O Tesouro Direto se encaixa no seu perfil investidor? Confira!

por Fernando Reis

Se você é um investidor que não gosta de correr riscos e quer garantir a segurança nos investimentos, você precisa conhecer o Tesouro Direto.

Quando se fala em alternativas à poupança, essa aplicação é uma excelente opção para quem quer investir e não somente poupar.

O Tesouro Direto tem ganhado a preferência dos investidores, pois ele oferece uma rentabilidade bem considerável e seu risco é quase zero.

Quer saber mais sobre essa aplicação? Então continue lendo este artigo, pois explicaremos detalhadamente como esse investimento funciona para que você possa identificar se ele se encaixa no seu perfil de investidor. Acompanhe!

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa lançado pelo Tesouro Nacional em parceria com BM&FBovespa (atual B3) que dá ao investidor direito de comprar títulos da dívida pública federal; em troca, ele recebe os juros dessa aplicação.

Grosso modo, ao investir no Tesouro Direto você emprestará o seu dinheiro para o Governo, o qual usará esses recursos para financiar investimentos em saúde, educação e infraestrutura, por exemplo.

Existem diversos títulos, os quais têm prazos e rentabilidades diferentes. Dessa forma, você poderá escolher a aplicação que mais se encaixa aos seus objetivos financeiros.

Os títulos públicos são as alternativas de investimento de menor risco do mercado, pois são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional.

Como funcionam as suas aplicações?

Investir no Tesouro Direto é muito simples e são poucos os passos que você precisa seguir. De início, é preciso ter CPF e conta-corrente em qualquer instituição financeira. Em seguida, é preciso escolher um agente de custódia, que são instituições que fazem a intermediação entre as operações de compra e venda dos títulos públicos, a qual pode ser um banco ou uma corretora (dê preferência às corretoras, por causa da isenção de taxa de administração).

Feito seu cadastro no agente de custódia, você receberá um e-mail com uma senha provisória para acessar a área restrita do Tesouro Direto. Depois, você deverá trocar a sua senha provisória por uma nova, a qual deverá conter entre 8 e 16 dígitos, compostos por letras, números e caracteres especiais.

Em seguida, você poderá acessar, por exemplo, o site da sua corretora, e comprar o

título mais adequado para conquistar seus objetivos financeiros.

Os principais títulos oferecidos pelo Tesouro Direto são:

  • Tesouro Selic: é o título de menor volatilidade e com maior liquidez, ou seja, se algum imprevisto acontecer, é possível solicitar o resgate antes do vencimento da aplicação, sem surpresas desagradáveis na rentabilidade.

  • Tesouro Prefixado: nesse investimento, você poderá saber exatamente qual será a sua remuneração no momento da aplicação, ou seja, independentemente do que ocorre no cenário econômico, o valor da sua remuneração não vai mudar. É indicado para quem pode manter o dinheiro aplicado até o vencimento do título, pois no resgate antecipado podem haver variações no preço.

  • Tesouro IPCA+: nesta aplicação, você recebe uma variação do índice de inflação (IPCA), acrescido de uma taxa de retorno prefixada, a qual será conhecida na hora da aplicação. É mais recomendado para quem deseja investir para o longo prazo e quer proteger seu dinheiro da inflação.

Qual é a sua rentabilidade?

Uma das maiores dúvidas de quem começa a investir no Tesouro Direto é em relação à rentabilidade do investimento.

É muito importante conhecer a regra de rentabilidade de cada título para que você possa fazer um planejamento financeiro eficiente, o qual mostrará quais são os seus objetivos financeiros e quando será possível conquistá-los.

Existem os investimentos de rentabilidade pré e pós-fixados. Na prefixada, é possível conhecer o seu retorno no momento da aplicação. Já com os investimentos pós-fixados isso não é possível, ou seja, você saberá quanto vai receber somente na hora de realizar o resgate.

A rentabilidade dos principais títulos oferecidos pelo Tesouro Direto funciona da seguinte forma:

  • no Tesouro Selic, seu rendimento está atrelado à taxa Selic e sua rentabilidade é pós-fixada, assim sendo, seu retorno será calculado entre o período de liquidação da conta até o resgate do título;

  • no Tesouro Prefixado, a sua rentabilidade pode ser alterada de acordo com o prazo para aplicação, pois, normalmente, quanto mais longo é o prazo, maior será a taxa;

  • no Tesouro IPCA+, a rentabilidade é dividida em duas partes. Na primeira, a rentabilidade é prefixada e na segunda ela é atrelada ao IPCA (pós-fixada), a fim de garantir que o investidor sempre tenha um retorno maior que a inflação.

E a sua liquidez?

Desde março de 2015, os títulos públicos contam com liquidez diária, ou seja, é possível solicitar o resgate da quantia aplicada em qualquer dia antes da data de vencimento do título. Antes de 2015 o Tesouro só permitia esses pedidos de resgate uma vez por semana.

Isso só viável porque o Tesouro Nacional realiza a recompra diária dos títulos, de acordo com os preços de mercado. Dessa forma, se surgir alguma emergência, você pode realizar o resgate da aplicação.

Os horários para a realização das vendas são entre as 18h às 5h do dia seguinte.

Quais são os custos dessa aplicação?

Qualquer tipo de investimento tem suas taxas e tributações. No Tesouro Direto isso não é diferente.

Nesse caso, é preciso que o investidor efetue o pagamento de duas taxas:

  • 0,30% ao ano sobre o valor do título vai para a BM&FBovespa (atual B3) — essa taxa é referente aos serviços de guarda dos papéis;

  • taxa do agente de custódia: essa é uma taxa que pode ser cobrada pela instituição que administra o seu título. O percentual cobrado varia de acordo com cada instituição financeira. Hoje em dia a maioria das corretoras não cobra essa taxa.

Os impostos são os mesmos cobrados em qualquer outra aplicação de renda fixa. Portanto, é importante você saber que há incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) se você realizar o resgate no prazo inferior à 30 dias. Já o IR (Imposto de Renda) incidirá sobre a rentabilidade do título.

Quais são as principais características do Tesouro Selic?

Dentre os diferentes títulos do Tesouro Direto, o Tesouro Selic é um excelente investimento para o investidor que tem perfil mais conservador ou está investindo pela primeira vez, pois essa aplicação oferece vários benefícios, entre os quais:

  • menor risco do mercado: você se torna credor do Governo Federal e as chances de ele tornar-se inadimplente são remotas;

  • o investimento é acessível ao pequeno investidor: não é necessário investir grandes valores. A aplicação mínima é de 1% do valor do título - em torno de R$ 30;

  • custos reduzidos: comparado a outros investimentos, como fundos de renda fixa, o Tesouro Selic (e o Tesouro Direto como um todo) geralmente tem o menor custo;

  • liquidez alta: o investidor tem mais facilidade em realizar o resgate dos valores investidos.

E a principal característica é que o Tesouro Selic é o único investimento que não tem rentabilidade negativa em caso de resgate antecipado. Ou seja você nunca vai perder dinheiro!

O Tesouro Direto é um investimento simples e de fácil acesso ao investidor. Basta você analisar quais são os seus objetivos financeiros, verificar quais são os riscos que está disposto a correr e então realizar a aplicação desejada. A poupança já deixou de ser uma opção atrativa há muito tempo, por isso é importante que você procure outros meios de fazer o seu rendimento crescer.

Agora que você já aprendeu como funciona o Tesouro Direto, o que acha de assinar a nossa newsletter e acompanhar nossos conteúdos exclusivos? Esperamos por você!

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Fernando Reis é administrador e Analista de Marketing de Conteúdo da Magnetis.

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