a probabilidade de retorno inferior ao esperado está presente em qualquer tipo de aplicação, pois a sua remuneração ocorre no futuro. E no espaço de tempo entre a compra e a venda desse ativo, alguns eventos podem aumentar ou diminuir a rentabilidade projetada.

O risco está justamente em a rentabilidade ser menor do que a projetada ou de o investidor perder dinheiro com uma aplicação financeira.

2. Por que é importante conhecer os riscos em investimentos?

Antes de aprender a gerenciar os riscos de seus investimentos, você precisa conhecê-los. Esse processo auxilia você da seguinte forma:

  • ajuda a decidir onde investir;
  • fornece uma visão melhor sobre as opções de aplicações financeiras para proteção;
  • permite escolher os melhores ativos dentro de uma mesma faixa de risco;
  • aumenta as chances de alcançar seus objetivos;
  • possibilita uma melhor organização financeira.

Identificar os pontos de vulnerabilidade dessa análise faz com que você reflita melhor sobre as suas decisões de investimento.

Fazendo isso, você aumenta as suas chances de ganhos financeiros, pois passa a conhecer melhor os fatores que podem comprometer a rentabilidade das suas aplicações.

Sabendo disso, você consegue também antecipar se terá de fazer algum ajuste em sua carteira de investimentos no futuro, levando em conta alguma mudança no seu planejamento financeiro.

Para facilitar, vamos ver um exemplo. Vamos supor que hoje você seja um investidor da bolsa de valores preocupado em maximizar o seu retorno. O seu estilo de vida é simples, você é solteiro e não tem que se preocupar com tantas despesas.

Porém, daqui a cinco anos você pretende se casar e ter pelo menos um filho. Naturalmente, sua casa precisa de um espaço para o bebê. Talvez até tenha que ser uma casa maior. Já pensou em como essa mudança impactaria o seu planejamento financeiro?

É justamente por isso que é necessário refletir sobre riscos. Afinal, um investidor de bolsa que não tem tanta necessidade de capital pode arriscar perder um pouco mais hoje para ganhar um pouco mais amanhã.

Porém, criar um filho e manter uma casa demanda mais capital. Ainda que o investidor tenha um perfil mais arrojado, ele precisa de alguma garantia de retorno em seus investimentos.

Por isso, mais do que conhecer nomes e siglas, é fundamental reconhecer em que momento financeiro você se encontra e saber onde você deseja estar no futuro. A partir daí, é preciso alinhar suas aplicações financeiras a esses objetivos, de maneira que elas ajudem você a chegar lá.

3. Tipos de riscos em investimentos

Agora que você já entende a importância de saber quais são os riscos em investimentos, chegou a hora de aprender sobre os diferentes tipos de riscos que existem, como eles podem afetar seus investimentos e como é possível gerenciá-los. Confira cada um deles em detalhes:

3.1. Risco sistêmico

O risco sistêmico é o risco de todo um sistema, setor ou mercado entrar em colapso. Ele é decorrente da conjuntura econômica e tem um efeito abrangente, atingindo mesmo quem não está diretamente envolvido com os fatores que o originaram.

Em 18 de setembro de 2008, o Lehman Brothers, um dos principais bancos dos Estados Unidos até então, anunciou seu pedido de falência. Naquele momento, desencadeou-se uma crise que repercutiu globalmente.

A instabilidade impactou todas as bolsas de valores do mundo e acendeu o sinal de alerta não só de investidores, mas de governos de diversos países, inclusive do Brasil.

Os efeitos dessa crise foram tão intensos que se prolongaram por anos e afetaram economias de diversos países.

Por conta dessa característica, é possível fazer uma analogia entre o risco sistêmico e efeito dominó. Diante de um efeito tão severo, capaz de colapsar um sistema, não há muitas formas de o investidor se prevenir, a não ser que ele tenha recursos para aplicar fora daquele sistema.

3.2. Risco não sistêmico

O risco não sistêmico é localizado. Ou seja, ele interfere em um determinado segmento do mercado, sem gerar um efeito de propagação.

Um risco não sistêmico varia conforme o fator que o origina, podendo ser:

3.2.1. Risco de mercado

Risco de mercado é o risco de resultado negativo de uma aplicação financeira por conta da variação de seu preço.

Qualquer ativo financeiro está sujeito à variação de preço. São movimentos decorrentes da demanda por esse tipo de instrumento ou das oscilações do mercado como um todo.

