A Semana nos Investimentos: por que os fundos imobiliários vão render menos?

por Malena Oliveira | 04/11/2019

A Semana nos Investimentos: veja como foi o Ibovespa e a cotação do dólar
consultoria de investimento

Quer saber como vai ser A Semana nos Investimentos? Toda segunda-feira, você confere as últimas notícias e análises sobre o mercado financeiro aqui no Blog da Magnetis.

Você também confere como está o desempenho do Índice Bovespa, a cotação do dólar e uma visão geral sobre os principais tipos de investimentos.

Ficou em dúvida ou quer fazer alguma sugestão? Basta deixar o seu comentário no final do post. Agora, vamos começar?

Por que os fundos imobiliários vão render menos?

Se você acompanhou o noticiário financeiro na semana passada, deve ter visto que o Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic para 5% ao ano. Anteriormente, ela estava em 5,5% ao ano.

Assim, não só os investimentos mais básicos (como a poupança e o CDB) terão rendimento menor, mas também as aplicações mais sofisticadas, como os fundos imobiliários.

Existem vários tipos de fundos imobiliários, mas eles têm basicamente dois tipos de ativos em sua carteira:

  • imóveis físicos: prédios residenciais, edifícios comerciais, shopping centers, hospitais, agências bancárias, galpões logísticos e até lotes de terra;
  • aplicações financeiras relacionadas ao mercado imobiliário: é o casos de investimentos de renda fixa como a LCI e o CRI, um tipo de título privado com risco um pouco maior.

Quando a Selic sobe ou cai, todos os investimentos de renda fixa se ajustam a essa mudança.

E não importa se a rentabilidade é prefixada ou pós-fixada – como é o caso das aplicações cujo rendimento é dado em percentual (%) do CDI.

Isso acontece porque essa família de investimentos se ajusta às perspectivas para o comportamento da Selic. Não é à toa que o nome é renda fixa.

Por isso, o rendimento mensal que os fundos imobiliários pagam tende a ser um pouco menor também. Tudo depende da quantidade de aplicações de renda fixa que eles têm nas suas carteiras.

Principais destaques da semana: 4 a 8 de novembro

A semana começou com a bolsa de valores alterando o seu horário de funcionamento.

A partir desta segunda, o pregão vai das 10h da manhã até as 18h, sem after market. A mudança foi feita por causa do fim do horário de verão nos Estados Unidos.

O destaque desta semana vem do exterior: a China e os Estados Unidos estão caminhando para um acordo que pode colocar um fim à guerra comercial entre os dois países.

Essa disputa, que já se arrasta há meses, se dá por causa da sobretaxa que os EUA impuseram sobre produtos chineses. Os impostos mais pesados incidem sobre roupas, eletrodomésticos e itens eletrônicos.

Agora, segundo veículos da imprensa estrangeira, integrantes do governo de Donald Trump estudam reduzir as taxas sobre alguns produtos.

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Em troca, os americanos querem que Pequim reforce sua regulação para proteger a propriedade intelectual.

Na prática, isso significa que os EUA querem uma regulação mais dura para proteger suas empresas que querem fazer negócios no país.

O fim da guerra comercial entre EUA e China anima o mercado pois, em teoria, aumenta os fluxos de comércio internacional e beneficia as economias de ambos os países.

Além disso, também gera impactos positivos para outros países que têm negócios com essas economias, incluindo o Brasil.

Mercado financeiro: a semana de 28 de outubro a 1º de novembro

A semana anterior foi bastante movimentada por causa da reunião do Copom, um comitê de diretores do Banco Central que define a taxa de juros da economia.

Apesar de o corte já ser esperado, a surpresa veio da clareza do comunicado do BC: ele dá como certo um novo corte na Selic até o fim do ano.

Assim, a taxa encerrará 2019 em 4,5% ao ano. A próxima reunião do Copom acontece nos dias 10 e 11 de dezembro.

Falando agora do Ibovespa, ele vem acumulado recordes de alta desde a aprovação da Reforma da Previdência.

Na semana passada, o principal índice de ações da bolsa fechou em alta de 0,77%, aos 108.195,63 pontos.

Veja a seguir o desempenho do Ibovespa na semana passada. O maior tombo do índice aconteceu na quinta-feira, dia 31, justamente por causa do temor de EUA e China não chegarem a um acordo.

(desempenho do Ibovespa na semana de 28 de outubro a 1º de novembro
Fonte: Trading View)

Dólar cotado a R$ 3,99

O dólar fechou a semana em queda de 0,36%, em baixa pela segunda vez consecutiva. Notícias positivas sobre a criação de emprego nos EUA animaram os investidores.

Como isso afeta os seus investimentos?

Com a taxa Selic cada vez menor, os investimentos de renda fixa entregam uma rentabilidade cada vez mais baixa.

Mas isso não significa a morte dessa família de aplicações. Esses investimentos sempre farão parte da carteira de qualquer pessoa, pois eles servem para dar liquidez e controlar os riscos da sua carteira.

Por outro lado, vai ser cada vez mais difícil ter bons resultados sem recorrer à diversificação dos seus investimentos.

Se você quer saber se a sua estratégia está no caminho certo, não precisa esperar. Basta fazer uma Análise de Investimentos com nosso time de consultores e tirar as suas dúvidas!

Até a próxima semana! 😀

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