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Swap cambial: entenda o que é e como funciona

Quem acompanha as atividades do mercado financeiro sabe que o swap cambial é uma ferramenta bastante utilizada pelos bancos globais. Essas instituições operam como facilitadoras ou como intermediárias dos ajustes monetários. No caso do Brasil, esse papel é feito pelo Banco Central (BC).

O swap cambial é um instrumento para manter o controle sobre a variação cambial das principais moedas da economia mundial — por exemplo, o dólar.

Neste artigo, você confere como esse recurso funciona, qual é a sua importância no mercado e como ele influencia o chamado dólar futuro. Boa leitura!

O que é swap cambial?

O swap cambial é uma ferramenta usada pelo Banco Central para controlar a instabilidade da moeda nacional, o real, em relação ao dólar. Atualmente, o dólar é considerado a moeda mais forte do mercado, por isso ele é utilizado como referência.

Vale ressaltar que o swap cambial é um instrumento comum em regimes de câmbio flutuante. Ou seja, em mercados nos quais há grandes oscilações de câmbio, como é o caso do Brasil. Assim, esse recurso é considerado um contrato de troca de indexadores.

O objetivo do swap cambial é proteger a exposição ao risco cambial ou, ainda, reduzir o custo do empréstimo de uma moeda estrangeira.

Como ele funciona?

Para compreender o conceito de swap cambial na prática, imagine que uma empresa brasileira faz operações tanto em reais quanto em dólares. Durante o período de um mês, as transações dessa empresa renderam 100 mil dólares de recebimento e R$ 400 mil em despesas.

Com o dólar cotado em R$ 4,10, a empresa teria um lucro de R$ 10 mil ao fim do mês. Porém, é possível que tal valor seja completamente alterado caso a cotação do dólar mude — podendo, inclusive, causar prejuízo.

É para evitar essa vulnerabilidade à variação cambial que o swap cambial acontece. Nesse caso, a empresa realiza a troca do risco das moedas para se proteger. Assim, caso ocorra uma grande variação cambial, a organização não sofre com oscilações em seus lucros.

Como o swap cambial tradicional e o swap cambial reverso se diferem?

Para entender ainda mais sobre as implicações do swap cambial, é preciso saber que existem duas categorias desse recurso: tradicional ou reverso.

No swap cambial tradicional, é como se o indivíduo que deseja investir em dólar acreditasse que os juros não vão ultrapassar a cotação dessa moeda. Porém, o Banco Central sinaliza o contrário. Nesse caso, o BC oferece o pagamento da oscilação que o dólar sofreu, enquanto o indivíduo paga ao BC a variação da taxa de juros. Aqui, ocorre uma troca de rendimentos entre as duas partes.

Já o swap cambial reverso é utilizado para controlar as quedas do dólar, o que afeta especialmente as exportações do país. O processo é praticamente o mesmo do swap cambial tradicional, mas não há troca de rendimentos entre as partes.

Isso acontece porque o Banco Central oferece aos compradores os juros do período, enquanto quem investe paga ao BC somente a oscilação cambial. Assim, as pessoas que investem podem se proteger das possíveis flutuações do dólar.

Como o Banco Central utiliza o swap cambial?

O Banco Central é a instituição que opera os ajustes monetários no país. Assim, ao realizar o swap cambial, o objetivo do BC não é lucrar, e sim controlar as movimentações de mercado futuro. Essas movimentações, em especial a oscilação do dólar, impactam diretamente a inflação do país.

De maneira simplificada, o Banco Central utiliza o swap cambial para fazer com que o dólar sempre caia em relação ao real. Tal medida ocorre a fim de controlar a volatilidade do câmbio ou para identificar quais são as probabilidades futuras dos agentes econômicos.

Por essa razão, os swaps cambiais sempre foram muito convenientes ao mercado financeiro. Em especial porque eles também permitem a redenominação de empréstimos ou outros pagamentos de uma moeda para a outra.

Isso vem acompanhado de várias vantagens para indivíduos e empresas. Existe flexibilidade de proteger o risco associado a outras moedas, e o benefício de travar taxas de câmbio fixas por um longo período de tempo.

Como o swap cambial impacta o dólar futuro?

O dólar futuro é bastante afetado pelo swap cambial, uma vez que essa ferramenta lida diretamente com ele. Quanto maior o valor do swap cambial, mais lotes de dólar futuro serão comprados ou vendidos no mercado futuro.

Nesses casos, cabe ao Banco Central e ao próprio mercado aceitar as condições do contrato. Mas, se isso não ocorrer, temos um novo impacto nos preços do dólar futuro.

Contudo, o leilão programado ou não programado (que também é feito pelo BC) estão entre as manobras mais utilizadas quando se trata do dólar futuro. Nesse caso, os preços sofrem uma influência bem grande, pois entende-se como uma manobra não prevista pelo mercado.

Para quem investe, o swap cambial ajuda a obter melhores resultados com suas aplicações. Ele funciona como uma espécie de garantia, pois blinda a rentabilidade dos investimentos em relação a qualquer variação no mercado.

Para grandes corporações, o swap cambial oferece a oportunidade única de levantar fundos em uma moeda específica e fazer economias em outra. O risco de realizar transações de swap cambial é mínimo, o que é uma grande vantagem. Isso ajuda a evitar negociações com prazos muito extensos, por exemplo.

Além disso, esse recurso é líquido, e as partes podem estabelecer um contrato a qualquer momento durante a vida útil de uma transação. Logo, entender a funcionalidade do swap cambial é essencial para qualquer pessoa que deseja atuar no mercado financeiro.

Como vimos, o swap cambial é uma ferramenta bastante útil para quem deseja investir. Quem compra ou vende dólar e quer ficar por dentro das negociações cambiais precisa compreender como acontece essa troca de moedas.

Neste post, vimos como funciona o swap cambial, bem como a relevância do Banco Central nesse processo. Agora, aproveite e conheça nosso guia para Consultoria de Investimentos! Com ele, você vai perceber como esse serviço faz toda a diferença na hora de aplicar seu dinheiro.

Luiza Caricati

Luíza Caricati é jornalista e redatora na Magnetis.

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