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Tesouro Direto: guia completo para você investir melhor

O Tesouro Direto hoje é a nova poupança. Se você se interessa por investimentos, já deve ter ouvido essa frase. De fato, essa é uma forma simples e prática de fazer o seu dinheiro render mais. Porém, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre esse tipo de investimento.

O Tesouro Direto é uma plataforma criada pelo governo para vender os títulos da dívida pública federal para as pessoas. Estes, por sua vez, são investimentos de renda fixa, as aplicações mais seguras do mercado.

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O rendimento desses títulos fica próximo ou até supera o da taxa básica de juros do país, a famosa Selic. Eles são opções interessantes para quem deseja:

  • proteger seu patrimônio contra a inflação (veremos mais adiante por que isso é importante);
  • garantir determinado rendimento em uma aplicação;
  • formar uma reserva para imprevistos ou oportunidades (reserva de emergência).

A partir de agora, vamos entender os principais detalhes sobre o Tesouro Direto, como ele funciona e para quem ele é indicado. Também vamos mostrar na prática quanto rendem esses títulos com o nosso Simulador de Tesouro Direto. Boa leitura!

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto, como mencionamos, é um site de compra e venda de títulos públicos. Ele foi criado em 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a bolsa de valores — na época, a Bovespa. O objetivo era facilitar o acesso aos títulos, que antes só podia ser feito via fundos de grandes bancos.

Os títulos do Tesouro Direto são os investimentos mais seguros do mercado. Isso porque, em último caso, o governo federal pode imprimir dinheiro para pagar a sua dívida, algo que nem mesmo os Estados podem fazer.

Muitos confundem o termo Tesouro Direto com um tipo de investimento. Na verdade, esse termo se refere a uma plataforma online de negociação de títulos públicos.

O site do Tesouro Direto entrou no ar em 7 de janeiro de 2002. Antes dele, só era possível comprar os títulos da dívida pública federal indiretamente, por meio de fundos de grandes bancos. Ou seja: taxas caras eram cobradas para investir em aplicações básicas.

Com o lançamento da plataforma, as pessoas passaram a ter acesso a esses títulos por meio das corretoras, que inclusive oferecem taxa zero nesse tipo de investimento (veremos mais detalhes sobre isso ao longo deste post).

Como funciona o Tesouro Direto?

Quando uma pessoa investe nos títulos do Tesouro, na verdade está emprestando dinheiro para o governo. Em troca, ela recebe uma taxa de juros no momento da devolução desse valor.

Enquanto seu dinheiro está rendendo, a pessoa tem um título — ou frações de um título — registrado em seu nome. Logo, títulos públicos nada mais são do que promessas de um pagamento que será feito no futuro pelo governo.

Como o governo é a única instituição que pode comprar ou vender esses investimentos, ele é quem estabelece os preços dos títulos conforme a demanda. Assim, o preço dos títulos públicos também varia.

É por isso, aliás, que notamos o rendimento um pouco maior ou um pouco menor com o passar dos dias. Mas não se assuste! Isso não significa que você está perdendo dinheiro, apenas que o preço dos títulos mudou.

Se você deixar o dinheiro investido até o vencimento do título, terá exatamente a rentabilidade contratada, não importa o preço desses papéis no mercado. Mas caso você resgate antes do prazo, terá de aceitar o preço da negociação do dia.

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Como investir no Tesouro Direto?

Quem deseja investir no Tesouro Direto precisa abrir uma conta em uma corretora. Apesar de o site do Tesouro permitir que as pessoas comprem e vendam títulos diretamente por ele, ainda assim é necessário ter o apoio de uma corretora.

No jargão do mercado financeiro, as corretoras são chamadas de agentes de custódia: empresas autorizadas a guardar investimentos em nome de alguém. Elas é que registram as operações de compra e venda de títulos e guardam esses títulos para seus clientes.

Antigamente, as corretoras cobravam uma taxa para fazer o registro dessas negociações. Hoje, porém, a maioria das corretoras cobra taxa zero no Tesouro Direto.

O horário de funcionamento do Tesouro Direto é bastante similar ao de outras instituições do mercado financeiro. As transações de compra e venda acontecem de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h. A consulta aos títulos, porém, está disponível a qualquer momento.

Liquidação do Tesouro Direto: o que é?

No mercado de investimentos, liquidação é o processo por meio do qual uma aplicação financeira se transforma em dinheiro, e vice-versa.