O mercado financeiro vive de expectativas. As pessoas só investem em determinados tipos de investimento porque acreditam na sua alta. Quando essa perspectiva de alta diminui, investidores passam a buscar menos determinado tipo de ativo e seu preço cai.

3.2.2. Risco de liquidez

O risco de liquidez é o risco de o investidor não conseguir comprar ou vender determinado ativo.

A liquidez de um investimento é determinada pela facilidade com que ele pode ser transformado em dinheiro.

Um investimento é mais líquido quando pode ser facilmente resgatado.

Por outro lado, é menos líquido quando o resgate demora mais tempo para ser feito ou o processo impõe alguma penalidade ao investidor, como a perda de parte da rentabilidade, por exemplo.

Vamos ver a seguir alguns ativos classificados pelo tipo de liquidez.

Um apartamento, por exemplo, é geralmente um ativo mais líquido que uma mansão, pois demora menos tempo para ser comprado ou vendido.

A mesma coisa acontece com os investimentos. As ações costumam ser mais líquidas que os títulos de renda fixa com prazo de vencimento (CDB, LCI, LCA). A poupança, mesmo com rendimento ruim, é mais líquida que boa parte dos fundos de investimento, e assim por diante.

Note que, para haver liquidez, é necessário interessados tanto em comprar quanto em vender um determinado ativo. Assim, se houver só uma ponta compradora ou vendedora, não há negócio.

O risco de liquidez está justamente em não existir uma dessas pontas, ou seja, de o investidor não conseguir comprar ou vender determinado ativo por falta de interessados em fechar negócio.

3.2.3. Risco de crédito

O risco de crédito é o risco de uma instituição não pagar o rendimento prometido na data combinada por motivos de calote ou falência.

Entenda o investimento como um empréstimo. Quando você adquire um título do Tesouro Direto, por exemplo, está financiando o poder público, que utilizará os recursos captados para investir no país.

Em um determinado período, o dinheiro que você aplicou será pago com juros, configurando o seu ganho na operação. Nesse caso, você é o credor e o governo o seu devedor.

Quem fornece o crédito assume o risco da inadimplência do devedor. Isso quer dizer que você pode perder dinheiro ao adquirir um título público? Dependendo do título (e do governo), sim.

No caso do Tesouro Direto, em última instância, o governo brasileiro tem poder constitucional para imprimir dinheiro para pagar seus credores, apesar de esse processo não ser visto com bons olhos por especialistas.

Além disso, o Tesouro Nacional é reconhecido por ser uma instituição com altos padrões de controle, o que gera a confiança de grandes investidores no Brasil e no exterior.

Falando agora de instituições privadas, os títulos emitidos por bancos (CDB, RDB, DPGE, LCI, LCA e LC), além de depósitos em conta corrente e poupança, são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC é um fundo para o qual contribuem todos os bancos do país. Ele serve como um colchão de segurança.

Caso um desses bancos quebre, o dinheiro do FGC é usado para ressarcir os clientes desse banco até o limite de R$ 250 mil, com um teto de R$ 1 milhão por CPF (entenda como funciona o mecanismo).

O caso mais recente de socorro do FGC aos clientes de um banco foi o caso do Banco Neon, em maio de 2018. Foram apenas 14 dias entre o anúncio da liquidação extrajudicial do banco e a comunicação da devolução do dinheiro aos investidores.

Mas se o título for emitido por empresas, como as debêntures , não há essa segurança nos investimentos.

O importante é saber que a capacidade de pagamento do emissor de um determinado ativo configura o risco de crédito. Dessa forma, a sua decisão de investimento precisa observar, além de outros aspectos, quem está emitindo o ativo.

Considere aspectos como patrimônio da instituição ou empresa, perspectivas, alavancagem (o quanto o patrimônio da empresa está comprometido com dívidas) e sua reputação no mercado.

Um dos indicadores de credibilidade é o rating, a classificação de risco de crédito para empresas e governos.

Rating ou classificação de risco é uma metodologia criada por agências para indicar a saúde financeira de uma instituição e sua capacidade de honrar pagamentos.

Diferentes agências possuem diferentes metodologias, mas a base comum parte de uma análise dos indicadores econômicos de uma empresa ou país.

A partir daí, a agência emite um selo que indica o estado de saúde financeira daquela instituição. (Um selo AAA indica plena capacidade de pagamento de obrigações, por exemplo).

