O que é um trader profissional? Tire todas as suas dúvidas

por Malena Oliveira

Quando você pensa em um trader, que imagem vem à sua cabeça? Provavelmente, a de uma pessoa negociando freneticamente na bolsa de valores, usando vários telefones ao mesmo tempo, quase sempre arriscando tudo em busca de ganhar muito dinheiro em questão de segundos.

Além de atrasado - já que atualmente as operações na bolsa são feitas pela internet -, esse estereótipo não dá sequer uma pista do verdadeiro trabalho de um trader profissional.

Para entender como é a atuação dos traders e como eles se diferenciam dos demais investidores, confira este post!

O que é um trader?

Um trader (palavra em inglês para "comerciante”) é aquele investidor que atua na bolsa se aproveitando de oscilações nos preços dos ativos para lucrar com operações de curto prazo, muitas vezes no mesmo dia.

Um trader pode trabalhar tanto de forma autônoma quanto para empresas ou fundos de investimento, que o remuneram de acordo com os resultados obtidos.

Como ele atua predominantemente nos mercados de renda variável, não tem garantia nenhuma dos rendimentos que pode alcançar por meio dessas operações.

Além disso, operar dessa forma no mercado financeiro também não é barato. Há custos como corretagem, emolumentos, taxa de custódia, impostos, entre outros.

Para que esse tipo de operação valha a pena, os ganhos precisam superar tanto o que o mercado de renda fixa oferece, quanto os próprios custos de investir recursos na renda variável.

E esse é um desafio e tanto para quem precisa tomar várias decisões de investimento em um curto espaço de tempo.

Qual é o perfil de um trader?

Para atuar como trader não é preciso possuir nenhuma formação específica. É comum que a maioria deles tenha formação em Economia, Administração ou áreas correlatas, principalmente quando prestam serviços para uma empresa.

Outra prática comum é que os traders autônomos tenham uma carreira principal e façam do trabalho no mercado financeiro uma segunda atividade profissional.

Apesar de não haver exigência em relação à formação acadêmica, é essencial que o trader tenha um profundo conhecimento do funcionamento do mercado e de quais fatores costumam influenciar os preços dos ativos. Isso é estratégico para avaliar bem as opções e tomar boas decisões de investimento.

Além disso, é necessário ter capital disponível para começar a investir, além da reserva de emergência - aquela quantia a que é possível recorrer em caso de algum imprevisto. Também é preciso desenvolver a capacidade de atuar e gerenciar riscos sob pressão.

O que é necessário para atuar como um trader profissional?

Para atuar como trader profissional, é necessário possuir algumas certificações, que variam conforme a empresa contratante. As mais comuns são:

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    Agente Autônomo de Investimentos: é concedida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e é exigida de profissionais que atuam como representantes de vendas de corretoras;
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    Consultor de Investimentos: também concedida pela CVM, é exigida de profissionais que recomendam investimentos ou auxiliam clientes na montagem de suas carteiras;

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    CNPI: certificação concedida pela Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais (Apimec), é obrigatória para a função de Analista de Valores Mobiliários;
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    CPA-10 ou CPA-20: Certificação Profissional Anbima, é obrigatória para funcionários de bancos que vendem aplicações financeiras;
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    CGA: Certificado de Gestores Anbima, é mais comum na indústria de fundos. É exigido de quem é responsável por montar portfólios de investimentos.

Outras certificações não são obrigatórias, mas bastante prestigiadas, principalmente entre quem trabalha com grandes fortunas:

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    CFP: sigla de Certified Financial Planner, é uma certificação internacional concedida no Brasil pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar);
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    CFA: sigla de Chartered Financial Analyst, é uma certificação concedida nos Estados Unidos. É bastante prestigiada devido ao grau de dificuldade do exame.

O surgimento dos chamados robôs traders permitiu aos traders não precisar mais desenvolver atividades puramente mecânicas e repetitivas, como fazer cálculos e acompanhar sem interrupções as flutuações do mercado.

Com esses "robôs", que na verdade são programas de computador, o profissional pode montar uma estratégia que será conduzida pela máquina, que pode comprar ou vender qualquer ativo automaticamente quando ele atingir um preço preestabelecido.

Quais as diferenças entre day trade e swing trade?

Dentro da atuação dos traders, existem duas formas principais de operação: o day trade e o swing trade.

Day Trade

Quem opera por meio do day trade faz compras e vendas no mesmo dia, com intervalos de horas, minutos ou segundos entre essas operações.

Com o grande fluxo de negociação, o day trade permite ganhos em um curto espaço de tempo, mas demanda do investidor uma estratégia muito detalhada, além de doses extras de frieza e autocontrole.

Pelo fato de os negócios iniciarem e encerrarem no mesmo dia, não se recebe o valor por cada operação feita, mas a diferença entre elas calculada no encerramento do pregão.

É comum que o day trade seja usado para fazer operações de alavancagem, estratégia para otimizar lucros em que o investidor faz movimentações muito maiores do que a quantidade de capital disponível, aproveitando-se do fato de o pagamento ser feito apenas no final do dia.

Swing Trade

Já no swing trade também é feita a compra e venda de ativos em um prazo curto, porém com intervalo um pouco maior. O tempo médio de permanência em uma posição varia entre 1 dia e 2 semanas.

Esse tipo de operação impossibilita a alavancagem. Por outro lado, como menos operações são feitas, os custos são menores se comparados ao day trade.

Aqui, o ritmo pode ser menos frenético, mas mesmo assim demanda tanta atenção quanto o day trade: é necessário fazer um acompanhamento diário de tudo o que está em aberto, além de sempre procurar por novas oportunidades de negócio.

Tanto o day trade quanto o swing trade exigem muito conhecimento do mercado por parte do investidor. Além disso, os retornos só passam a ser interessantes quando os retornos são maiores do que nas operações mais tradicionais, o que afasta os investidores sem tanto tempo para se dedicar a esse tipo de estratégia ou sem experiência para operar.

O que fazer caso eu não tenha um perfil de trader?

Analisando seu perfil de investidor, você pode chegar à conclusão de que ele não se encaixa nos requisitos para se tornar um trader. E isso é compreensível. Poucos estão dispostos a correr tantos riscos e têm pouco tempo disponível para acompanhar o sobe e desce do mercado.

Por isso, uma alternativa interessante é procurar opções que ofereçam segurança e tranquilidade na hora de investir. Esse é o caso da Magnetis.

A Magnetis é uma consultoria adepta do modelo de gestão passiva dos investimentos. Enquanto a gestão ativa - o caso da estratégia adotada pelo trader - prioriza a tomada de riscos em troca de rentabilidade maior, ainda que os custos também sejam mais altos, a gestão passiva prioriza a diversificação e, com isso, reduz os riscos.

Hoje, existem instrumentos no mercado financeiro que permitem diversificar a um custo mais baixo, com melhor rentabilidade, mais transparência e melhor adequação ao seu perfil de investidor e seus objetivos.

Contar com uma consultoria de investimentos na hora de administrar o seu dinheiro vai ajudar você a entender melhor a sua situação, onde você quer chegar e quais são as melhores opções para você.

Ser um trader parece algo distante da sua realidade? Que tal investir com a Magnetis? Existem opções para carteiras a partir de R$ 10 mil, com taxas bem abaixo das cobradas por bancos e corretoras. Quer saber mais? Faça uma simulação gratuita em nossa plataforma e conheça mais sobre nossos serviços.

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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