Quando você faz um investimento no Tesouro Direto, precisa aguardar 1 dia útil para que ele seja efetuado. Durante esse tempo, a mensagem “aguardando liquidação” vai aparecer na plataforma.

No mercado, usa-se a expressão D+1 para expressar esse tempo. Dessa maneira, D significa o dia da aplicação e o +1 expressa o tempo que o investimento leva para ser liquidado após a ordem de compra ou venda.

Mas atenção, esse prazo é considerado em dias úteis. Ou seja, se o dia seguinte à ordem for um feriado ou dia de fim de semana, o prazo só começará a ser contado a partir do próximo dia útil.

Qual é o rendimento do Tesouro Direto?

O rendimento dos títulos do Tesouro Direto varia conforme o tipo de título. Eles têm três modalidades:

  • Prefixado: o rendimento é estabelecido no momento da compra. Assim, é possível saber exatamente quanto seu dinheiro vai render no vencimento;
  • Pós-fixado: são aqueles cuja rentabilidade é associada com algum indicador, como a taxa Selic (taxa básica de juros);
  • Híbrido ou misto: combinam um rendimento prefixado com um indicador financeiro, como o IPCA ou o IGP-M.

Dessa forma, a rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto consegue igualar ou até superar a taxa básica de juros, a principal referência do mercado para os investimentos seguros.

Mais adiante, vamos detalhar quais são os títulos de cada categoria e explicar para quem eles são indicados.

Veja mais: Quanto rende R$ 1 milhão no Tesouro Direto? Veja os cálculos!

Quais são os tipos de títulos do Tesouro Direto?

Como mencionamos acima, os títulos do Tesouro Direto podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. Vamos ver agora quais são eles.

Tesouro Selic

É a aplicação mais básica da plataforma do Tesouro Direto, sendo bastante indicado para quem quer fazer uma reserva de emergência. Tem rentabilidade bem próxima à Selic e, até 2015, se chamava LFT.

É um investimento indicado para quem busca liquidez diária ou quer montar uma reserva de emergência

Hoje, o título desse tipo disponível no mercado é o Tesouro Selic 2025.

Tesouro Prefixado

Oferece uma taxa fixa de rendimento no momento da contratação. Ou seja: a pessoa já sabe, de início, quanto vai receber por seu investimento. De acordo com a nomenclatura antiga, esse título se chamava LTN.

É mais indicado para quem quer ter certeza da rentabilidade que receberá e pode manter o dinheiro aplicado por mais tempo. No entanto, caso os juros básicos subam durante o período da aplicação, seu rendimento pode ficar abaixo da Selic.

Os títulos prefixados disponíveis para negociação hoje no mercado são o Tesouro Prefixado 2022 e Tesouro Prefixado 2025.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais também oferece uma taxa fixa de rendimento no momento da contratação. É indicado para quem deseja ter renda adicional semestral. Antigamente, esse título era chamado de NTN-F.

A diferença é que, a cada seis meses, quem investiu recebe adiantado os juros da aplicação no período, o chamado cupom semestral. No vencimento, o valor principal é pago junto ao último cupom. Os pagamentos acontecem nos meses de janeiro e julho.

Hoje, o título desse tipo disponível no mercado é o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029.

Tesouro IPCA+

É o título público que oferece proteção contra a inflação. Sua rentabilidade é composta por uma taxa prefixada, mais a variação do IPCA (o índice oficial de inflação no Brasil). Antigamente, era chamado de NTN-B Principal.

O Tesouro IPCA+ é indicado para quem deseja investir seu dinheiro por mais tempo. Também é uma alternativa barata e com boa rentabilidade para investir para a aposentadoria, uma vez que protege o dinheiro aplicado da desvalorização.

Hoje, os títulos disponíveis no mercado são o Tesouro IPCA+ 2026, Tesouro IPCA+ 2035 e Tesouro IPCA+ 2045.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais

Tal como o Tesouro Prefixado, paga cupons com base na rentabilidade de cada semestre em que o valor permanece aplicado. Na nomenclatura antiga, era chamado de NTN-B.

Os pagamentos acontecem nos meses de fevereiro e agosto ou maio e novembro, dependendo da data de vencimento do título.

