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Taxa Selic: o que é? Como ela afeta os investimentos? Tudo o que você precisa saber

A taxa Selic é um dos principais indicadores do mercado financeiro no Brasil. De tempos em tempos, os jornais anunciam que ela subiu ou caiu e falam, também, da sua influência sobre os investimentos.

Apesar de ser um indicador bastante comum, muitas pessoas têm dúvidas e até desconhecem as principais características e informações relacionadas à Selic.

Neste post, você vai entender o que é a taxa Selic, como ela é definida e como está ligada às aplicações financeiras. Também vai entender se é possível fazer um investimento de acordo com ela. Acompanhe e descubra as respostas!

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O que é a taxa Selic?

Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia. A taxa que é gerada a partir desse sistema é chamada de taxa Selic.

Ela reflete os empréstimos de curto prazo negociados entre os bancos no mercado de títulos públicos. Essas instituições fazem esses empréstimos para conseguir dinheiro para suas operações.

As negociações geram uma taxa média diária, que é convertida para porcentagem ao ano (%) e divulgada todos os dias pelo Banco Central (Bacen).

Assim como os bancos negociam entre si para levantar recursos, eles também negociam com as pessoas por meio de diversos tipos de investimento. Para definir qual será a rentabilidade dessas aplicações, eles usam a taxa Selic como referência.

No entanto, não se trata da Selic anunciada nos jornais. Vamos entender melhor no próximo tópico.

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Quem é o responsável por definir a taxa Selic?

Com você viu, a taxa Selic é o nome dado à taxa básica de juros da economia brasileira. Desde 1979, ela é utilizada pelo Bacen para controlar tanto a inflação quanto o Produto Interno Bruto (PIB) no contexto da política monetária nacional.

Parte do Bacen, o Comitê de Política Monetária (Copom) é um órgão que tem a finalidade de estabelecer as diretrizes da política monetária. Uma de suas atribuições é definir a taxa básica de juros.

O Copom é integrado por oito membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil e é presidido pelo presidente do Bacen. Atualmente, quem ocupa esse cargo no órgão é o economista Roberto Campos Neto.

Quais fatores influenciam as variações da taxa Selic?

Quando o assunto é variação da taxa Selic, é preciso levar em consideração três critérios que impactam diretamente a oscilação da taxa. São: a inflação, o movimento do dólar norte-americano e o desemprego.

A inflação é, sem dúvida, o principal fator de influência. Afinal, uma das ferramentas do Banco Central para combater sua alta descontrolada é justamente a elevação da taxa Selic.

Assim, quando o nível dos preços aumenta, o dinheiro e o poder de compra também sofrem modificações.

Agora, vamos falar do comportamento do dólar norte-americano, que é base da economia mundial e define o valor de outras moedas em diferentes pontos do globo.

Imagine, por exemplo, a valorização do dólar em razão de uma política adotada pelo governo norte-americano. Essa movimentação vai causar um impacto direto no comércio internacional, podendo afetar negativamente o mercado de importações em razão de um eventual aumento de preços.

O dólar mais alto causa reflexos nos preços de inúmeros produtos. Isso, porque grande parte das matérias-primas utilizadas nas indústrias brasileiras vem do mercado externo, e o seu preço é negociado em dólar.

O terceiro ponto que influencia a taxa Selic é o desemprego, pois o baixo índice de ocupação da população leva a uma lentidão da economia.

Qual é o valor da taxa Selic hoje?

No mercado, a Selic usada para definir a rentabilidade dos investimentos é a chamada Selic Over. Essa é a taxa efetivamente praticada no dia a dia.

A Selic anunciada pelos jornais, na verdade, é um valor de referência que o Banco Central determina para essa taxa. Essa é a chamada Selic Meta ou Meta Selic.

Tradicionalmente, a Selic Over fica 0,10 ponto percentual abaixo da Selic Meta.

Hoje, a taxa Selic está em 0,00747%, sendo que, no mês de outubro de 2020, a ela estava em 0,01494%. A taxa Selic 2020 é de 2,29%.

A seguir, você vê o histórico da taxa Selic nos últimos 12 meses:

Selic Meta, Selic Over e CDI em 12 meses (% ao ano)

Mês/AnoSelic MetaSelic OverCDI
outubro/20202,00%1,90%1,90%
setembro/20202,00%1,90%1,90%
agosto/20202,00%1,90%1,90%
julho/20202,25%2,15%2,15%
junho/20202,25%2,15%2,15%
maio/20203,00%2,90%2,90%
abril/20203,00%2,90%2,90%
março/20203,75%3,65%3,65%
fevereiro/20204,25%4,15%4,15%
janeiro/20204,25%4,15%4,15%
dezembro/20194,50%4,40%4,40%
outubro/20195,00%4,90%4,90%

(Fonte: Banco Central/B3)

Qual é a importância da taxa Selic para a economia?