É com base nessa classificação que grandes investidores e outras entidades nacionais e internacionais decidem onde investir ou não.

3.2.4. Risco operacional

Risco operacional é o risco de uma empresa ou instituição quebrar por conta de falhas em sua operação. Essas falhas podem ser causadas por fatores internos ou externos.

Toda operação está sujeita a falhas. Essa é uma questão difícil de ser mensurada, já que esses eventos são imprevisíveis e não há como supor a ocorrência de problemas antecipadamente, a não ser que haja algum tipo de negligência.

Os riscos operacionais podem acontecer em qualquer esfera empresarial: gestão, processos, recursos humanos, recursos materiais, entre outras. É fundamental compreender que essas são situações que podem ocorrer e podem ter um efeito significativo sobre a credibilidade da marca — tudo vai depender da extensão dessa falha.

Sendo assim, como se prevenir desse risco? O melhor caminho é acompanhar relatórios da empresa e seus indicadores, que podem apontar possíveis falhas.

Por exemplo, uma companhia que tem um comprometimento elevado das finanças com processos judiciais pode estar enfrentando demandas decorrentes de práticas negativas, como problemas trabalhistas ou descumprimento de exigências legais, por exemplo.

Geralmente, o preço de um ativo no mercado costuma refletir a sua reputação. Assim, os papéis de uma empresa ou governo com uma sólida reputação tendem a ter um preço mais alto, justamente pela confiança que essa instituição desperta no público.

O contrário também pode ser observado: o preço das ações de uma companhia costuma cair após algum evento negativo para a reputação da empresa, como um acidente ou um escândalo, por exemplo.

3.2.5. Risco em TI

Risco em TI ou Tecnologia da Informação é o risco de algum fator relacionado à segurança da informação impactar o funcionamento de uma organização.

Esse é um tipo de risco que está relacionado ao risco operacional, mas de forma ainda mais acentuada. Além do comprometimento de sua estrutura no que tange a questões tecnológicas, também há a questão dos dados da entidade e dos públicos que se relacionam com ela.

Como o uso de sistemas informatizados está amplamente presente nas instituições, uma falha nessa área pode comprometer, mesmo que temporariamente, a produtividade do negócio, reduzindo seus resultados.

No acompanhamento das operações da empresa, o que você deve observar é o investimento que ela faz em inovação e TI. Uma organização que investe pouco nessas áreas tende a ser mais vulnerável a esse tipo de risco.

3.2.6. Risco legal

Risco legal é o risco de algum fator relacionado à legislação afetar as atividades de uma entidade.

Quando se trata de investimentos, se as condições estabelecidas para o rendimento de uma aplicação financeira não forem transparentes ou respaldadas por instituições de fiscalização, podem não se cumprir.

O investidor tem direitos, assim como o emissor de um contrato ou título tem seus deveres. Nesse sentido, uma cláusula mal elaborada pode gerar dor de cabeça.

Está mais suscetível a esse tipo de risco quem negocia com agentes ou instituições que atuam em um mercado desregulamentado.

Uma modalidade recente que está nessa situação são as criptomoedas, como o bitcoin por exemplo. A questão não é se esse investimento é bom ou ruim, mas o quanto ele é juridicamente seguro.

Investimentos regulamentados são acompanhados por órgãos como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Se você quiser evitar esse tipo de risco, o melhor a fazer é buscar investimentos regulamentados, de emissores fiscalizados por esses órgãos.

3.2.7. Risco externo

O risco externo ou risco no exterior é o risco de problemas que afetam a economia de outros países respingarem no Brasil. A crise de 2008, já citada neste post, foi um dos exemplos mais recentes.

Por conta desses problemas, há uma variação mais intensa no fluxo de capital estrangeiro (o dinheiro que investidores de fora do país investem aqui) que entra no país e isso se reflete nas expectativas quanto ao desempenho futuro da economia.

O problema principal ocorre quando esse fluxo cai de maneira abrupta. Com a tensão estabelecida por essa oscilação, quem é responsável pela produção de bens e serviços no país fica mais cauteloso, as empresas produzem menos, os preços sobem, a economia trava e, consequentemente, empresas e investidores lucram menos.

3.2.8. Risco de reputação

O risco de reputação ou risco reputacional engloba todos os efeitos negativos que pesam contra uma empresa ou instituição financeira.