Hoje, existem títulos disponíveis desse tipo com três datas diferentes de vencimento: Tesouro IPCA+ 2030, Tesouro IPCA+ 2040 e Tesouro IPCA+ 2055.

Existe risco ao investir no Tesouro Direto?

Todo investimento envolve algum grau de risco. Agora, os níveis e os tipos de risco variam. Os títulos públicos federais, negociados no Tesouro Direto, são considerados aplicações conservadoras, ou seja, de baixo risco.

Veja a seguir quais são os riscos aos quais os títulos públicos estão expostos.

Risco de liquidez

Liquidez é a possibilidade de transformar um ativo em dinheiro. Quanto mais líquido é um investimento, mais fácil é transformá-lo em dinheiro. Isso tem duas dimensões: a rapidez com que essa troca pode ser feita e se é possível vender pelo preço de mercado ou se é preciso aceitar menos para conseguir fechar o negócio.

Vamos usar um exemplo para entender melhor. Quando você compra um carro, se escolher um dos modelos mais vendidos, é bem provável que, na hora de revender, encontre facilmente um comprador e que ele esteja disposto a pagar o valor de mercado pelo bem.

Agora, quando você adquire um carro antigo, modelo de colecionador, pode não ser tão fácil encontrar um comprador para ele. Se quiser vender rápido, provavelmente terá que dar algum desconto.

Voltando para os títulos públicos, podemos dizer que são ativos de alta liquidez, porque o Tesouro Nacional garante a recompra dos títulos sempre que o mercado estiver aberto, ao preço em que ele está sendo negociado.

Risco de crédito

Em geral, quando compramos um título, ele é uma espécie de duplicata por um empréstimo, ou seja, esse investimento é um dinheiro que emprestamos a alguém em troca de um rendimento. Pode ser um título privado, como um CDB ou uma debênture, ou título público. Nesse último caso, estamos emprestando dinheiro ao governo.

O risco de crédito corresponde à probabilidade de o emissor do título não honrar o compromisso. Aqui, o emissor é o governo federal, e as chances de ele não pagar os credores é muito baixa, porque isso traria consequências muito negativas para o país. Por isso, o risco de crédito, no caso dos títulos públicos federais, também é muito baixo.

Risco de mercado

Aqui é o ponto no qual os três tipos de títulos diferem um pouco entre si. O risco de mercado é a variação que o valor dos ativos sofre ao longo do tempo e que pode gerar perdas a quem investe. Entre os títulos públicos que temos atualmente, o Tesouro Selic tem um risco de mercado baixo, porque ele é pós-fixado e segue a variação da taxa Selic.

Já o Tesouro IPCA+ tem uma parte pós-fixada, que acompanha a inflação, e uma parte prefixada. Além disso, alguns desses títulos têm o prazo de vencimento mais longo. Esses dois fatores — a parte prefixada e o vencimento mais longo — fazem com que ele possa ter uma oscilação maior, ou seja, o risco de mercado é maior do que o do Tesouro Selic.

Por fim, o Tesouro Prefixado é o título mais arriscado entre os três, justamente pelo fato de sua remuneração ser prefixada. Ele não protege a pessoa que investe da alta da inflação. Além disso, se a taxa de juros subir, ele está preso em uma aplicação que vai render menos.

Por isso, esse tipo de título é mais indicado para períodos em que a projeção é de queda da inflação e dos juros.

Quais são as vantagens e desvantagens do Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um tipo de investimento indicado para todos os perfis, especialmente para quem quer preservar seu dinheiro contra a inflação ou quer montar uma reserva de emergência.

As principais vantagens do Tesouro Direto são:

  • segurança: é o próprio governo quem garante que o dinheiro será devolvido para quem investiu. Ou seja, o risco de calote é baixíssimo;
  • valor mínimo de R$ 30 para investir: é possível começar a investir no Tesouro Direto poupando R$ 1 por dia;
  • praticidade: todas as negociações podem ser feitas online. Ou seja: não é preciso ir ao banco para comprar títulos do Tesouro.

Por outro lado, existem algumas desvantagens de investir no Tesouro Direto:

  • prazo mínimo para resgate: quando uma pessoa resgata seus investimentos no Tesouro Direto, pode levar até três dias para ter o dinheiro disponível em sua conta. Isso porque existe um prazo de liquidação para esses investimentos: o dinheiro leva entre um e dois dias para ser depositado na conta da corretora. Depois disso, precisa ser transferido para uma conta bancária comum para poder ser resgatado.
  • mudanças de preço: como mencionamos, os preços dos títulos do Tesouro Direto variam todos os dias. Assim, quem sacar o investimento antes do prazo pode ter uma rentabilidade menor do que a contratada.

