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Tesouro Direto 2020: ainda vale a pena investir em títulos públicos?

No Brasil, os títulos do Tesouro são os investimentos mais seguros. Mas com a queda da Selic, será que ainda vale a pena investir no Tesouro Direto em 2020?

Essa é a dúvida de muitas pessoas, principalmente das que já estão prontas para dar o próximo passo em seus investimentos.

A partir de agora, vamos entender como está a rentabilidade do Tesouro Direto hoje e se ainda vale a pena investir nos títulos do governo.

Mas antes de começarmos, vamos recapitular para quais propósitos essas aplicações servem.

Quais são os títulos do Tesouro Direto disponíveis no mercado?

Hoje existem três tipos de títulos do Tesouro disponíveis para qualquer pessoa investir.

Cada um tem uma finalidade diferente, mas todos são igualmente seguros. Vamos ver um breve resumo sobre cada um deles:

1 – Tesouro Selic

O Tesouro Selic é o investimento mais básico e mais seguro do mercado brasileiro.

Sua rentabilidade está diretamente ligada à taxa Selic. Ou seja: qualquer mudança nessa taxa se reflete de imediato no rendimento desse título.

Diferente da poupança, um investimento no Tesouro Selic já começa a render a partir do segundo dia de aplicação, o que permite rentabilidade maior ao longo do tempo.

Hoje, é possível investir no Tesouro Selic a partir de R$ 100. Essa quantia pode ser resgatada a qualquer momento.

Por essas características, esse título é mais indicado para deixar o dinheiro da sua reserva de emergência.

2 – Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado é um investimento interessante para quem pode investir no médio prazo: entre cinco e dez anos.

Sua principal característica é travar a rentabilidade da aplicação em uma determinada taxa de retorno. No entanto, isso só vale se o investimento for mantido até a data do vencimento.

O Tesouro Prefixado é mais adequado quando há perspectiva de queda na taxa Selic. Isso porque ele não sofre o efeito que essa queda tem sobre os demais investimentos de renda fixa.

Atualmente, como não há perspectiva de mais cortes na Selic, o Tesouro Prefixado não é o investimento mais recomendado.

3 – Tesouro IPCA+ (antiga NTN-B)

O Tesouro IPCA+, também conhecido como NTN-B, é o título mais indicado para quem quer proteger seu dinheiro da inflação.

No entanto, ele é recomendado para quem quer investir por um longo prazo: acima de dez anos.

Por ter um prazo de vencimento mais longo, o Tesouro IPCA+ é o título mais sensível ao sobe e desce do mercado: a chamada volatilidade dos investimentos.

Mas se a aplicação estiver de acordo com o seu objetivo financeiro, não há com o que se preocupar.

Ainda vale a pena investir no Tesouro Direto em 2020?

Pela primeira vez em pelo menos 20 anos, o Brasil convive com uma taxa de juros baixa e uma inflação sob controle.

Na prática, significa que as aplicações seguras vão deixar de ter alta rentabilidade.

Assim, vai ser preciso um pouco mais de pesquisa para encontrar os melhores investimentos.

Mas em compensação, há grande espaço para a economia melhorar em 2020. Isso torna o momento bem interessante para os fundos multimercado e até investir na bolsa.

Assim, respondendo à nossa pergunta principal, vale a pena investir no Tesouro Direto em 2020 se você:

  • ainda não se organizou para começar a investir;
  • tem dinheiro guardado da poupança;
  • quer montar ou aumentar a sua reserva de emergência.

Por outro lado, vale a pena considerar outros tipos de investimento se você:

  • já tem investimentos no Tesouro Direto;
  • tem objetivos de prazo mais longo: viver de renda, comprar um imóvel daqui a alguns anos, investi na educação das crianças, deixar uma herança;
  • ainda não aproveita os benefícios da diversificação nos seus investimentos.

Quais são as outras alternativas de investimento?

O Tesouro Direto é apenas a porta de entrada para um universo de tipos de investimento.

Assim, se você já se acostumou com a dinâmica dos títulos públicos, tem mais condições de evoluir na sua jornada.

