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SMAL11: tudo o que você precisa saber sobre esse ETF

Os juros caíram e você já sabe que precisa assumir mais riscos nos investimentos para manter o nível de rentabilidade da carteira. Contudo, já investe em ações e não sabe como fazer essa diversificação na bolsa? O ETF SMAL11 é uma opção.

ETFs são fundos de índice, uma forma simples de aplicar em diversas empresas que compõem um indicador. Sua performance busca refletir o desempenho do índice de referência. O processo de compra e venda das cotas dos fundos de índice, que são negociadas na B3, é idêntico ao de ações.

No ano de 2019, o SMAL11 rendeu 57,16% — percentual bem acima do Ibovespa, o principal índice da bolsa, que valorizou 31%. Atualmente, cada cota do fundo é negociada por cerca de R$ 140.

Quer saber mais como funciona o fundo de índice? Continue acompanhando o nosso post!

O que é o SMAL11, ETF baseado no índice Small Cap?

O iShares Small Cap (SMAL11) é um dos 16 ETFs listados na bolsa. Lançado em 2008 e gerido pela BlackRock, o fundo se baseia no índice Small Cap (SMLL).

O SMLL reúne companhias que têm baixo valor de mercado, faturamento e liquidez. Ao mesmo tempo, esses papéis costumam ter maior potencial de valorização em relação a outros papéis mais negociados, distribuídos por grandes empresas. São papéis de companhias cujo valor costuma variar entre 300 milhões e 2 bilhões de dólares.

Quais empresas fazem parte do SMAL11?

Fazem parte da carteira do SMAL11 ações que compõem a carteira teórica do índice Small Cap.

O índice é composto por companhias que pertencem a diversos setores da economia, como Marisa, Arezzo, Banco Pan, Gol, Hering e CVC. Elas podem ser tanto empresas novas, que não são líderes de mercado, quanto empresas consolidadas que pertencem a setores menores.

Mas há algumas exigências para que as ações façam parte da carteira do fundo. As ações que compõem o SMAL11 devem representar 15% da soma dos valores de capitalização das companhias listadas na B3. Além disso, os papéis devem ter sido negociados diariamente nos pregões nos últimos 12 meses.

Apenas 5% da carteira do fundo é investida em outros ativos que não façam parte do SMLL.

Quais são as vantagens de investir no ETF SMAL11?

Veja abaixo quais são os pontos favoráveis para aplicar dinheiro no SMAL11.

Diversificar ativos

Ao aplicar no ETF, é possível investir em diversas ações de uma só vez. O índice Small Cap é composto por 100 companhias. O fundo que reflete o índice, portanto, é uma forma de acessar um mercado abrangente.

Pulverizar o risco

Investir em diversos ativos, seja na renda fixa, seja na renda variável, reduz o risco das aplicações. Isso é especialmente importante ao investir em small caps, já que as ações têm pouca liquidez.

Essa característica aumenta a possibilidade de oscilação no desempenho de cada papel, e pode ser difícil vendê-los. Portanto, comprar uma cesta de ações que compõem o SMAL11 minimiza o risco de adquirir cada uma separadamente.

Taxas menores

As taxas de administração dos ETFs costumam ser menores do que as de fundos de investimento tradicionais. Isso porque sua gestão é passiva e tem como objetivo apenas acompanhar o desempenho de um determinado índice. A do SMAL11 custa 0,69% ao ano.

Além disso, se comparado à aquisição da mesma quantidade de ações individualmente, o custo de um ETF é menor para quem investe.

Quem aplica paga uma única corretagem para investir na carteira que reflete o índice. Contudo, em algumas corretoras pode ser necessário pagar uma taxa de custódia. A B3 também pode cobrar uma taxa de custódia e ainda uma tarifa por cada operação realizada.

Comodidade

Quem investe em um ETF não precisa acompanhar o desempenho das ações, definir quais serão adquiridas e rebalancear a carteira periodicamente. Todo esse trabalho é feito pelo gestor do fundo.

Os ETFs ainda reinvestem automaticamente dividendos que podem ser distribuídos pelos papéis, e também alugam ações de forma automática.

Quais são as desvantagens de investir em SMAL11?

Veja agora quais são os pontos negativos de aplicar no ETF.

Alta volatilidade

As ações do índice Small Cap têm liquidez menor do que as mid e large caps, empresas com maior capitalização de mercado e liquidez. Isso faz com que a volatilidade dos papéis seja maior. Ou seja: em média, o índice vai refletirá o sobe e desce desses papéis, que será maior do que o do Ibovespa.

Portfólio limitado

As ações que compõem o índice são escolhidas de forma quantitativa. Ou seja, características como saúde financeira e vantagens competitivas de cada empresa não são consideradas na escolha.

Portanto, quem decidir montar uma carteira com ações Small Caps com base em uma análise de cada negócio pode obter ganhos maiores. No SMAL11, o portfólio será sempre atualizado conforme o índice.

Riscos mais elevados

As ações Small Caps são menos acompanhadas pelos analistas de mercado. Nesse cenário, é maior o risco de o valor de mercado da companhia se distanciar do valor justo. Ao mesmo tempo em que amplia oportunidades de ganhos, essa precificação pode aumentar o risco do investimento.

Como qualquer investimento de renda variável, não é possível saber antecipadamente qual será o retorno da aplicação. Quem investe precisa vender sua cota no mercado, e pagar o valor da aplicação naquele momento. Esse valor pode ser maior ou menor do que o valor de compra. O dinheiro é recebido em três dias úteis após a negociação.

Por conta dos riscos envolvidos, a aplicação no SMAL11 é indicada para objetivos de médio e longo prazo.

Tributação

Diferentemente da compra direta de ações, os ETFs não têm isenção de Imposto de Renda para vendas abaixo de R$ 20 mil. A alíquota do imposto corresponde a 15% da rentabilidade do fundo.

Agora você entende como funciona o SMAL11 e sabe que ele pode ser uma boa maneira de diversificar o seu portfólio na bolsa. Então, que tal verificar se ele se enquadra no seu perfil e apetite a risco? Conheça o serviço de consultoria de investimentos!

Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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