Quais taxas considerar para investir no Tesouro Direto?

Diferentemente da poupança — que é isenta de qualquer tipo de taxa —, o Tesouro Direto tem algumas tarifas. Os custos do Tesouro Direto são:

  • taxa de custódia: cobrada pela bolsa de valores para registrar e guardar os títulos do Tesouro em nome da pessoa que investe. Hoje, a tarifa custa 0,25% ao ano sobre o valor total (capital + rendimentos);
  • taxa de administração: cobrada pelas instituições financeiras que negociam os títulos públicos. A maioria delas hoje oferece taxa zero;
  • impostos: o Imposto de Renda (IR) é cobrado em todos os investimentos feitos no Tesouro Direto. Além disso, para investimentos abaixo de 30 dias, também é cobrado o Imposto sobre Operações Financeiras, o chamado IOF de curto prazo.

Taxa de custódia do Tesouro Direto

Independentemente da taxa zero nas corretoras, a taxa de custódia sempre será cobrada em investimentos no Tesouro Direto. O valor é descontado no momento do processamento da compra dos títulos, o que ocorre no segundo dia após a aplicação.

É por isso, aliás, que o rendimento da aplicação costuma cair no segundo dia após o investimento. Ou seja: o valor dos títulos que você vê no seu extrato já aparece diluído desse custo.

A taxa de custódia é cobrada de modo proporcional ao tempo do investimento uma vez a cada seis meses. As cobranças acontecem nos meses de janeiro e julho ou quando há resgate antecipado dos títulos. Os juros semestrais pagos por alguns títulos também estão sujeitos ao desconto.

Uma informação importante: em julho de 2020, o Tesouro Nacional e a B3 anunciaram que zerariam a taxa do Tesouro Selic para quem tivesse até R$ 10 mil aplicados nesse título.

A isenção passou a valer a partir de 1º de agosto de 2020 e veio atender um pleito das pessoas que investem. Isso porque, com a taxa Selic em patamares historicamente baixos, a taxa de custódia passou a fazer muita diferença no rendimento da aplicação.

No entanto, vale reforçar que a taxa foi zerada apenas para o Tesouro Selic e, mesmo assim, para quem tem até R$ 10 mil investidos nesse título. Acima desse valor, ela é aplicada sobre o que excede os R$ 10 mil. Além disso, também foi mantida para os demais títulos.

Taxa de administração

A taxa zero no Tesouro Direto foi uma política adotada por diversas corretoras independentes nos últimos anos. Só recentemente é que os grandes bancos passaram a zerar essa tarifa.

No entanto, muitas pessoas ainda não sabem ao certo quanto custa investir no Tesouro Direto: nem todas as condições do investimento estão claras antes da aplicação e, muitas vezes, a pessoa só se dá conta dos custos no momento do resgate.

Hoje em dia, a maioria das corretoras oferece taxa zero para investimentos no Tesouro Direto (veja aqui a lista completa). Essa é uma forma de atrair clientes para suas plataformas e, então, oferecer outras opções de investimento.

Talvez você já saiba que o investimento em títulos públicos é um dos que envolvem menos riscos no mercado financeiro. Mas existem outros investimentos que rendem até mais e são indicados para quem já entende um pouco melhor como esse mercado funciona.

Assim, as instituições financeiras ganham quando uma pessoa que começou a investir no Tesouro Direto se interessa também por outros tipos de aplicações.

Dessa forma, as entidades financeiras podem cobrar taxas sobre outros serviços. Por exemplo, nas transações feitas na bolsa de valores, o cliente precisa pagar a taxa de corretagem sobre cada operação de compra ou de venda.

Pode haver ainda um desconto na rentabilidade paga por títulos de renda fixa, como CDB, LCI e LCA. Essa prática caracteriza o famoso spread, sobre o qual já falamos em outro post aqui no blog.

Impostos

Imposto de Renda (IR) sobre o Tesouro Direto

As aplicações no Tesouro Direto sofrem cobranças de Imposto de Renda (IR). Mas atenção: o imposto é cobrado somente sobre o rendimento (os juros), e não sobre o valor total que foi investido.

