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Você conhece a Teoria de Dow? Aprenda a utilizá-la!

Entender as lógicas essenciais do mercado financeiro pode ser de grande ajuda para quem está começando a investir. A Teoria de Dow, por exemplo, é uma análise técnica que permite detectar os momentos de alta e de queda das ações, o que garante mais segurança sobre onde estamos pisando.

Mas você tem ideia de como essa teoria funciona? Entende a importância que ela tem? Acompanhe o conteúdo para descobrir!

O que é a Teoria de Dow?

Antes de esclarecer o que é a Teoria de Dow, vale ressaltar as diferenças entre análise técnica e análise fundamentalista.

A análise técnica consiste na observação de gráficos para entender as variações de preços de ativos no mercado.

Já a análise fundamentalista foca a qualidade dos ativos, isto é, a avaliação mais subjetiva da empresa que colocou determinado investimento no mercado.

A Teoria de Dow tornou-se a base da análise técnica moderna, que consiste em entender e observar, por meio de gráficos, as movimentações e o comportamento das ações.

Diferentemente da análise fundamentalista, a Teoria de Dow parte do princípio de que, ao observar as oscilações dos ativos, é possível identificar a direção das principais tendências do mercado.

Como surgiu essa teoria?

Charles Dow foi fundador do Wall Street Journal, jornal de finanças mais famoso do mundo, além de ser o criador do Índice Dow Jones, famoso no mercado americano. Em 1887, começou a fazer análises técnicas do mercado de ações nas colunas de sua publicação, tornando-se pioneiro na área.

Dow escreveu centenas de artigos opinativos sobre a estrutura de mercado e o comportamento dos preços, bem como as relações entre suas médias.

Após sua morte, em 1902, William Hamilton continuou o trabalho de Dow, escrevendo seus próprios editoriais até 1929.

Em seguida, Robert Rhea colecionou o trabalho de ambos e utilizou-o como base para publicar a obra The Dow Theory, em 1932. A análise de ações formulada por Dow é usada como base para diversos estudos na área de Finanças.

Como a teoria define as movimentações de preços?

A Teoria de Dow define as movimentações de preços de acordo com seis fundamentos básicos, que são como um manual para quem deseja começar a investir no mercado de ações.

Dow apresentou as ideias de tendência, volumes, topos e fundos (entre outras), possibilitando demonstrar como os preços oscilam e se comportam com o passar do tempo. Confira abaixo os fundamentos.

1. O mercado considera tudo

O primeiro fundamento consiste na hipótese de mercados eficientes. Isso significa que os preços dos ativos incorporam todas as informações necessárias que estão disponíveis.

Segundo Dow, as estimativas do mercado são suficientes para calcular o impacto sobre os preços. Logo, essa abordagem apresenta vantagem competitiva e alto potencial de ganhos.

2. Existem três tendências de mercado

A Teoria de Dow define as tendências de mercado em tendências primárias, secundárias ou terciárias, comparadas principalmente com os movimentos das ondas, marés e marolas.

  • as tendências primárias duram um ano ou mais, como é o caso de um mercado de alta (bull) ou baixa (bear). Assim como as marés, apresentam grande movimento;
  • as secundárias são a retração em um mercado em alta ou uma recuperação em um mercado em baixa, podendo durar de semanas a meses. São comparadas às ondas, que surgem conforme a subida ou descida da maré;
  • as terciárias duram poucas semanas, sendo que algumas permanecem por horas, e são comparadas às marolas: acontecem entre as ondas, sem trazer grandes impactos.

3. As tendências primárias apresentam subfases

Segundo a Teoria de Dow, em um mercado em alta, a tendência primária passa pelas seguintes fases: acumulação, participação do público e fase do excesso.

Fase de acumulação

Após uma tendência de alta, há uma tendência de baixa no mercado, e assim por diante. A fase da acumulação encontra-se no fim de uma tendência de baixa.

É um período em que o público está fora da bolsa, as avaliações são ruins e geralmente apresentam níveis pessimistas. Porém, a desistência da maioria diante da queda recente nos preços torna o momento propício para os mais experientes investirem.

Fase de participação do público

A fase de participação do público é quando as corporações começam a entrar no mercado discretamente, mas a maioria do público permanece fora. Muitos ainda estão receosos por conta da queda dos preços e mantêm distância.

Porém, é uma fase curta: quanto mais essas corporações compram ativos, mais os preços sobem. Logo, a bolsa começa a se recuperar e chamar a atenção novamente.

Fase do excesso

Assim, inicia-se a fase do excesso: não param de aparecer notícias sobre como a bolsa de valores está se recuperando e os preços estão subindo.

Então, os que estavam desanimados retornam ao mercado e investem em renda variável. Esse excesso de demanda causa uma saturação, gerando uma alternância entre as tendências de alta e baixa.

Em um mercado em baixa, porém, também existem três fases: a distribuição, a participação pública e a fase do pânico (ou desespero).

Fase de distribuição

Na fase de distribuição, começam a lucrar os que compraram ativos discretamente, sem que a maioria percebesse. Portanto, as vendas se sobressaem às compras.

É o momento da reviravolta: a tendência de alta vai se reverter e conter os que se animaram na fase do excesso.

Fase da participação pública

Na fase da participação pública, as notícias se espalham a respeito de uma desaceleração do mercado. Logo, há uma desconfiança do público, que começa a frear os investimentos.

Então, os traders mais experientes saem do mercado e aceleram o ritmo de vendas, até que o preço finalmente começa a cair, revertendo a tendência de alta para a baixa.

Fase do pânico

Por fim, instala-se a fase do pânico. Aqueles que compraram ativos quando o mercado estava em alta, mas demoraram demais, aceleram as vendas por medo de perderem dinheiro e saírem no prejuízo.

4. Os índices devem se confirmar

Para que uma tendência se constitua, os índices de mercado devem ser confirmados e caminhar juntos. Ou seja: os sinais devem ser correspondentes.

5. O volume precisa confirmar a tendência

O volume deve aumentar se o preço estiver se movendo na direção da tendência primária, e diminuir se estiver movendo-se contra ela.

Na tendência de alta, o volume aumenta quando os preços sobem e diminui nas quedas. O mesmo acontece na situação contrária.

6. Tendências persistem, exceto se houver reversão

Dow considerava que a mudança de tendência é caracterizada pelo fechamento do preço acima de um fundo antecedente. Por consequência, uma tendência de alta só mudaria quando fosse substituída por outra.

Como aplicar a Teoria de Dow?

Para aplicar a Teoria de Dow, é necessário entender como funciona o mercado financeiro. Compreender os movimentos das ações e o comportamento de quem investe em ativos é fundamental para a aplicação da análise técnica.

Portanto, conhecer a Teoria de Dow, sua origem e principais fundamentos é indispensável para quem deseja investir no mercado de ativos. Se você quiser se aprofundar na leitura dos movimentos do mercado, baixe gratuitamente o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos!

Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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