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Taxa de rebate: o que é, como funciona e qual o valor da taxa?

Já ouviu falar em rebate financeiro? Se você investe ou pretende investir seu dinheiro em fundos de investimento, saiba que esse é um tema muito importante na gestão do seu patrimônio.

Ainda que se assemelhe à nossa língua-mãe, é importante dizer que o termo vem do inglês e significa algo como desconto ou restituição. Mas o que será que ele quer dizer exatamente quando o assunto são os seus investimentos?

Explicaremos ao longo deste post o que é rebate financeiro e por que você deve considerá-lo na hora de escolher as melhores opções para investir. Acompanhe!

O que é taxa de rebate?

É chamada de rebate financeiro a comissão destinada a quem vende as cotas de participação em produtos financeiros,como fundos de investimento. Geralmente, esses intermediários são gerentes de bancos ou funcionários de corretoras de valores que negociam as cotas de participação.

Por isso, é comum ouvirmos falar em rebate financeiro quando o assunto são taxas que incidem sobre aplicações financeiras. No entanto, esse modelo de remuneração nem sempre é transparente para quem investe, que muitas vezes não sabe o quanto esse custo impacta nas aplicações.

Outro detalhe importante é que as taxas de rebate podem influenciar diretamente as recomendações de investimento feitas por esses intermediários. Essa é uma discussão importante quando falamos sobre a escolha das melhores aplicações para cada perfil.

Por isso, conhecer bem essa taxa é uma boa forma de se preparar para tomar boas decisões na hora de montar sua carteira de investimentos.

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Como funciona a taxa de rebate?

Em fundos de investimentos, a taxa de rebate é direcionada aos intermediadores pelos próprios gestores de cada fundo. Os valores provêm da taxa de administração paga pelos cotistas. Esta também é composta de custos relacionados à gestão dos ativos e à remuneração dos gestores.

A verdade é que grande parte daqueles que investem não têm o conhecimento necessário sobre essa taxa e seus impactos. Detalhes assim costumam fazer com que essas pessoas, em muitos casos, não saibam ao certo o quanto pagam de taxas em suas aplicações.

Nos últimos anos, no entanto, vem crescendo entre os agentes financeiros uma tendência de aumento na transparência quanto às taxas aplicadas sobre seus produtos. Esse é um movimento muito positivo, que dá mais poder de análise a quem investe.

Com informações claras, fica mais fácil analisar as reais condições de cada opção e usar isso como fator de comparação entre investimentos.

Como vimos, o funcionamento da taxa de rebate em um fundo de investimento é bastante simples. Ainda assim, é importante conferir se ela está sendo informada com transparência e se faz a aplicação valer a pena em cada caso.

Qual é o valor dessa taxa de rebate?

O valor da taxa de rebate pode variar de acordo com o fundo de investimento e com as políticas de remuneração do agente financeiro intermediador. Em geral, ela varia entre 15% e 35% da taxa de administração do fundo, representando uma margem significativa de diferença. Vamos analisar uma situação prática para facilitar essa análise.

Considere um fundo de investimento com taxa de administração de 1,5% ao ano. Se o montante total investido por uma pessoa for de R$ 100 mil, a taxa será de R$ 1,5 mil. A partir desse valor, podemos calcular a taxa de rebate que efetivamente será paga, bastando aplicar a porcentagem praticada.

Dessa forma, se o índice for de 15%, a taxa de rebate será igual a R$ 225. Já se a cobrança for de 35%, o valor correspondente será de R$ 525. Na prática, quanto maior a taxa de rebate, maior também tende a ser a taxa de administração do fundo, evidenciando a relevância dessa análise.

É importante ressaltar que as instituições financeiras usam a possibilidade de variação dessa taxa de forma estratégica, alinhada ao seu próprio plano de negócios. Assim, nem sempre a alternativa oferecida pelos agentes pode ser o mais interessante para quem vai investir.

Por isso, é preciso prestar atenção na hora de decidir onde aplicar o seu dinheiro. O ideal é verificar com critério tanto a taxa de rebate que incidirá sobre o investimento quanto o desempenho do fundo pretendido.

Quais são os modelos de remuneração praticados no mercado financeiro?

Agora que você já entendeu o que é a taxa de rebate, é preciso conhecer também os modelos de remuneração que podem ser praticados. Essa é mais uma forma de se preparar para fazer as comparações necessárias e decidir qual aplicação é a melhor para o seu perfil.

Fee-based

No modelo fee-based, a instituição financeira é remunerada pela gestão da carteira de investimentos de cada cliente. Assim, quem investe paga uma taxa única com base em seu patrimônio aplicado. Os pagamentos ocorrem mensalmente ou na hora do resgate de recursos.

O modelo fee-based costuma ser mais vantajoso para quem investe, já que a taxa não varia de acordo com os produtos indicados pelos agentes. Assim, os intermediadores podem oferecer aplicações mais alinhadas com os interesses dos clientes, já que sua remuneração será sempre a mesma.

Isso faz com que a cobrança seja mais transparente e reduz os possíveis conflitos de interesse na negociação de cotas de fundos de investimento.

Commission-based

Por outro lado, no modelo commission-based, a remuneração é baseada na quantidade de indicações de produtos realizadas pelos agentes e instituições financeiras. Ou seja, eles recebem uma comissão referente a cada negociação, que é exatamente a taxa de rebate.

Essa é a opção mais comum no mercado de investimentos, já que costuma garantir maiores receitas aos intermediadores. No entanto, é também esse modelo de remuneração que mais exige atenção de quem está analisando onde investir.

É fundamental prestar atenção para garantir que os produtos financeiros em que você vai investir são realmente boas alternativas para o seu caso. Se o modelo de remuneração for o commission-based, certifique-se de que o investimento é vantajoso para você, e não apenas para o intermediário.

Além do rebate financeiro, existem muitos outros conceitos importantes que quem investe no mercado precisa conhecer. Por isso, confira nosso post que mostra como você pode adquirir esses conhecimentos por meio dos livros sobre investimentos!

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Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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