Essa cobrança se dá de forma decrescente pela tabela regressiva do Imposto de Renda. São quatro faixas de alíquotas de acordo com o tempo que o dinheiro fica aplicado. Funciona assim:

Imposto de Renda regressivo: alíquotas

Quanto mais tempo você deixar o dinheiro aplicado, menor será o IR cobrado. A vantagem é que os títulos do Tesouro Direto têm vencimento que vai além dos 720 dias. Por isso, basta manter um título até a data de seu vencimento e você pagará a menor alíquota de imposto.

IOF de curto prazo

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é cobrado também de forma decrescente, somente durante os primeiros 29 dias de investimento. A partir do 30º dia não há mais incidência de IOF.

Portanto, basta deixar seu dinheiro aplicado por pelo menos 30 dias para não pagar esse imposto. Confira a tabela completa com as alíquotas de acordo com o prazo de resgate.

Quais são os prazos do Tesouro Direto?

Cada título tem seu prazo de vencimento. No site do Tesouro Direto estão listados todos os títulos disponíveis para venda, com suas respectivas datas de vencimento. Enquanto escrevemos este texto, em agosto de 2020, o vencimento mais próximo ocorre em 2023, de um Tesouro Prefixado.

Já o título com prazo mais longo é o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055, que vence no ano que já está indicado no nome. Aliás, essa é uma informação importante: o ano de vencimento já está no próprio nome do título.

Agora, para saber a data exata, é preciso conferir na tabela. Neste caso que estamos usando como exemplo, o vencimento do título ocorre em 15/05/2055.

Todas essas informações estão na tabela disponível no site do Tesouro e também podem ser consultadas no momento da compra do título.

Vale mencionar que, no vencimento, a pessoa que investe recebe de volta o valor que aplicou mais o rendimento. Pode ser a rentabilidade total do período ou, no caso dos títulos que pagam juros semestralmente, o proporcional desde o último pagamento.

Como fazer o resgate no Tesouro Direto?

Os títulos do Tesouro Direto têm alta liquidez e podem ser resgatados a qualquer momento. O prazo de liquidação, como mencionamos, é de 1 dia útil (D+1).

Quando um título vence, o dinheiro é depositado automaticamente na sua conta da corretora. Por isso, se você levar o seu título até o vencimento, não precisa se preocupar com o resgate.

Por outro lado, como existe a possibilidade de resgatar o seu título do Tesouro Direto antes do prazo, é necessário estudar as condições antes de tomar uma decisão.

Vale a pena resgatar antes do prazo?

As taxas para investir no Tesouro Direto mudam todos os dias. Pode haver ocasiões em que essa taxa estará maior ou menor do que quando você aplicou o seu dinheiro.

Imagine que você tenha comprado um título que promete a rentabilidade de 5% ao ano. Um dia depois, essa taxa sobe para 5,50% ao ano. Então, vale a pena resgatar seu investimento no Tesouro Direto antes do prazo?

Cada título do Tesouro Direto é um ativo individual. A taxa funciona como uma espécie de etiqueta de preço desse título. Sendo assim:

  • quando a taxa negociada na plataforma do Tesouro Direto é maior do que a do título que você comprou, não vale a pena resgatar seu investimento antes do prazo;
  • quando a taxa negociada na plataforma do Tesouro Direto é menor do que a do título que você comprou, você poderá resgatar seu investimento com lucro.

É claro, tudo depende da sua situação: você precisará do dinheiro naquele momento? Existe outro tipo de investimento em que você possa aplicar ao menos o lucro da sua operação?

O que não vale a pena é resgatar o seu dinheiro apenas para que ele fique parado na conta. Portanto, pense bem antes de resgatar Tesouro Direto antes do prazo e, se quiser, busque a ajuda de uma consultoria de investimentos para tomar a sua decisão.

Como calcular os rendimentos do Tesouro Direto?

Investir no Tesouro Direto é uma ótima opção para quem deseja fazer investimentos seguros ou ainda não começou a aplicar seu dinheiro. No entanto, a melhor rentabilidade depende do tipo de título que você escolhe.

Aqui na Magnetis, desenvolvemos uma ferramenta para você calcular o quanto estão rendendo os seus títulos do Tesouro Direto. Também listamos aqui qual foi o rendimento em 2019 dos títulos do Tesouro negociados no mercado. Vamos conferir?

