Tipos de investimentos: conheça os principais!

por Magnetis

Atualizado em 23/03/2016

Existe uma infinidade de investimentos diferentes e escolher os melhores pode parecer uma tarefa difícil, não é mesmo?

Muitas aplicações lembram uma misteriosa sopa de letrinhas. LCI, LCA, CDB… E ainda é preciso pensar em risco, retorno, taxas, impostos…

Calma. Há um modo de enxergar esse cenário de forma mais simples. Basta perceber que os investimentos se dividem em grandes grupos. Neste post vamos te ajudar a ter uma visão mais clara sobre as características de cada um.

Investimentos na forma de empréstimos remunerados

Imagine a seguinte situação: sua prima Rosana há alguns meses inaugurou uma sorveteria que está fazendo um grande sucesso. Ela quer abrir mais lojas e busca recursos para financiar a expansão. Como sabe que você acaba de receber um bônus no trabalho, sonda seu interesse em financiar o projeto. “Você me dá R$ 100 mil hoje e devolvo R$ 120 mil daqui a um ano”, sugere.

O que Rosana acaba de propor é um empréstimo, o tipo mais comum de investimento. Quando você compra um CDB (Certificado de Depósito Bancário) de um banco, está fazendo exatamente o mesmo: emprestando dinheiro para esta instituição em troca de um ganho futuro, também conhecido como juros.

Qual será o seu retorno nesse investimento que Rosana propôs? Se você emprestar R$ 100 mil e receber de volta R$ 120 mil depois de um ano, vai ter um ganho de 20% sobre o valor investido.

Mas qual é o seu risco ao financiar Rosana nessa operação em que ela se torna sua devedora? É a possibilidade de que ela não seja capaz de pagar de volta o valor prometido. As novas lojas da sorveteria podem não ter o mesmo sucesso da primeira e Rosana ficar sem recursos para quitar parte do empréstimo ou ele todo. Isso é conhecido como risco de crédito, como explicamos no post Como escolher um bom investimento? Conheça os 3 principais critérios.

Uma vantagem da dívida com a Rosana é que o valor a ser recebido daqui a um ano já foi fixado de antemão. Pouco importa se o custo do leite usado na fabricação dos sorvetes subir ou se o inverno mais frio que o normal diminuir a demanda por sorvete. Você sabe que receberá R$ 120 mil – salvo um eventual calote da Rosana.

Qual é a liquidez desse financiamento? O dinheiro estará comprometido durante um ano, pois esse é o prazo acordado para que sua prima quite a dívida. Se você precisar desse dinheiro antes, ela não tem a obrigação de pagar.

Investimentos em títulos públicos

Há inúmeros tipos de investimentos que são baseados em dívidas como a da Rosana. A diferença principal entre eles é quem é o devedor e qual é o risco de crédito que cada um apresenta.

Por incrível que pareça, o principal devedor no Brasil é o próprio governo. Isso porque, no passado, ele gastou mais dinheiro do que arrecadou e acabou acumulando enormes dívidas. À medida que essas dívidas vão vencendo, o governo emite novos títulos públicos que são comprados por instituições financeiros ou investidores como você.

Esse tipo de investimento é bastante popular por ser de risco muito baixo. Afinal, são mínimas as possibilidades de o governo não honrar a dívida e o investidor perder o dinheiro aplicado. Outro ponto positivo é que a liquidez é elevada, pois é possível vender os títulos com facilidade e resgatar o dinheiro antes do prazo do contrato. Por outro lado, o retorno é limitado à taxa contratada.

Fazem parte desta categoria de investimento os títulos do Tesouro Direto. Para se ter uma ideia, o Tesouro Prefixado (antiga LTN) com vencimento em 2019 oferece um retorno de 15,72% ao ano.

