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Glossário: 28 termos financeiros que você deve conhecer

Os juros estão muito baixos e você tem interesse em aprender sobre como investir melhor. Porém, não entende muito bem quando se depara com termos financeiros.

Afinal, muitos deles são parecidos, mas têm significados bem diferentes. Além disso, diversos são expressões em inglês, o que dificulta um pouco mais para quem não conhece a língua.

Calma! O financês tem explicação e ele é mais simples do que parece. Conhecer o significado dessas expressões é o primeiro passo para se empoderar economicamente.

O mais importante é que você não vai cair no papo do seu gerente do banco. É possível argumentar, comparar e tomar a melhor decisão em relação às suas aplicações financeiras.

Conheça abaixo o significado dos principais termos financeiros, elencados por ordem alfabética. Tome nota de todos eles e bons investimentos!

1. Ações

As ações são títulos negociados na bolsa que representam uma fração do capital social de uma empresa.

Isso significa que quem adquire um papel de uma companhia adquire uma parte dela. Essa parte é proporcional à aplicação e você se torna acionista ou sócio da companhia.

2. Alavancagem

Consiste em utilizar empréstimos como forma de aumentar o lucro de uma determinada operação.

Fundos de investimento com perfil mais arrojado geralmente utilizam a estratégia a fim de conseguir retornos maiores.

A pessoa que investe deve ter cuidado ao verificar se um fundo pode ser operado com alavancagem. Assim como pode trazer retornos maiores, a operação também possibilita perder muito dinheiro.

3. Alíquota

A alíquota é um percentual ou valor fixo que serve como base no cálculo de impostos.

Em aplicações financeiras, geralmente, a alíquota do Imposto de Renda varia entre 22,5% e 15% e segue a tabela regressiva. Quanto maior o prazo do investimento, menor será a taxa cobrada.

4. Ativo e passivo

Passivos são bens ou itens de valor que uma pessoa ou empresa tem que podem gerar receita. Logo, qualquer investimento pode ser considerado um ativo.

A diferença é que enquanto máquinas, equipamentos e imóveis, por exemplo, são ativos tangíveis, ações e títulos são considerados ativos intangíveis.

Já o passivo é formado por todas as dívidas que uma pessoa ou empresa possui.

5. Amortização

O termo é mais conhecido como o ato de pagar parcelas de uma dívida antecipadamente. Quem faz isso paga menos juros pelo financiamento, por exemplo.

No mundo dos investimentos dizemos que uma aplicação é amortizada quando há a devolução da quantia investida em conjunto com o pagamento dos rendimentos proporcionados por ela.

Essa operação costuma ocorrer no término do prazo de um fundo ou na venda dos ativos.

6. Benchmark

O benchmark nada mais é que um índice de referência seguido por uma determinada aplicação.

Costuma ser utilizado em fundos de investimentos, equivalente ao CDI. Isso é visto em fundos de renda fixa ou no índice Ibovespa, nos fundos de ações.

Caso o gestor do fundo supere esse benchmark, é premiado com uma taxa de performance preestabelecida. A taxa pode equivaler a 20% sobre o valor que ultrapassar o índice de referência.

7. Buy and hold

Expressão que traduzida significa “comprar e segurar”, define uma estratégia de quem investe em ações.

Ela consiste em escolher ações de boas empresas e mantê-las por um longo período na carteira. Isso independentemente de oscilações que possam ser registradas no curto e médio prazo.

Quem opta por esse tipo de operação acredita nos fundamentos da empresa. Ou seja, que no longo prazo ela vai registrar lucro e expandir.

Naturalmente, essa tese vai ser comprovada ainda que a empresa passe por períodos de crise e seja afetada por ciclos negativos da economia.

8. CDI

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é uma aplicação feita entre bancos para aumentar a liquidez das instituições financeiras. Contudo, ele é mais conhecido por outra finalidade.

A taxa cobrada nessas operações — a DI — é referência de rentabilidade em aplicações de renda fixa. Ela acompanha de perto a taxa básica de juros, a Selic.

Logo, é recomendável que, no mínimo, uma aplicação de renda fixa pague 100% do CDI. Caso contrário, está rendendo pouco, ainda mais em tempos de Selic baixa.