Por isso, se você ainda não conhece, que tal saber mais sobre as alternativas a seguir? Acompanhe:

1 – CDB de banco médio

O CDB também funciona como um empréstimo. Só que em vez do governo, quem está na outra ponta é um banco.

Um CDB com rendimento de 100% do CDI já consegue superar o Tesouro Selic, pois geralmente não há taxa de administração ou de custódia sobre esse investimento.

Para escolher um bom CDB, você precisa prestar atenção em 4 critérios:

  • prazo da aplicação: quanto maior ele for, maior tende a ser a rentabilidade oferecida. Para manter uma aplicação como essa, é interessante pensar em algo entre 2 e 3 anos. Isso porque o Imposto de Renda é menor (15%). Além disso, também é interessante observar as mudanças no mercado dentro desse período e descobrir, no momento do vencimento, se há aplicações mais interessantes;
  • liquidez: quanto maior for a facilidade para resgatar um vencimento, menos ele tende a render. É por isso que investimentos com liquidez diária, por exemplo, não costumam ter rentabilidade acima do CDI;
  • risco: ele tem uma relação inversa com a rentabilidade. Assim, quanto maior for o risco de um investimento, maior tende a ser o rendimento prometido. No caso dos CDBs, eles são investimentos garantidos pelo FGC. Logo, eles são classificados como investimentos seguros;
  • aplicação mínima: esse não é um fator determinante de rentabilidade. No entanto, ele é um indicativo do perfil do público que o banco emissor quer atingir.

Como exemplo desses critérios, vamos ver algumas opções de CDBs disponíveis hoje no mercado. Perceba que os prefixados têm rentabilidade bem maior. No entanto, eles também têm os prazos mais longos de vencimento.

Outro detalhe interessante: os que têm liquidez no vencimento oferecem rentabilidade maior do que os que têm liquidez em D+1 (ou seja, o dinheiro fica disponível em 1 dia após o pedido de resgate). 

2 – Fundos de investimento

Os fundos de investimento são um universo de possibilidades para investir. Para quem está buscando mais diversificação, as principais opções são:

  • Fundos multimercado: são mais indicados para quem pode investir a partir de 2 anos. Esses fundos têm mais liberdade para acessar diferentes mercados, daí o seu nome. As taxas de administração desses fundos estão na casa dos 2% ao ano, mas geralmente a rentabilidade compensa essa taxa;
  • Fundos de ações: são montados para quem quer investir em ações no Brasil ou no exterior. Também têm diferentes estratégias e são indicados para quem tem perfil arrojado (ou seja, aceita correr um pouco mais de risco em troca de uma rentabilidade maior). Suas taxas de administração também ficam na casa dos 2% ao ano;
  • Fundos imobiliários: são mais indicados para quem já tem patrimônio acumulado e busca um rendimento mensal. 

3 – Carteira diversificada

O objetivo da diversificação é construir uma carteira com aplicações que têm pouca ou nenhuma relação entre si. Dessa maneira, se um investimento vai mal, o outro compensa. 

Quer um exemplo? Imagine que você tenha investimentos na bolsa de valores brasileira e também na bolsa de Nova York.

Se acontecer algo que afeta o mercado brasileiro, a sua carteira pode até sofrer um pouco, mas não será completamente afetada, pois você também tem investimentos no exterior.

É claro, também existem diversas possibilidades de diversificar por aqui mesmo. A grande sacada é ter uma estratégia definida para equilibrar seus investimentos: alguns servirão como proteção, outros buscarão mais rentabilidade.

Mostramos na prática como essa estratégia funciona em um artigo sobre como montamos as Carteiras Magnetis. Lá, você vai entender qual é a lógica por trás das nossas carteiras e qual delas é mais adequada para os seus objetivos. 

E agora, qual será a sua escolha?

Muitas pessoas querem cuidar melhor de seu dinheiro e até colocam isso entre as suas metas para 2020. Mas sabia que você não precisa esperar?

Aproveite a virada do ano para entender o que você precisa para começar a investir e chegar mais rápido onde você quer.

E agora que você entende melhor o que será do Tesouro Direto em 2020, que tal conhecer mais alternativas? Baixe gratuitamente o nosso Guia Melhores Investimentos 2020 e descubra qual é a aplicação mais recomendada para você!

Malena Oliveira

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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