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Investimentos em poupança, CDB e outros títulos de bancos

Outro tipo de investimento baseado em dívida é aquele em que quem toma o empréstimo são os bancos. Pode parecer estranho à primeira vista, já que o mais comum é uma pessoa pedir empréstimo a uma instituição financeira. Porém, o inverso também acontece e é fundamental para que os bancos tenham recursos suficientes para oferecer financiamentos a seus clientes.

A operação de emprestar a um banco envolve a compra de títulos emitidos por ele em troca de um rendimento futuro. O risco dessa aplicação vai depender da reputação do banco emissor. Geralmente, os grandes bancos brasileiros são considerados sólidos e, portanto, o risco é muito baixo. Além disso, há o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura aplicações de até R$ 250 mil caso o banco quebre. Aprenda nesse post como investir para ficar dentro do limite de garantia do FGC.

A rentabilidade dessa aplicação geralmente é baixa, em linha com os títulos públicos. Porém, pode ser maior no caso de instituições financeiras de menor porte que apresentem maior risco de crédito. A taxa de remuneração oferecida também pode ser mais elevada se o investidor aceitar comprar títulos com prazos de vencimentos mais longos e portanto ter menor liquidez.

Nesta categoria de investimento estão enquadrados o CDB, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI). Podemos incluir aqui também a Poupança, que muitas pessoas, erroneamente, acreditam estar associada a um risco do governo, quando na verdade envolvem um risco do banco.

Para que você tenha um exemplo bem prático, um CDB emitido por um banco grande paga hoje em torno de 12,12% em um ano. Já os de instituições menores podem chegar a 16,90% no mesmo período.
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Debêntures, os títulos emitidos por empresas

Assim como o governo e os bancos, muitas empresas costumam tomar empréstimos para financiar seus projetos de médio e longo prazos ou para gerenciar dívidas preexistentes. Comprar os títulos emitidos por elas, chamados debêntures, pode ser uma oportunidade de obter um bom rendimento.

Neste tipo de investimento, o risco de crédito depende da companhia que toma o empréstimo. Portanto, é importante se informar bem antes de comprar os papéis. O retorno tende a ser proporcional ao risco. Logo, para riscos maiores, as possibilidades de rendimento costumam ser grandes, normalmente superiores às de títulos públicos e de bancos. Já a liquidez pode oscilar conforme as condições do mercado.

A taxa de remuneração das principais debêntures é hoje entre 15,31% e 17,22% ao ano, dependendo da solidez financeira da empresa emissora. Essa rentabilidade pode ser maior à medida que o prazo também aumente.

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Agora você já conhece o tipo mais comum de investimento: títulos de dívida, que consistem em emprestar dinheiro em troca de uma remuneração futura. Agora vamos falar sobre outros dois grupos: ações de empresas e ativos reais, como imóveis.

Investimentos em ações

Lembra daquela história de que sua prima Rosana propôs pegar seu dinheiro emprestado para investir na expansão da sorveteria? Pois imagine que ela lhe faz uma nova proposta: em vez de pedir um empréstimo, oferece a você uma pequena participação no negócio.

Você não teria que trabalhar na empresa nem se envolver nas decisões. A gestão continuaria sendo feita pela Rosana. Seu papel seria entrar com R$ 100 mil e, como recompensa, você receberia uma parte dos lucros futuros. Rosana calcula que poderia lhe pagar pelo menos R$ 20 mil todo ano, o equivalente a 20% do total investido. No entanto, ela não tem como garantir esse valor, pois depende diretamente do desempenho da companhia.

O risco que você corre, neste caso, é que a sorveteria não vá tão bem como sua prima planeja e que seu retorno seja menor do que o esperado ou eventualmente nem ocorra.

Esta é a situação em que você se enquadra quando compra ações de uma companhia de capital aberto, listada na bolsa de valores, e se torna um sócio minoritário. Você participa de um empreendimento de risco, sem garantia de retorno do dinheiro aplicado.