Atualmente, com a taxa básica de juros a 2% ao ano, esse valor significa um rendimento equivalente a esse porcentual.

9. Carteira de ativos

É o conjunto de aplicações financeiras que uma pessoa tem. Esse portfólio deve ser adequado ao perfil de risco e objetivos financeiros de quem investe.

Essa carteira também deve ser diversificada, de forma a diluir riscos e ao mesmo tempo registrar uma boa rentabilidade.

10. Come-cotas

O come-cotas é a antecipação do recolhimento do Imposto de Renda nos fundos de investimento.

A cada seis meses, incide sobre cotas dos fundos alíquotas do IR que variam entre 20% e 15%. A cobrança é realizada no último dia de maio e no último dia de novembro.

O come-cotas afeta a rentabilidade do investimento. Afinal, como é debitado a cada seis meses da aplicação, o efeito dos juros compostos passa a incidir sobre um valor menor.

Então, é necessário incluir essas cobranças na perspectiva de rendimento para chegar à rentabilidade líquida da aplicação.

11. Commodities

As commodities são matérias-primas produzidas em larga escala e negociadas de forma contínua.

Geralmente, esses produtos primários e básicos passam por processos industriais enquanto forma de aumentar seu ciclo de vida.

As commodities têm origem mineral ou agrícola. Veja abaixo as principais:

  • petróleo;
  • minério de ferro;
  • soja;
  • trigo;
  • ouro;
  • boi.

12. Cotação

A cotação é o valor estipulado à compra de ativos no mercado financeiro. Por exemplo, as cotações do dólar e de ações mudam o tempo todo.

Por isso, costumamos dizer que uma ação estava cotada a determinado valor, já que não tem um preço fixo.

É a cotação que é utilizada como referência para perspectivas de valorização ou desvalorização do investimento no momento da compra.

13. Custódia

A custódia é feita por um agente custodiador e significa a guarda e o exercício de direitos sobre títulos e direitos depositados em nome de um determinado investidor.

Quando você compra um título público, não está deixando o título na corretora, mas custodiado na B3, por exemplo.

Portanto, é a bolsa que tem a guarda do título, no nome de quem investe. Para isso, cobra uma taxa de quem investe, repassada pelas corretoras.

14. Day trade

A expressão em inglês serve para designar a compra e venda de ações em um mesmo dia.

O intuito dessa operação é obter ganhos rápidos na bolsa por meio de oscilações de curtíssimo prazo dos ativos.

15. FGC

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é a instituição que protege investidores no caso de quebra do banco ou corretora responsável pela emissão de um título.

O FGC garante aplicações no valor de até R$ 250 mil por instituição financeira e por CPF, incluindo rendimentos. Isso ocorre em:

  • poupança;
  • CDB;
  • LCI;
  • LCA;
  • RDB;
  • letras de câmbio.

Então, se a instituição financeira quebrar e seu investimento não ultrapassar esse valor, você recebe todo o dinheiro de volta.

16. Home broker

O home broker é a plataforma digital que possibilita a compra e venda de títulos e ações. Pode ser acessada pelo computador, tablet e até celular, por meio do aplicativo das corretoras.

Cada corretora tem seu próprio home broker, que pode ter mais ou menos funcionalidades e ser mais ou menos simplificado e intuitivo.

17. IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mede a inflação oficial do país. A ideia é mostrar o quanto os preços de bens e serviços estão subindo, em média.

O índice é calculado mensalmente pelo IBGE.

18. Lastro

O lastro é a garantia de um ativo. Quando investimos em uma aplicação, a norma do sistema financeiro é que a instituição financeira que o recebe aplique todo ou parte do valor em seu caixa.

19. Liquidez

A liquidez define a facilidade de resgate de uma aplicação financeira em dinheiro. O mesmo ocorre em venda sem que, para isso, tenha de perder muito valor.

Aplicações com muita liquidez, ou liquidez diária, podem ser resgatadas rapidamente ou em poucos dias.