Para começar, vamos analisar a rentabilidade acumulada dos títulos do Tesouro em 2019, conforme os dados no site do Tesouro Direto. Esses dados consideram a rentabilidade contratada, mais a variação do preço dos títulos ao longo do ano.

No cálculo, vamos usar a alíquota de IR de 17,5%, que é a dos investimentos feitos pelo período de um ano.

Rendimento do Tesouro Selic 2019

O Tesouro Selic rendeu 5,93% em 2019. Para uma aplicação de R$ 1 mil, o resultado bruto foi de R$ 1.059,30.

Quando falamos em rendimento líquido, precisamos prestar atenção em um detalhe. Todo investimento no Tesouro Direto está sujeito à cobrança da taxa de custódia. Trata-se de uma tarifa que a bolsa de valores cobra das pessoas para registrar e guardar os títulos do Tesouro em seu nome.

Essa taxa — que hoje é de 0,25% ao ano — era de 0,3% ao ano em 2018 e incidia sobre o valor total dos títulos (capital + rendimentos). Ela é cobrada ainda que não haja nenhum resgate no meio do caminho. O investimento também está sujeito ao IR (17,5%). Veja!

Aplicação no Tesouro Selic 2023: R$ 1 mil

Rendimento bruto acumulado em 2019: R$ 59,30

Taxa de custódia: R$ 2,65 (0,25% sobre aplicação + rendimento bruto)

Valor líquido da taxa de custódia: R$ 1.056,65

IR (17,5%): R$ 9,91

Valor final: R$ 1.004,76

(Fonte: Tesouro Direto)

Rendimento do Tesouro IPCA+ 2019

O Tesouro IPCA+ é um pouco diferente do Tesouro Selic. Seu rendimento é composto pela inflação e uma taxa prefixada (4% + IPCA, por exemplo).

Agora, se você vender o título antes do vencimento, sua rentabilidade vai depender do valor do título no momento da venda, quando comparado ao que pagou por ele, descontando a taxa de custódia e o Imposto de Renda, conforme abaixo.

Tesouro IPCA+ 2024

Aplicação em 2019: R$ 1 mil

Rendimento acumulado em 2019: R$ 191,32

Taxa de custódia: R$ 2,98 (0,25% sobre aplicação + rendimento bruto)

Valor líquido da taxa de custódia: R$ 1.188,34

IR (17,5%): R$ 32,96

Valor final: R$ 1.155,38

(Fonte: Tesouro Direto)

Tesouro IPCA+ 2035

Aplicação em 2019: R$ 1 mil

Rendimento bruto acumulado em 2019: R$ 372,65

Taxa de custódia: R$ 3,43 (0,25% sobre aplicação + rendimento bruto)

Valor líquido da taxa de custódia: R$ 1.369,22

IR (17,5%): R$ 64,61

Valor final: R$ 1.304,61

(Fonte: Tesouro Direto)

Tesouro IPCA+ 2045

Aplicação em 2019: R$ 1 mil

Rendimento bruto acumulado em 2019: R$ 595,29

Taxa de custódia: R$ 3,99 (0,25% sobre aplicação + rendimento bruto)

Valor líquido da taxa de custódia: R$ 1.591,30

IR (17,5%): R$ 103,48

Valor final: R$ 1.487,82

(Fonte: Tesouro Direto)

Rendimento do Tesouro Prefixado 2019

O Tesouro Prefixado oferece rentabilidade fechada no momento da compra do título. Assim, é possível saber exatamente qual será o seu rendimento já na hora da aquisição.

A seguir, confira a rentabilidade acumulada do Tesouro Prefixado em 2019.

Tesouro Prefixado 2021

Aplicação em 2019: R$ 1 mil

Rendimento bruto acumulado em 2019: R$ 101,63

Taxa de custódia: R$ 2,75 (0,25% sobre aplicação + rendimento bruto)

Valor líquido da taxa de custódia: R$ 1.098,87

IR (17,5%): R$ 17,30

Valor final: R$ 1.081,57

(Fonte: Tesouro Direto)

Tesouro Prefixado 2023

Aplicação em 2019: R$ 1 mil

Rendimento bruto acumulado em 2019: R$ 168,75

Taxa de custódia: R$ 2,92 (0,25% sobre aplicação + rendimento bruto)

Valor líquido da taxa de custódia: R$ 1.165,83

IR (17,5%): R$ 29,02

Valor final: R$ 1.136,81

(Fonte: Tesouro Direto)

Veja mais: Rendimento da poupança 2018 – veja quanto rendeu R$ 1 mil na caderneta

Tesouro Direto, CDB ou poupança: qual é mais vantajoso?