Comprar ações é basicamente fazer uma aposta no sucesso de uma empresa. Se tudo correr bem, você, como acionista, receberá parte dos lucros. Também poderá vender sua participação por um valor maior do que o inicial. Por outro lado, se o negócio tiver prejuízo ou até mesmo fracassar, você não obterá os rendimentos imaginados e ainda poderá perder o valor investido.

O retorno deste tipo de investimento não pode ser previsto de antemão, mas costuma ser proporcional ao risco assumido. Ou seja, o investidor está disposto a arcar com perdas em troca da possibilidade de um retorno muito acima do que seria proporcionado por um título de dívida. Dizemos que o retorno esperado é alto.

Para se ter uma ideia, o índice Ibovespa, principal indicador de ações do mercado brasileiro, teve valorização média de 12,23% ao ano no período desde o início do Plano Real em 1994 até o fim de 2015.  Houve, porém, períodos de forte baixa e alta durante esse período. O ano mais favorável foi 1999, com alta de 151%, e o pior 1998, com baixa de 41%.

A liquidez das acões varia de empresa para empresa, mas normalmente é alta. Você consegue negociar papeis de companhias abertas a qualquer momento e ter seu dinheiro de volta em três dias.

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Investimentos em ativos reais

Existe um terceiro tipo de investimento que agrupamos num guarda-chuva que chamamos de “ativos reais”. Ele inclui, por exemplo, a compra de imóveis e a aquisição ou abertura de uma empresa.

Para compreender bem como funciona este grupo, imagine que a prima Rosana viesse com mais uma proposta. Ela sugere que você compre uma casa avaliada em R$ 100 mil para instalar uma nova loja da sorveteria. Rosana promete pagar um aluguel de R$ 1.250 todos os meses, totalizando R$ 15 mil ao ano, ou seja, um rendimento anual de 15%. Também diz que vai reajustar o valor do aluguel a cada 12 meses, compensando a inflação do período.

Como a região em que a casa está vai receber uma nova estação do metrô em breve, são grandes as chances de você conseguir vendê-la no futuro por um valor bem maior do que o atual. Este é um ponto sem dúvida positivo. Pesa também aquela sensação que você aprendeu a valorizar desde pequeno de que adquirir um imóvel é um investimento sólido.

Por outro lado, é preciso considerar que, se Rosana por algum motivo precisar desocupar a casa, você corre o risco de demorar a ter outro inquilino e ficar sem receber aluguel durante algum tempo. Pode também acontecer de você precisar do dinheiro do imóvel e ter dificuldade para vendê-lo rapidamente e ser obrigado a vendê-lo por um valor menor do que o de mercado.

Investir em imóveis envolve todas essas variáveis. O risco é considerado moderado. Normalmente, espera-se que os imóveis se valorizem todo ano, porém eventualmente pode haver situações de exceção que possam levar à depreciação do bem.

Os rendimentos também são moderados. Entre 2010 e 2015, os imóveis se valorizaram em média 15,69% ao ano (índice FipeZap). Esse, no entanto, foi um período extremamente favóravel para os imóveis que pode não se repetir no futuro e, portanto, não deve ser tomado como referência absoluta. Soma-se a essa apreciação o rendimento proporcionado pelo aluguel, que hoje encontra-se em torno de 4,6% ao ano nas regiões metropolitanas.

É importante atentar também para a baixa liquidez, uma característica do investimento não apenas em imóveis, mas também em outros ativos reais.

Fica claro, portanto, por esse exemplo referente a um imóvel, que o investimento em ativos reais pode oferecer oportunidades interessantes em termos de risco e retorno, mas é preciso ponderar também a questão da liquidez. Você deve ter certeza de que a combinação desses três elementos centrais para um bom investimento funciona para você e seu objetivos.

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 Qual o melhor investimento?

Agora que você conhece os principais tipos de investimentos, pode estar se perguntando: “Mas qual o melhor investimento para mim?” A resposta depende do seu perfil de investidor. Se você quiser entender melhor o seu, faça um plano de investimentos personalizado no Magnetis. É gratuito!