Um exemplo disso é o Tesouro Selic. Ele é o investimento mais indicado à reserva de emergência, já que pode ser resgatado em apenas um dia útil.

aplicações com baixa liquidez costumam possibilitar a conversão da aplicação em dinheiro apenas no vencimento.

Logo, podem haver impeditivos de meses ou até anos para que possam ser transformadas em dinheiro e resgatadas.

Um exemplo claro é um imóvel físico, cuja venda costuma demorar. Fundos mais sofisticados também entram aqui, já que quem investe pode ter de esperar até 90 dias para resgatar cotas.

20. Marcação a mercado

Comum no segmento de fundos de investimento, o termo significa atualizar um preço para o valor mais recente.

Os preços dos papéis incluídos em um fundo são estipulados com base em seu valor de mercado. Ou seja, o valor desses títulos muda a cada instante.

Por conta disso, dizemos que os ativos são marcados a mercado, já que oscilam de valor a todo momento.

21. Perfil de investidor

O perfil do investidor é um formulário obrigatório no processo de cadastro em qualquer corretora. Seu objetivo é saber qual é a tolerância a riscos de quem investe.

É por meio de questões como situação financeira, objetivos e conhecimento do mercado financeiro que se define se um investidor é conservador, moderado ou arrojado.

22. Renda fixa

A renda fixa é uma modalidade de investimentos indicada a quem está começando a aplicar no mercado financeiro ou tem um perfil conservador.

Essas aplicações são seguras, pois possibilitam saber o quanto vão render no momento do investimento. Isso afasta o risco de perder a maior parte do valor investido.

São exemplos de aplicações de renda fixa:

  • poupança;
  • CDB;
  • LCI;
  • LCA;
  • fundo de renda fixa.

23. Renda variável

Modalidade de investimentos oposta à renda fixa. Ao realizar uma aplicação, então, não é possível saber exatamente quanto se terá de retorno.

Em compensação, a chance de obter retornos maiores é maior. Entre opções de aplicações de renda variável estão:

  • ações;
  • fundos multimercado;
  • ETFs;
  • fundos imobiliários;
  • derivativos.

24. Rentabilidade

Um dos termos financeiros mais importantes a quem investe, rentabilidade significa o retorno do dinheiro investido. Ou seja, é a renda que cada aplicação gera.

A taxa é expressa em porcentagem sobre o valor aplicado e pode ser pré ou pós-fixada. Também costuma se vincular a índices de preços.

25. Selic

A taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) é conhecida como a taxa básica de juros da economia. Ela serve como referência aos juros praticados no país.

É definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Influencia custo de taxas de empréstimos, financiamentos e rendimento das aplicações de renda fixa.

Quando a Selic cai, por exemplo, os rendimentos da poupança, de CDBs e de fundos de renda fixa ficam menores — e vice-versa.

26. Swing Trade

São operações de curto prazo, realizadas na bolsa com intuito de aproveitar o sobe e desce do mercado para obter retornos rápidos. Essas operações podem durar de 1 dia a 30 dias.

27. Volatilidade

A volatilidade representa o quanto um investimento oscila. Ações na bolsa costumam ter uma volatilidade maior do que a de fundos imobiliários, por exemplo.

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Ainda está achando difícil entender toda essa sopa de letrinhas financeira? A busca por conhecimento não para por aqui. É interesse ler mais sobre o assunto para assimilar os conceitos.

Agora, outra forma de lidar com os termos é contar com a ajuda de uma gestora de investimentos — como a Magnetis.

Nossa equipe é formada por profissionais experientes e aptos a esclarecer todas as dúvidas sobre quaisquer termos financeiros e outros detalhes.

Também prestamos assessoria para que você possa realizar bons investimentos e ter uma carteira diversificada, ideal às suas necessidades.

Agora que você já entende os principais termos financeiros do mercado, pode começar a colocar o seu dinheiro para trabalhar para você. Mas, antes disso, veja mais alguns conceitos que todo investidor iniciante precisa saber!

Andressa Siqueira, CEA
Andressa Siqueira, CEA

Formada em Economia pela PUC-SP, é analista de conteúdo, especialista em investimentos na Magnetis desde 2019, possui certificação CEA pela ANBIMA e trabalha no mercado financeiro há mais de 8 anos.

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