Como vimos, o Copom é o órgão formado por diretores do Banco Central responsável por definir a Selic Meta.

Ele faz isso para interferir na economia e no chamado custo do dinheiro. Esse conceito refere-se a quanto uma instituição financeira precisa pagar de juros para ter acesso a recursos e emprestar dinheiro para seus clientes.

Dessa forma, a Selic é um mecanismo usado para controlar a inflação. Geralmente, o Copom sobe os juros da economia nas situações de inflação alta.

Assim, fica mais caro obter crédito, o que ajuda a diminuir o consumo e reduzir a demanda por produtos e serviços, reduzindo a alta dos preços.

Já quando a situação é de baixa atividade econômica e inflação controlada, a política adotada quase sempre é de queda dos juros.

Dessa maneira, o crédito fica mais barato, facilitando investimentos por parte das empresas e consumo pelas famílias.

Qual é a relação da taxa Selic com a inflação?

Como vimos até aqui, a taxa Selic é uma ferramenta importante, por meio da qual o governo consegue ter um controle da inflação. Por isso, a relação entre elas é direta e totalmente relevante.

Na prática, quando ocorre um aumento da taxa Selic, o governo faz com que o dinheiro se torne “mais caro”, e isso dificulta o acesso a ele. Com o dinheiro “valendo mais” aumentam, por exemplo, os juros de empréstimos, do cheque especial e do cartão de crédito.

Assim, quando o governo realiza o aumento da taxa Selic, em outras palavras, ele está dizendo que não é momento adequado de comprar.

O objetivo é impedir que as pessoas tomem decisões financeiras de grande impacto ou adquiram itens mais caros. A longo prazo, o efeito desse movimento é de controlar a inflação.

Já quando existe um movimento contrário, com redução da taxa Selic, a ideia do governo é movimentar a economia e contribuir para seu crescimento.

Assim, com acesso facilitado ao dinheiro, o indivíduo acaba consumindo mais, movimentando o comércio e a indústria e favorecendo o desenvolvimento da economia em geral. Inclusive, ele contribui para o surgimento de vagas de emprego no mercado de trabalho.

Como a taxa Selic afeta os investimentos?

Além de influenciar a economia, é natural que a taxa Selic também impacte as aplicações financeiras.

Nos investimentos de renda fixa, por exemplo, essa relação é direta, já que as taxas de juros são usadas como referência para remunerar as aplicações.

Na renda variável, por sua vez, a relação se dá de maneira indireta, mas o impacto tende a gerar efeitos nas aplicações. 

Para compreender melhor, explicaremos cada um dos casos a seguir.

Renda fixa

Os investimentos em renda fixa são, em boa parte, atrelados a índices financeiros.

Esses índices ajudam a avaliar o mercado do país, permitindo às pessoas que investem tomar decisões mais adequadas acerca de seus investimentos e produtos financeiros.

Na prática, as mudanças na Selic afetam diretamente o quanto cada aplicação do tipo rende.

Investimentos pós-fixados, por exemplo, dependem da variação dessa taxa para determinar o valor final da aplicação.

Isso vale para o Tesouro Selic: quando a taxa Selic é alterada, a rentabilidade desse investimento automaticamente acompanha a mudança.

A mesma realidade se aplica para CDBs, LCIs, LCAs e outros títulos privados pós-fixados. Todos eles pagam porcentagens do CDI, taxa de juros que também é um referencial para os bancos e costuma acompanhar de perto a Selic.

Há, ainda, investimentos que são atrelados aos índices de inflação. Nesse caso, a relação é indireta.

Se a inflação subir, o Banco Central aumenta a Selic em busca de estabilizar a economia. Por consequência, a rentabilidade desses investimentos aumenta, mas de forma limitada, por conta desse mecanismo de controle.

Já no caso de títulos prefixados, a situação é um pouco diferente. Se você já comprou um título que paga, por exemplo, 10% ao ano, a variação da Selic não afeta aquele rendimento. Assim, você poderá resgatar, no vencimento, o valor aplicado corrigido pela taxa combinada.

Se ainda não investiu, porém, é preciso prestar atenção. Afinal, as taxas prefixadas oferecidas pelas instituições financeiras acompanham a expectativa da Selic para os próximos meses e anos.