Ele resulta de falhas ou práticas danosas possivelmente identificadas entre os riscos anteriores. Ou seja, problemas operacionais, legais, de crédito, liquidez e mercado podem levar à baixa reputação ou à baixa credibilidade.

As ações da Vale, por exemplo, fecharam em queda acentuada um dia após o desastre de Mariana, em novembro de 2015. Esse é um efeito de um erro operacional que afetou a reputação da marca. Nesse caso, as ações da Vale em queda puxaram para baixo o Ibovespa como um todo.

4. Como é feita a análise de riscos?

Como já foi mencionado, a análise de riscos sempre leva em conta o perfil do investidor. Há pessoas que podem arriscar um pouco mais de seu patrimônio para ter a chance de obter um retorno maior em suas aplicações financeiras. Há pessoas que precisam de aplicações financeiras mais seguras.

Compreendida essa primeira questão, é hora de analisar as opções de aplicações disponíveis.

A partir daqui, a análise deve ser feita com base no risco e retorno que cada ativo oferece. Afinal, para que correr tanto risco se o retorno oferecido não compensa tanto assim?

Para ilustrar, vamos começar pela forma mais simples, que é a sua própria percepção de ganho ou perda. Quando você faz um investimento, naturalmente, reflete sobre o potencial de retorno e risco. Veja essa os dois exemplos a seguir:

4.1. Carteira conservadora

Inv​esti​mento: R$ 1.000,00

Resgate: 1 ano

Melhor cenário: 20% de chance de obter R$ 1.064,32

Cenário intermediário: 50% de chance de obter R$ 1.059,85

Pior cenário: 80% de obter R$ 1.055,40

4.2. Carteira arrojada

Inv​esti​mento: R$ 1.000,00

Resgate: 1 ano

Melhor cenário: 20% de chance de obter R$ 1.226,95

Cenário intermediário: 50% de chance de obter R$ 1.109,05

Pior cenário: 80% de obter R$ 1.002,48

Sem fazer qualquer cálculo, apenas simulando o retorno do investimento, você consegue visualizar as possibilidades e identificar se prefere arriscar mais ou não.

No entanto, ao projetar os ganhos de uma aplicação financeira, vale ficar atento a dois pontos:

  • Não é indicado escolher um investimento apenas por sua performance no passado. Nada garante que ele irá repetir o desempenho que teve até o dia de hoje, pois as condições da economia podem mudar e isso pode afetar o desempenho de seus investimentos;

  • Ganho projetado não é garantido. Não é porque um determinado investimento tem certa perspectiva de rentabilidade que aquela aplicação renderá exatamente aquele valor. Antes de fazer a aplicação, cabe ao investidor refletir se aquela perspectiva faz sentido para seu planejamento financeiro e o que pode acontecer se aquela projeção ficar abaixo do esperado.

 5. Entenda o seu perfil de investidor

Imagino que, agora, você esteja se questionando sobre qual é o seu perfil de investidor. Então, confira as características para saber com qual você se identifica:

5.1. Perfil conservador

É o investidor que deseja preservar seu patrimônio. Pretende, portanto, remunerar seu capital, mas não tem necessidade ou expectativa de arriscar muito para isso. É claro que quanto mais for possível rentabilizar, melhor, mas com o mínimo risco possível.

5.2. Perfil moderado

Aqui se enquadra o investidor que quer economizar dinheiro para o futuro e está disposto a arriscar alguma parte do seu capital para ter a chance de uma rentabilidade um pouco maior.

No entanto, o apetite ao risco não é tão intenso a ponto de justificar aplicações tão arrojadas. Dessa forma, a carteira tende a equilibrar investimentos em renda fixa e variável para aumentar os ganhos sem sofrer com oscilações muito acentuadas.

5.3. Perfil arrojado ou agressivo

O investidor agressivo ou arrojado é aquele que está começando a construir seu patrimônio e que, portanto, tem menos receio de perder dinheiro. Ele sabe que tem a chance de recuperar seu capital no futuro caso perca dinheiro hoje tentando rentabilizar seus recursos. Nesse caso, faz sentido arriscar mais.

Isso não quer dizer que esse investidor abre mão da segurança. Só que a tendência é que boa parte de seu dinheiro esteja aplicado em renda variável, que oferece oportunidades de retorno mais interessantes.