Muitas pessoas têm dúvidas na hora de escolher entre o CDB ou Tesouro Direto para investir. Os dois tipos de aplicação fazem parte da família da renda fixa, os investimentos mais seguros do mercado. Porém, existem algumas diferenças.

As principais diferenças entre Tesouro Direto e CDB são:

  • diferente dos títulos do Tesouro, os CDB não têm taxa de custódia;
  • dependendo da instituição que oferece o CDB, o rendimento pode ser entre 20% e 30% superior ao Tesouro Selic;
  • nos grandes bancos, a rentabilidade do CDB fica em torno de 80% do CDI. Ou seja, não supera nem mesmo o rendimento da poupança.

Vamos ver a seguir qual foi o rendimento dos CDBs em 2019. A partir daí, poderemos comparar com o rendimento do Tesouro Direto, que já mencionamos acima.

Rendimento do CDB 2019

O CDB é o investimento mais vendido pelos bancos. Sua remuneração é atrelada ao CDI e, na maioria dos casos, é uma porcentagem (%) do índice.

A maioria dos CDBs oferecidos pelos grandes bancos paga, em média, uma remuneração de 80% do CDI. No entanto, é possível encontrar CDBs que oferecem remuneração mais alta nas corretoras e nos bancos médios.

Em nosso exemplo, vamos ver como fica a rentabilidade de um CDB que ofereceu rentabilidade 100% do CDI em 2019.

Aplicação em um CDB que rende 100% do CDI: R$ 1 mil

Rendimento bruto acumulado em 2019: R$ 59,41

IR (17,5%): R$ 10,40

Valor final: R$ 1.049,31

(Fonte: Calculadora do DI/B3)

Agora, vamos ver o efeito na rentabilidade de um CDB que ofereceu um retorno de 80% do CDI no mesmo período.

Aplicação em um CDB que rende 80% do CDI: R$ 1 mil

Rendimento bruto acumulado em 2019: R$ 47,53

IR (17,5%): R$ 8,32

Valor final: R$ 1.039,21

(Fonte: Calculadora do DI/B3)

Afinal, vale a pena investir no Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é a porta de entrada para o mundo dos investimentos, pois é uma aplicação simples, segura e com um rendimento melhor que o da poupança. Para quem já sabe como investir, os títulos públicos também são uma boa alternativa para manter uma reserva de emergência.

No entanto, existem milhares de possibilidades no mercado financeiro para os mais diversos perfis. Também existem alternativas para diferentes objetivos: há investimentos para conquistas de curto prazo, médio e longo prazo.

O ideal é manter em mente esses dois fatores — seu perfil e seus objetivos — para fazer os melhores investimentos. Além disso, foco e disciplina são essenciais para ter sucesso no mundo das aplicações financeiras, principalmente se você está investindo para garantir o seu conforto no futuro.

Como investir no Tesouro Direto pela Magnetis?

Você pode aplicar no Tesouro Direto pela Magnetis. Para isso, basta abrir sua conta conosco. Comece abrindo uma conta na Easynvest, que é nossa parceira. Em seguida, baixe o app da Magnetis no Google Play ou na Apple Store e preencha o formulário com as informações solicitadas. Isso vai permitir que a gente conheça melhor a sua realidade financeira, as suas aspirações e o seu perfil de pessoa que investe nesse momento.

Depois disso, vamos sugerir as aplicações que são mais adequadas para que você atinja seus objetivos, que podem ou não incluir os títulos públicos do Tesouro Direto. No entanto, se você quiser aplicar diretamente no Tesouro, isso é possível por meio da Easynvest. Transfira o valor que deseja investir para a sua conta na Easynvest e escolha a opção de aplicar no Tesouro Direto.

Selecione o título no qual deseja investir, considerando os seus objetivos, e pronto! Você pode acompanhar suas aplicações pelo próprio app da Magnetis.

E então, gostou de entender como investir no tesouro direto? Que tal aprender mais sobre os Títulos Públicos? Não se esqueça de deixar aqui o seu comentário e compartilhe a sua experiência! 😀

Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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