Imagine a seguinte situação: a Selic está em 7% ao ano e, pela recessão na economia, a expectativa é de queda. Um CDB prefixado provavelmente pagará menos que 7% ao ano, antecipando a baixa na taxa de juros.

Ações

A relação da Selic com investimentos em renda variável, especialmente ações, se dá de maneira indireta.

Papéis de empresas não estão diretamente atrelados a taxas de juros, mas sofrem a influência das condições do mercado e da economia como um todo.

Quando a Selic sobe, ela torna mais caras as taxas de juros de modo geral. Dessa forma, uma empresa que tenha financiamentos deverá gastar mais dinheiro pagando os juros desses empréstimos. Isso acabará afetando seu lucro, quadro que pode fazer suas ações caírem.

Na outra ponta, juros mais altos também afetam o consumo, algo que pode impactar os resultados das corporações.

Além disso, a queda dos juros facilita o acesso a crédito para as empresas investirem na produção e contratação. Ainda, quando as pessoas consomem mais, isso faz a economia se aquecer. Todos esses fatores favorecem a alta das ações das empresas.

É possível investir na taxa Selic?

Não tem como aplicar em Selic de forma direta, pois ela é apenas um indicador do mercado, e não um tipo de investimento.

No entanto, é possível fazer investimentos que acompanhem o desempenho da Selic. A seguir, falamos um pouco mais sobre essas possibilidades. Confira!

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é o investimento mais seguro do mercado brasileiro. Emitido pelo Tesouro Nacional e usado para financiar o governo brasileiro, ele pode ser feito pela plataforma do Tesouro Direto

É possível aplicar nele a partir de R$ 80. Para isso, há uma taxa de custódia de 0,25% ao ano sobre o valor total do investimento, além do Imposto de Renda (IR).

Ainda, a maior parte das corretoras não cobra taxa de corretagem em investimentos via Tesouro Direto. Então, para começar, basta abrir conta em uma corretora, escolher o título de seu interesse e o vencimento desejado.

Para tomar a melhor decisão, veja, abaixo, os tipos de rendimento e título oferecidos pela plataforma de investimentos:

biblioteca financeira

CDB que rende 100% do CDI

Os CDBs são investimentos com uma mecânica semelhante à dos títulos públicos do Tesouro Direto. No entanto, em vez do governo, quem emite esses investimentos são os bancos.

O principal diferencial é que os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa instituição assegura a devolução de até R$ 250 mil para quem investiu em um banco, caso ele venha à falência.

Um CDB que rende 100% do CDI tem uma rentabilidade bem próxima à Selic, apesar de ligeiramente mais baixa.

Eles também estão sujeitos ao IR, e as taxas para investir em CDB podem variar dependendo dos custos das corretoras.

Fundo de renda fixa que rende 100% do CDI

Um fundo de renda fixa é um tipo de aplicação financeira que investe em ativos mais seguros. Antigamente, eles eram conhecidos no mercado como fundos DI.

Quando uma pessoa investe dessa maneira, está comprando uma parcela de diversos ativos, que o fundo adquire “no atacado”.

Assim, com pouco dinheiro, é possível aplicar em ativos mais sofisticados ou com valor de entrada mais alto.

Mas vale prestar atenção: os fundos de investimento têm taxa de administração e, eventualmente, taxa de performance.

Dificilmente vale a pena investir em um fundo de renda fixa se ele tiver taxas maiores do que 0,5% ao ano. A exceção a isso é se sua rentabilidade for consideravelmente acima da Selic.

Como escolher o melhor investimento para você?

A taxa Selic é um parâmetro para todos os investimentos seguros. Logo, se uma aplicação mais sofisticada tem uma rentabilidade menor que ela, vale a pena checar o que está acontecendo.

Pode ser, por exemplo, que você esteja pagando caro demais ou investindo fora do seu perfil.

Para entender melhor como proceder, o ideal é, de tempos em tempos, fazer um checkup dos seus investimentos. Assim, você saberá que está no caminho para alcançar seus objetivos.

Além disso, a composição de uma carteira de investimentos deve levar em consideração uma série de aspectos. Entre eles, estão o seu perfil pessoal, o tempo de aplicação, o valor que você pretende investir e a perspectiva de diversificação.

Agora você sabe o que é a taxa Selic e como ela influencia os seus investimentos. Quer aprender mais sobre esse universo? Então, aproveite para conferir este post com os 10 principais indicadores financeiros que você deve analisar antes de investir!

Aplicativo Magnetis
Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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