6. O que o investidor pode fazer ao identificar um risco?

Os riscos existem, isso é um fato. O que fazer, então, quando você se deparar com algum  eles? Veja como agir nas principais situações:

6.1. Evitar o risco

Para quem tem aversão ao risco, o mais recomendado é evitá-lo. Quando um investidor conhece o seu perfil, fica mais simples entender o que ele tolera e o que ele não tolera em um investimento.

Assim, um investidor que sabe que é conservador, por exemplo, vai evitar investir em aplicações que lhe ofereçam risco elevado de perda.

6.2. Aceitar e reter o risco

Um investidor que, por outro lado, já elaborou seu planejamento financeiro, sabe em que momento da vida ele se situa e já possui uma reserva de emergência, pode tolerar um pouco mais de risco para obter um retorno financeiro maior.

6.3. Reduzir o risco

É possível tentar reduzir o risco de um investimento diminuindo o volume daquela aplicação em sua carteira.

Também é possível fazer novos investimentos em ativos mais seguros para balancear uma carteira de investimentos e torná-la mais conservadora, de modo que possíveis perdas com determinada aplicação sejam amortecidas por esses investimentos mais seguros.

6.4. Explorar o risco

Sempre há a possibilidade de se apropriar do risco para elevar os ganhos. Nesse caso, o investidor se arrisca mais com o objetivo atingir um ganho maior. Ou seja, ele está buscando um prêmio por esse risco, que é o quanto ele pode ganhar por se expor a possíveis perdas.

7. Como gerenciar os riscos dos seus investimentos

Agora que você conhece melhor os principais riscos que podem comprometer o rendimento de uma aplicação financeira, está pronto para começar a refletir sobre a sua própria carteira de investimentos.

A seguir, veja algumas dicas de como você pode administrar melhor os riscos dos seus investimentos levando em conta o seu perfil de investidor e o seu planejamento financeiro.

7.1. Identifique os riscos

Verifique quais são os riscos possíveis de uma aplicação financeira. Quais são os eventos, internos e externos, que podem interferir nos seus resultados? O retorno daquela aplicação depende do resultado da empresa ou está mais ligado a questões que ela não pode controlar?

7.2. Analise os riscos

Avalie de que forma esses riscos podem afetar suas aplicações. Qual é o potencial efeito em sua carteira de investimentos? Qual porcentagem de seus investimentos está comprometida com esse tipo de risco? Você tem uma reserva de emergência para o caso de alguma perda ou necessidade de capital?

7.3. Priorize os riscos

Diante disso, quais são os riscos que você está disposto a aceitar e quais vai descartar? Vale a pena correr esses riscos diante do ganho potencial que determinada aplicação pode oferecer? E se houver alguma mudança no cenário, tanto na economia quanto em seu próprio planejamento financeiro?

7.4. Planeje respostas aos riscos

De que maneira você responderá à ocorrência desses riscos? Você venderá seus investimentos para conter eventuais perdas? Quanto tempo durará sua reserva de emergência se ela se transformar em sua principal fonte de renda?

7.5. Se não conseguir sozinho, confie em um especialista

Muitas pessoas não conseguem se dedicar a tantos detalhes na hora de investir seu dinheiro e ficam apreensivas ao não saber se estão investindo bem o seu dinheiro ou não. Nesses momentos, por que não contar com a ajuda de um especialista?

Você pode recorrer a uma consultoria de investimentos, por exemplo, para descobrir as melhores aplicações para você. E hoje, com a tecnologia, não é preciso nem sair de casa para encontrar os melhores investimentos para o seu perfil.

A importância da diversificação

Como você deve ter observado, neste post falamos de aplicar em uma carteira de investimentos em vez de investir em apenas uma aplicação financeira.

Isso porque pois fica mais fácil administrar os riscos quando você tem um mix de investimentos em vez de todo o seu dinheiro concentrado em apenas uma aplicação.

Em uma carteira de investimentos, quando uma aplicação não tem uma performance tão boa, outra pode compensar esse desempenho. Essa técnica de investimentos é a diversificação, o famoso "não coloque todos os ovos na mesma cesta".

Aqui na Magnetis, adotamos a diversificação para construir, de forma automatizada, carteiras de investimento adequadas a cada perfil de investidor. Buscamos sempre combinar o menor risco possível com a melhor rentabilidade dentro de cada perfil. O resultado é o melhor investimento com o menor custo.

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Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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